A chefe da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Samantha Power, pediu às forças rebeldes do Tigré que se retirem "imediatamente" das regiões de Amhara e Afar que fazem fronteira com o Tigré, onde o conflito ameaça se espalhar para toda Etiópia.
"Para que a ajuda chegue a todos os que precisam no #Tigré, TODAS as partes devem cessar as hostilidades", tuitou Samatha Power na terça-feira (3) à noite, quando estava de visita na Etiópia. Também pediu às autoridades do Tigré para "retirarem imediatamente suas forças" das regiões de Amhara e Afar.
"Não existe uma solução militar para este conflito", acrescentou.
"Todas as partes devem acelerar a entrega ilimitada de assistência humanitária aos afetados pelo conflito e o bloqueio comercial no Tigré deve acabar", acrescentou.
O Tigré está há vários meses em uma grave crise humanitária, com centenas de milhares de pessoas à beira da fome, segundo as Nações Unidas.
Em novembro de 2020, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, prêmio Nobel da Paz em 2019, enviou o Exército federal ao Tigré (norte) para destituir as autoridades regionais, membros do Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF).
No final de novembro declarou a vitória, depois de tomar o controle de Mekele, mas os combates continuaram desde então. No final de junho, rebeldes favoráveis ao TPLF conquistaram a maior parte da região, incluindo a capital.
A responsável da USAID também reiterou o pedido de Washington de que as forças de Amhara se retirem do oeste do Tigré, assim como as forças da Eritreia para apoiar o Exército etíope.
A ONU alertou nesta quarta-feira que as refeições do último comboio humanitário que chegaram em Mekele em 12 de julho duraram apenas alguns dias.
Cerca de 5,2 milhões de pessoas, mais de 90% da população do Tigré, vivem da ajuda externa, segundo a ONU.
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