Chile

Jovem é baleado após marcha estudantil

Correio Braziliense
postado em 26/03/2022 00:01
 (crédito: Javier Torres/AFP)
(crédito: Javier Torres/AFP)

Um jovem foi baleado ao participar de uma marcha estudantil no centro de Santiago, onde indivíduos encapuzados provocaram alguns episódios de violência, no primeiro protesto durante o governo do presidente de esquerda Gabriel Boric, com apenas duas semanas no cargo. De acordo com o vice-secretário do Interior, Manuel Monsalve, o manifestante foi ferido por uma arma de um "funcionário de trânsito, não do Controle de Ordem Pública". 

Pouco depois, a ministra do Interior, Izkia Siches, reunida na cidade vizinha de Viña del Mar com o presidente Boric, informou que se trata de um jovem de 19 anos. Ela disse que o rapaz "foi ferido por um impacto de bala no tórax" e qualificou o fato como "gravíssimo". 

Os ministros da Educação, Marco Aguilar, e da Saúde, María Begoña Yarza, que participaram com o presidente de uma reunião extraordinária de ministros e parlamentares da coalizão de governo, viajaram imediatamente a Santiago para saber do estado de saúde do jovem, que não corria risco de vida.

Segundo a polícia, o funcionário disparou sua arma de serviço para se defender quando, junto com outros colegas que desviavam o trânsito, foram atacados por um grupo de indivíduos não identificados. "A proporcionalidade será investigada e seus detalhes serão colocados à disposição das instâncias correspondentes", disse a general dos Carabineiros, Marcela González.

A Força Aérea do Chile informou, por sua vez, que três de seus funcionários foram atacados com pedras e com outros objetos por participantes da marcha. "É muito importante que o trabalho de resguardo da ordem pública sempre esteja acompanhado da proteção dos direitos humanos das pessoas", afirmou a porta-voz do governo, Camila Vallejo. "Isso vai implicar o grande desafio que temos como governo pela frente (...), que é a reforma dos Carabineiros", uma instituição questionada por agir para controlar as manifestações sociais, acrescentou, em referência à força policial. 

Os manifestantes pediam um aumento do valor de um cartão de alimentação entregue pelo Estado, equivalente a cerca de dois dólares por dia, e foram recebidos por autoridades do Ministério da Educação.

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