Diplomacia

Bangladesh protesta contra sanções dos EUA que afetam altos cargos de segurança

Segundo o governo de Bangladesh, os EUA prejudicaram uma agência que esteve na linha de frente da luta contra o terrorismo, contra o tráfico de drogas e outros crimes transnacionais de ódio

Dacca, Bangladesh - Bangladesh convocou, neste sábado (11/12), o embaixador dos Estados Unidos para protestar contra as sanções impostas por Washington contra altos cargos de segurança do país que têm responsabilidades sobre uma unidade de elite do exército acusada pelo governo de Joe Biden de violações dos direitos humanos.

O ministro das Relações Exteriores, Masud Bin Momen, convocou o embaixador americano "para comunicar o descontentamento de Daca".

O funcionário lamentou "que os Estados Unidos tenham decidido prejudicar uma agência do governo que esteve na linha de frente da luta contra o terrorismo, contra o tráfico de drogas e outros crimes transnacionais de ódio, considerados prioridades compartilhadas com os sucessivos governos americanos", acrescentou em um comunicado.

Washington decidiu sanções contra o Batalhão de Ação Rápida (RAB), acusado de estar envolvido no desaparecimento de centenas de pessoas desde 2009 e em quase 600 execuções extrajudiciais desde 2018.

Também sancionou sete funcionários atuais e antigos do RAB. Entre eles Benazir Ahmed, ex-chefe do RAB e atual chefe nacional da polícia do país.

Outra pessoa sancionada, o chefe adjunto do RAB, K.M Azad, defendeu as operações deste grupo, afirmando que nunca violou os direitos humanos. "Se matar um criminoso em nome da lei é uma violação dos direitos humanos, então não temos nenhum problema em violar esses direitos no interesse do país", disse.

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