Pandemia

Marido de Merkel lamenta 'preguiça' de alemães não vacinados contra covid

Tanto na Alemanha como na vizinha Áustria, a taxa de vacinação é inferior a 70%, ou seja, inferior à de outros países europeus, como a França, onde chega a 75%

O marido da chanceler Angela Merkel, Joachim Sauer, lamentou nesta terça-feira (23) a "preguiça" dos alemães que resistem à vacinação contra a covid-19.

"É surpreendente que um terço da população não siga o conhecimento científico. Isso se deve em parte a uma certa preguiça e à comodidade dos alemães", estimou o pesquisador de física quântica em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, republicada por seu parceiro alemão Die Welt.

"O outro grupo é formado por pessoas que seguem uma convicção pessoal, uma espécie de reação ideológica ao que consideram uma ditadura da vacinação", lamentou, especificando que "isso se aplica a todos os níveis educacionais, incluindo acadêmicos, médicos e cientistas".

Questionado sobre a atual "rejeição ao conhecimento científico", Sauer considerou que "essa atitude provavelmente sempre existiu em algumas pessoas, mas nunca foi tão evidente como agora. Hoje assistimos, porém, a um grande sucesso da ciência", afirmou o físico, que em geral evita exprimir qualquer opinião fora da sua área de competência científica.

"Ninguém poderia apostar que teríamos uma vacina em tão pouco tempo. Foi um milagre", elogiou Sauer, poucos dias antes da saída de Angela Merkel da Chancelaria após 16 anos no poder na Alemanha.

"Mas, paradoxalmente, o resultado obtido em um ano para a covid-19 não foi alcançado em 30 anos de pesquisas científicas sobre meio ambiente, embora ainda não vejamos a solução para o problema", acrescentou.

Para ele, "a ciência é importante, e seria bom se mais jovens se dedicassem a ela".

Tanto na Alemanha como na vizinha Áustria, a taxa de vacinação é inferior a 70%, ou seja, inferior à de outros países europeus, como a França, onde chega a 75%.

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