EUA

Universitária que incendiou clínica de aborto é condenada à prisão nos EUA

Lorna poderia ter pego até 20 anos de prisão por incêndio criminoso, mas, depois de se declarar culpada, a corte a condenou a 5 anos e ao pagamento de US$ 273 mil (R$ 1,4 milhão)

Apesar de a maioria da sociedade apoiar o acesso ao aborto, políticos conservadores e apoiadores evangélicos avançam em seu esforço para bloquear o procedimento em várias regiões dos Estados Unidos -  (crédito: Reprodução/Unsplash)
Apesar de a maioria da sociedade apoiar o acesso ao aborto, políticos conservadores e apoiadores evangélicos avançam em seu esforço para bloquear o procedimento em várias regiões dos Estados Unidos - (crédito: Reprodução/Unsplash)
postado em 28/09/2023 22:15

Uma universitária que incendiou um edifício que serviria como única clínica de aborto do estado americano de Wyoming foi condenada nesta quinta-feira (28) a cinco anos de prisão, informou a imprensa.

Lorna Roxanne Green, 22, admitiu ter invadido em maio o centro Wellspring Health Access, na cidade de Casper, e encharcado o mesmo com gasolina, a semanas da inauguração do local. Ela disse à polícia que "não era a favor do aborto e que tinha pesadelos que atribuía à ansiedade que lhe causava a abertura da clínica, motivo pelo qual decidiu incendiar o prédio", destacam documentos da Justiça citados pelo veículo local Oil City News.

Lorna poderia ter pego até 20 anos de prisão por incêndio criminoso, mas, depois de se declarar culpada, a corte a condenou a 5 anos e ao pagamento de US$ 273 mil (R$ 1,4 milhão), informou o veículo.

A abertura da clínica foi adiada por semanas devido ao dano causado, o que impediu o acesso ao aborto no Wyoming, um estado conservador onde congressistas republicanos trabalham para restringir o acesso ao procedimento.

Apesar de a maioria da sociedade apoiar o acesso ao aborto, políticos conservadores e apoiadores evangélicos avançam em seu esforço para bloquear o procedimento em várias regiões dos Estados Unidos. No ano passado, a Suprema Corte americana reverteu a decisão que garantiu o direito ao aborto durante décadas no país.

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