ESTADOS UNIDOS

Menino morre após ter contato com 'ameba comedora de cérebro'

O protozoário, que geralmente vivem em água doce e altas temperaturas, é extremamente raro, mas causa doença mortal

Um menino de apenas 7 anos morreu apenas uma semana depois de entrar em contato com um raro protozoário no condado de Tehama, na Califórnia (EUA). David Pruitt contraiu uma doença chamada meningoencefalite amebiana primária, ou PAM na sigla em inglês, após nadar em um lago que fica na propriedade da família. A doença é causada por um parasita extremamente raro e com nome popular sugestivo: "ameba comedora de cérebro".

O nome científico do protozoário é Naegleria fowleri e ele é conhecido por se proliferar em locais nos quais se encontre água doce, parada e quente. A contaminação ocorre pelo nariz e, depois disso, o micro-organismo se instala no cérebro das vítimas. De acordo com a literatura médica, a doença é fatal em 97% dos casos. Até hoje, menos de 400 casos foram contabilizados em todo o mundo.

Na Califórnia, onde David contraiu a doença, foram notificados apenas 10 casos desde 1971 até hoje. Segundo a família, a evolução do quadro foi rápida. Em geral, o primeiro estágio é marcado por febre, náuseas e vômito. Com o avanço da infecção, pode haver rigidez muscular, convulsões e alucinações.

O menino de 7 anos foi levado às pressas ao hospital local em 30 de julho e transferido para uma unidade de tratamento intensivo logo depois. Ele precisou ser colocado em aparelhos de suporte à vida, mas, ainda assim, não resistiu. A morte foi no último 7 de agosto após os médicos detectarem um grave inchaço cerebral.

Em uma plataforma de financiamento coletivo, a família tenta arrecadar US$ 30 mil para cobrir os custos com hospitais e com o sepultamento da criança. A tia de David, Crystal Hayley disse que os pais do garoto pretendem conscientizar outras famílias sobre os riscos causados pela ameba.

“Isso pode parecer muito raro para acontecer com você, mas o que é raro é que médicos verifiquem essa possibilidade logo no início. Pais, familiares e adultos precisam conhecer os sinais e relatá-los, precisam exigir que os médicos ouçam e defender quem pode ter contraído essa ameba”, escreveu na página da arrecadação.

Saiba Mais