Redes Sociais

TikTok defende seu impacto sobre as crianças em depoimento nos EUA

Embora 13 anos seja a idade mínima oficial para participar da maioria das redes sociais, tanto o TikTok quanto o YouTube têm versões para crianças mais novas

Agência France-Presse
postado em 26/10/2021 13:29 / atualizado em 26/10/2021 13:29
 (crédito: OLIVIER DOULIERY/AFP)
(crédito: OLIVIER DOULIERY/AFP)

O TikTok, rede social que em setembro declarou ter um bilhão de usuários ativos e é muito popular entre os jovens, comparece pela primeira vez nesta terça-feira (26) no Congresso dos Estados Unidos para defender seu impacto nas crianças.

A plataforma de compartilhamento de vídeos, subsidiária do grupo chinês ByteDance, foi convocada por um painel do Senado junto com o Snapchat e o YouTube, para falar sobre a influência que exercem sobre seus milhões de seguidores.

Enquanto o gigante da mídia social Facebook, dono do Instagram e do WhatsApp, enfrenta denúncias de que sabia que seus sites poderiam ter um impacto negativo sobre os adolescentes, outras grandes plataformas também lutam com questões de segurança.

"TikTok, Snapchat e YouTube desempenham um papel importante na exposição de crianças a conteúdo prejudicial", disse a senadora Marsha Blackburn, co-presidente da audiência.

Embora 13 anos seja a idade mínima oficial para participar da maioria das redes sociais, tanto o TikTok quanto o YouTube têm versões para crianças mais novas.

Michael Beckerman, chefe de políticas públicas da TikTok nas Américas, garantiu à AFP que a empresa "se preocupa profundamente com a segurança e o bem-estar dos menores".

Já popular antes da pandemia da covid-19, principalmente devido às coreografias de canções pop que se tornaram virais, o TikTok conquistou um grande número de seguidores em meio ao fechamento de escolas e ao trabalho remoto.

A subsidiária ByteDance, cujo equivalente chinês se chama Douyin, no entanto, permanece muito atrás do YouTube, que marcou 2,3 bilhões de usuários ativos mensais em 2020.

O Facebook, incluindo seu cofundador e CEO Mark Zuckerberg, testemunhou várias vezes perante legisladores dos EUA e enfrenta uma de suas piores crises após o vazamento de relatórios internos na mídia argumentando que a empresa prioriza seu crescimento e lucros acima da segurança das pessoas.

No entanto, o Facebook já foi afetado por escândalos que não se traduziram em uma nova legislação americana que visa regulamentar as redes sociais.

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação