Pornografia

Plataforma OnlyFans recua na decisão de proibir conteúdos sexuais

A plataforma abriga conteúdo de cerca de dois milhões de criadores, entre eles o rapper Cardi B e o boxeador Floyd Mayweather, assim como estrelas pornôs e pessoas que tentam ganhar um dinheiro extra

A plataforma OnlyFans, onde fotos e vídeos eróticos podem ser compartilhados mediante pagamento de uma taxa, anunciou nesta quarta-feira (25/8) que voltará a autorizar conteúdo de sexo explícito.

"Obtivemos as garantias necessárias para apoiar nossa diversa comunidade de criadores e suspendemos a mudança de política planejada para 1º de outubro", anunciou a empresa no Twitter.

Previamente, a empresa havia vinculado sua decisão a ameaças dos principais bancos de cortarem laços com a companhia, temendo danos à sua imagem e reputação.

Fundada em 2016, OnlyFans diz ter 150 milhões de usuários em todo mundo e que sua clientela cresce a uma taxa de meio milhão por dia.

A plataforma abriga conteúdo de cerca de dois milhões de criadores, entre eles o rapper Cardi B e o boxeador Floyd Mayweather, assim como estrelas pornôs e pessoas que tentam ganhar um dinheiro extra.

Ao anunciar, na semana passada, que planejava proibir conteúdo explícito, a OnlyFans causou surpresa. A pornografia foi um dos principais fatores na explosão de popularidade desta plataforma durante a pandemia da covid-19.

Scarlett Woodford, analista da Juniper Research que publicou esta semana um estudo sobre o futuro da indústria do entretenimento para adultos, descreveu o anúncio de proibição como "uma decisão arriscada para a OnlyFans, considerando-se a receita que os protagonistas dos vídeos para adultos geram".

Ela lembrou, porém, que "as empresas de cartão de crédito e as instituições financeiras consideram o conteúdo para adultos um setor de alto risco".

Com frequência, os clientes contestam os pagamentos, alegando que deram autorização de forma acidental.

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