Dia do Trabalhador

Manifestações e confrontos marcam 1º de Maio

Correio Braziliense
postado em 02/05/2022 00:01
 (crédito:  AFP)
(crédito: AFP)

O 1º de maio foi marcado por atos, marchas e protestos em vários países do mundo. Na França, as manifestações reuniram opositores do recém-reeleito presidente Emmanuel Macron e sindicalistas em diversas cidades do país. Na maioria, os atos foram pacíficos, mas, em Paris, a polícia agiu com rigor para dispersar grupos de manifestantes. Foram registrados saques a estabelecimentos e cenas de vandalismo em vários pontos da capital francesa. Uma loja da cadeia de lanchonetes McDonalds foi depredada, assim como agências bancárias. Cerca de 50 pessoas foram presas.

Milhares de franceses foram às ruas em todo o país, atendendo à convocação das organizações sindicais, para protestar contra a inflação, a reforma da Previdência e os valores de aposentadorias e pensões.

Na Alemanha, os maiores atos do 1º de Maio ocorreram em Berlim, que também registrou confrontos entre ativistas e policiais. Reivindicações por melhores condições de trabalho, salário e aposentadorias se misturaram a protestos feministas e por moradia. Um grupo de ativistas chegou a ocupar um hotel vazio no centro da cidade, mas foi retirado pela polícia alemã. Muitos manifestantes foram às ruas com bandeiras e camisas com as cores da Ucrânia para pedir o fim da guerra no país invadido pela Rússia.

Nos Estados Unidos, uma grande marcha de funcionários da empresa Amazon, que recentemente criaram seu próprio sindicato, percorreram as ruas de Nova York para conclamar os trabalhadores americanos a se sindicalizarem.

Os argentinos, por sua vez, marcharam pela Avenida 9 de Julho, uma das principais do centro de Buenos Aires, até a Praça de Maio para comemorar o feriado do trabalhador. Alinhados com o governo do presidente Alberto Fernández, os manifestantes entoaram palavras de ordem contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) e pediram a criação de um ministério da economia popular.

Em Caracas, duas marchas foram organizadas, uma pró e outra contra o governo de Nicolás Maduro. Enquanto funcionários de hospitais e de serviços básicos exigiram "salário digno", com apoio da oposição venezuelana, milhares de apoiadores do governo do comemoraram a "recuperação econômica" da Venezuela. Diante de uma multidão, Maduro assegurou que "a Venezuela vai prosperar" após a "tempestade econômica" causada pelas sanções financeiras de Washington, que incluem embargo de petróleo.

No Chile, milhares de pessoas foram às ruas de Santiago poucos dias depois que o governo do presidente de esquerda Gabriel Boric aumentou o salário mínimo em 12,5%. O piso salarial chegará a 400 mil pesos (cerca de R$ 2,3 mil) por mês a partir de agosto. A meta do presidente é chegar a 500 mil pesos (R$ 2,5 mil) em 2026.

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