Reino Unido

Serviço de saúde da Inglaterra poderá receitar cigarros eletrônicos

Os cigarros eletrônicos regulados como medicamentos poderiam conter maiores quantidades de nicotina do que as permitidas para a venda comercial

Agência France-Presse
postado em 29/10/2021 12:02
 (crédito: Lindsay Fox por Pixabay)
(crédito: Lindsay Fox por Pixabay)

O Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra, financiado pelo Estado, poderá começar a receitar com ordem médica cigarros eletrônicos aos fumantes, uma decisão inédita no mundo - disse o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (29).

A medida foi anunciada apesar da preocupação internacional com os efeitos dos cigarros eletrônicos comercializados e a popularidade do "vaping" entre os jovens.

O órgão regulador de medicamentos do país publicou normas atualizadas que, segundo o Ministério, "abrem o caminho para prescrever, com receita médica, cigarros eletrônicos aos fumantes de tabaco que desejarem parar de fumar".

Os fabricantes de cigarros eletrônicos poderão apresentar seus produtos para aprovação do mesmo modo que outros medicamentos disponíveis no NHS.

"Os cigarros eletrônicos contêm nicotina e não estão isentos de riscos, mas as revisões dos especialistas do Reino Unido e dos Estados Unidos estabeleceram que os cigarros eletrônicos regulados são menos prejudiciais que o tabaco", destacou o Ministério.

Foi comprovado que "são muito eficazes para ajudar aqueles que tentam parar de fumar", acrescentou.

Mais de seis milhões de pessoas continuam fumando na Inglaterra, segundo o governo, com taxas muito mais altas nas regiões mais pobres. O tabagismo causou quase 64.000 mortes em 2019.

O órgão regulador MHRA emitiu um comunicado, no qual afirma que quer "promover a autorização dos cigarros eletrônicos e de outros PNC (produtos que contêm nicotina) inalados como medicamentos" para tratar os dependentes do tabaco.

Os cigarros eletrônicos regulados como medicamentos poderiam conter maiores quantidades de nicotina do que as permitidas para a venda comercial, destacou.

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em julho que os cigarros eletrônicos são "prejudiciais e devem ser mais bem regulados".

Em 2019, os Estados Unidos registraram um grande surto de doença pulmonar aguda vinculada a uma substância comumente adicionada aos produtos de "vaping" que contêm THC, o componente psicoativo da cannabis. Isso levou o governo americano a realizar mudanças jurídicas para conter o "vaping" entre os jovens.

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