escassez de matérias-primas

Rússia teme ficar sem medicamentos em breve

A Agência Federal Russa de Supervisão Médica (Roszdravnadzor) e a Associação de Farmácias atribuem a escassez de insulina à "urgente demanda do consumidor", no contexto da invasão russa da Ucrânia

Agence France-Presse
postado em 09/03/2022 11:02
 (crédito: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
(crédito: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

As farmácias russas estão ficando sem insulina e outros produtos para diabetes fabricados no exterior - noticiou o jornal russo Kommersant, nesta quarta-feira (9), que descreve a escassez de matérias-primas para a fabricação de medicamentos.

A Agência Federal Russa de Supervisão Médica (Roszdravnadzor) e a Associação de Farmácias atribuem a escassez de insulina à "urgente demanda do consumidor", no contexto da invasão russa da Ucrânia.

Eles afirmam ainda que a maioria dos medicamentos para diabéticos é produzida na Rússia e que não há necessidade para preocupação, de acordo com o Kommersant.

Pacientes entrevistados pelos jornais locais justificaram as compras em massa se devem ao fato de outros dispositivos médicos usados pelos diabéticos serem produzidos no exterior. Por isso, temem desabastecimento, ou inflação alta, e compram antecipadamente.

Embora as sanções ocidentais pela guerra na Ucrânia não tenham como alvo a indústria farmacêutica, a Kommersant acredita que as empresas russas podem ficar sem matérias-primas e sem componentes importados.

Segundo este jornal econômico, a Europa suspendeu quase as entregas quase por completo.

E é provável que as importações de China e Índia, que representam quase 80% das matérias-primas farmacêuticas importadas, sofram atraso, devido à interrupção das cadeias de abastecimento. Os estoques locais devem durar de três a seis meses.

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