A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou nesta quinta-feira (20/5) que mantém discussões com o Irã para preservar a manutenção da vigilância das instalações nucleares e facilitar a continuação das negociações destinadas a salvar o acordo de 2015.
"A Agência e o Irã estão em consultas atualmente", disse em breve declaração transmitida à AFP pela AIEA, cuja sede está em Viena.
Seu diretor-geral, Rafael Grossi, anunciou em 21 de fevereiro a conclusão com a República Islâmica de um "acordo bilateral técnico" de três meses de duração para "manter um nível necessário de vigilância e verificação".
Também fez uma visita de urgência a Teerã para tentar encontrar uma solução antes que entrasse em vigor uma nova lei que limitava as inspeções dos agentes da AIEA no território.
O Irã se comprometeu a fornecer os dados das câmaras e outros instrumentos se as sanções americanas forem levantadas no fim do período.
Mas esse pacto chega ao fim, e os europeus que negociam atualmente em Viena pediram ao Irã para prolongá-lo enquanto espera chegar a um resultado.
Segundo os países do E3 (França, Alemanha e Reino Unido), "o acesso da agência é obviamente essencial" para o sucesso dos esforços "para restabelecer o plano de ação global comum" (JCPOA, em sua sigla em inglês).
Este plano, alcançado em 2015 para impedir que o Irã se dote da bomba atômica, está paralisado desde a retirada dos Estados Unidos em 2018.
O novo presidente americano Joe Biden, que quer retornar ao acordo, iniciou no começo de abril na capital austríaca negociações indiretas com os iranianos para determinar quais sanções o governo americano deve levantar em troca de um retorno ao estrito respeito por parte do Irã de suas obrigações.
