Grécia

Traficantes de migrantes foram 'aniquilados', afirma o primeiro-ministro grego

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o reforço dos controles nas fronteiras da Grécia permitiu "aniquilar" as redes de traficantes de migrantes

Agence France-Presse
postado em 01/10/2021 15:45 / atualizado em 01/10/2021 15:46
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis -  (crédito: Ludovic MARIN / AFP / POOL)
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis - (crédito: Ludovic MARIN / AFP / POOL)

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou nesta sexta-feira (1º) na ilha de Samos que o reforço dos controles nas fronteiras da Grécia permitiu "aniquilar" as redes de traficantes de migrantes.

Visitando o novo acampamento de migrantes de alta segurança, Mitsotakis afirmou que as fronteiras da Grécia são "seguras e justas".

“Os fluxos migratórios diminuíram 90% em relação a 2019. Repito, 90%”, declarou o chefe de governo, por ocasião da visita ao campo de “acesso controlado e fechado” localizado em Samos e financiado pela União Europeia(UE).

As ONGs explicam essa diminuição pelo retorno sistemático e ilegal de migrantes para a Turquia, o que o governo grego nega.

“Eliminamos efetivamente as redes de traficantes que se alimentam do sofrimento humano ... prometendo às pessoas perseguidas que entrarão facilmente em nossa terra natal”, acrescentou Mitsotakis.

Desde que assumiu o poder em 2019, o governo conservador fortaleceu sua política de imigração.

Ele prometeu abrir cinco acampamentos de alta segurança nas cinco ilhas do Mar Egeu, onde chega a maioria dos migrantes da costa turca.

A Comissão Europeia prometeu financiá-los com 320 milhões de dólares(cerca de 1,7 bilhão de reais)

A um custo de 43 milhões de euros (cerca de 270 milhões de reais), de acordo com o Ministério de Migração grego, o novo campo de Samos, planejado para 3.000 pessoas, foi inaugurado em 18 de setembro. O de Leros deve ser concluído em outubro, seguido do de Kos.

Em Lesbos, onde o acampamento de Moria foi totalmente queimado no ano passado, as obras não devem ser concluídas antes do outono de 2022.

 

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