Áustria

Chanceler austríaco Sebastian Kurz, suspeito de corrupção, renuncia

Em comunicado transmitido pela televisão, Kurz disse que quis garantir que a Áustria tenha "estabilidade"

Agência France-Presse
postado em 09/10/2021 17:39
 (crédito: Georg Hochmuth/AFP)
(crédito: Georg Hochmuth/AFP)

O chanceler austríaco Sebastian Kurz anunciou, neste sábado (9), sua renúncia, em meio à crescente pressão sobre seu envolvimento em um escândalo de corrupção.

Em comunicado transmitido pela televisão, Kurz disse que "seria irresponsável" deixar o país em meio ao "caos ou bloqueio" por essas denúncias, que chamou de "falsas", e que quis garantir que a Áustria tenha "estabilidade".

"Quero ceder o cargo para evitar o caos", afirmou Kurz, que revelou ter proposto ao ministro das Relações Exteriores, Alexander Schallenberg, para que fosse seu sucessor.

De acordo com o Ministério Público, entre 2016 e 2018 foram publicados artigos elogiosos e pesquisas favoráveis a Kurz em troca da compra de um espaço publicitário pelo Ministério da Fazenda, na época nas mãos dos conservadores.

Na quarta-feira, o Ministério Público anunciou que Kurz e outros nove suspeitos, além de três organizações, estão sendo investigados por diversos crimes relacionados a este caso, após uma série de buscas realizadas pela manhã, em particular na sede do partido conservador, o OVP.

Na quinta-feira, os Verdes austríacos, parceiro minoritário da OVP no governo, questionaram a capacidade de Kurz de continuar no cargo de chanceler.

Escolhido chanceler pela primeira vez em dezembro de 2017, Kurz perdeu seu primeiro parceiro de coalizão, o partido de extrema direita FPÖ, devido a um escândalo de corrupção em maio de 2019 conhecido como "Ibizagate". Kurz voltou ao poder em janeiro de 2020, com a ajuda dos Verdes.

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