Catástrofe

Bélgica homenageia vítimas das inundações devastadoras

O número de pessoas desaparecidas era ainda mais alto, mas diminuiu nas últimas 48 horas, à medida que as regiões da Bélgica recuperavam seu serviço de telefonia móvel

Agência France-Presse
postado em 20/07/2021 13:42
 (crédito: Eric LALMAND / POOL / AFP)
(crédito: Eric LALMAND / POOL / AFP)

A Bélgica prestou homenagem, nesta terça-feira (20/7), às vítimas das inundações que arrasaram a região de Liège (leste do país) há uma semana, enquanto na Alemanha a chanceler Angela Merkel se reuniu com os afetados e sobreviventes.

Ao meio-dia (horário local), sirenes soaram em todo país, e os belgas fizeram um minuto de silêncio. Todo transporte público urbano também foi interrompido por um minuto.

Em Verviers, uma das comunas mais afetadas pelo desastre, o rei Philippe e a rainha Mathilde lideraram a cerimônia principal, organizada no quartel local dos bombeiros.

De acordo com um relatório preliminar de segunda-feira à noite, as inundações da semana passada na Bélgica provocaram a morte de 31 pessoas e deixaram 70 desaparecidos, além do desabamento de casas e infraestrutura.

O número de pessoas desaparecidas era ainda mais alto, mas diminuiu nas últimas 48 horas, à medida que as regiões da Bélgica recuperavam seu serviço de telefonia móvel.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou no Twitter que "não há palavras para descrever o sofrimento e a destruição causados" pelas inundações, acrescentando que sua instituição "ajudará de qualquer forma que puder" na reconstrução.

O vale do rio Vesdre - um afluente do rio Mosa que transbordou por causa das fortes chuvas e do transbordamento de uma represa - concentra ao menos metade das vítimas na Bélgica, segundo autoridades locais.

Chaudfontaine, Trooz, Dison, Pepinster, Angleur e Chênée, nas redondezas de Liège, estão entre as cidades devastadas. Em alguns lugares, a água subiu mais de um metro em relação a seu nível normal.

Homenagens também na Alemanha


Desde sexta-feira (16/7), a água recua gradualmente, revelando uma paisagem desoladora: casas destruídas, carros empilhados, árvores caídas e lixo acumulado por todos os lados.

Os sobreviventes iniciaram a descomunal tarefa de limpar casas e ruas, com a ajuda de voluntários que às vezes chegam de outros países.

Enquanto isso, os serviços de emergência continuam as operações de busca nos lugares mais afetados e protegem muitos prédios que ameaçam desabar.

A cidade de Bruxelas cancelou seu tradicional "Baile Nacional" e, na cidade de Namur, capital da região de Valônia, as habituais celebrações de fogos de artifício foram suspensas.

As fortes inundações da semana passada também afetaram Luxemburgo, Holanda e especialmente a Alemanha, onde as autoridades encontraram ao menos 165 mortos, segundo um saldo provisório.

Na Alemanha, Merkel iniciou o dia com uma série de encontros com sobreviventes na região de Bad Munstereifel.

Merkel estava acompanhada do líder local, Armin Laschet, apontado como seu mais provável sucessor à frente do governo alemão.

A magnitude do desastre na Alemanha desencadeou um debate generalizado sobre a eficácia dos sistemas de alerta para desastres, como o vivido nas últimas semanas.

Embora os serviços de meteorologia tenham alertado sobre as chuvas torrenciais, os alemães foram surpreendidos pelo rápido transbordamento de rios e pelo súbito aumento dos níveis da água.

Para o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, as chuvas torrenciais foram, "sem sombra de dúvida", uma consequência da mudança climática.

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