CONFLITO

Papa suplica a Putin pelo fim da "espiral de violência" e critica anexações

Na bênção do Angelus, o pontífice dirigiu-se ao presidente da Federação da Rússia para suplicar o fim, também por amor a seu povo, da "espiral de violência e de morte".

Agência France-Presse
postado em 02/10/2022 07:54 / atualizado em 02/10/2022 08:21
 (crédito:  FILIPPO MONTEFORTE / AFP)
(crédito: FILIPPO MONTEFORTE / AFP)

O papa Francisco suplicou neste domingo ao presidente russo, Vladimir Putin, que acabe com a "espiral de violência" na Ucrânia, ao mesmo tempo que criticou as anexações de territórios por considerá-las "contrárias ao direito internacional".

Na bênção do Angelus, na Praça de São Pedro, o pontífice dirigiu-se ao presidente da Federação da Rússia para suplicar o fim, também por amor a seu povo, da "espiral de violência e de morte".

Esta é a primeira vez desde o início do conflito em 24 de fevereiro que o papa se dirige diretamente ao presidente russo em um de seus discursos.

O pontífice também citou pela primeira vez as anexações de territórios ucranianos por parte da Rússia, ao lamentar a medida e recomendar o "respeito à integridade territorial de cada país".

"Lamento profundamente a grave situação que se criou nos últimos dias, com novas ações contrárias aos princípios do direito internacional", afirmou, antes de acrescentar que isto "aumenta o risco de uma escalada nuclear" e provoca temores de "consequências incontroláveis e catastróficas a nível mundial".

O papa também fez um apelo ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que esteja "aberto a propostas de paz sérias".


Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação