Economia

Ministro garante que a China mantém cooperação comercial 'normal' com a Rússia

"Pequim e Moscou, com base no respeito mútuo e na igualdade, mantêm a cooperação comercial normal".

Sinais contraditórios. Um dia depois de o ministro de Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em conversa telefônica com seu homólogo chinês, Wang Yi, afirmar que o representante da China teria condenado os ataques russos a zonas residenciais civis ucranianas e admitido que o conflito se trata de uma “guerra”, Wang Yi, garante que o país continua a negociar com a Rússia. "Pequim e Moscou, com base no respeito mútuo e na igualdade, mantêm a cooperação comercial normal".

O ministro asiático pede “às partes relevantes que não prejudiquem os interesses legítimos da China” e as relações do país com a Rússia. Wang Yi afirmou que o país se opõe "firmemente" a "qualquer tipo de sanções unilaterais", uma vez que "nunca são uma forma eficaz para resolver problemas".

O presidente da Comissão Reguladora de Bancos e Seguros (CBIRC), "número dois" do Banco Central chinês, Guo Shuqing, acrescentou nesta quarta-feira que a China não vai participar nas sanções e que vai continuar as trocas a "nível econômico, financeiro e comercial", com "todas as partes" envolvidas, noticiou a imprensa chinesa.

O ministro afirmou que o país vai continuar a desempenhar um papel "construtivo" ao pressionar por uma resolução do conflito na Ucrânia, após a invasão russa, um termo que as autoridades chinesas evitam usar.

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