POLÍTICA INTERNACIONAL

Governo sueco quer suspender 'política externa feminista'

Novo ministro das Relações Exteriores da Suécia considera a política 'contraproducente'

Izabella Caixeta* - Estado de Minas
postado em 20/10/2022 11:58 / atualizado em 20/10/2022 11:59
 (crédito:  Jonathan NACKSTRAND / AFP)
(crédito: Jonathan NACKSTRAND / AFP)

O novo ministro das Relações Exteriores da Súecia, Tobias Billström, afirmou, nessa terça-feira (18/10), que pretende revisar a 'política externa feminista' adotada pelo país atualmente por considerá-la contraproducente. Tobias é apoiado pelo atual governo conservador, considerado de extrema-direita.

“A igualdade de gênero é um valor fundamental na Suécia e também um valor fundamental para este governo, mas não usaremos o termo ‘política externa feminista’ porque rótulos tendem a encobrir a essência da política”, afirmou Tobias Billström.

Em 2014, o governo anterior, de esquerda, colocou a igualdade de gênero como ponto central nas relações diplomáticas internacionais, medida considerada pioneira no mundo. A medida levou à paridade de gênero no poder Executivo, com 11 das 24 cadeiras ocupadas por mulheres. Entre os direitos defendidos pela política estão a promoção de direitos sexuais e reprodutivos e emancipação econômica.

A Súecia influenciou diretamente a criação de leis em defesa das mulheres em mais de 20 países e suspendeu o envio de armas à Arábia Saudita devido ao extenso histórico do país à violação dos direitos das mulheres. Além disso, durante a participação da Suécia no Conselho de Segurança da ONU em 2017, foi proposto aprovar sansões a países por motivos de violência sexual e de gênero.

 

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