EUA

Governo Trump afirma discutir maneiras de tomar a Groenlândia

Em comunicado divulgado para a imprensa, Casa Branca coloca o uso das Forças Armadas como alternativa para "adquirir" o território autônomo pertencente à Dinamarca

O governo Donald Trump divulgou, nesta terça-feira (6/1), um comunicado destinado à imprensa em que afirma avaliar alternativas para "adquirir" a Groenlândia, ilha autônoma pertencente à Dinamarca.  

De acordo com a Casa Branca, o uso das Forças Armadas é uma das opções discutidas pelo governo do país. "Utilizar as Forças Armadas americanas é sempre uma opção à disposição do comandante-chefe", escreveu o governo.

O controle sobre o território é uma prioridade de segurança nacional, de acordo com o governo americano. "É vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico. O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa", completa em um techo do comunicado.  

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Diante da situação, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, cobrou, nessa segunda-feira (5/1), o fim das ameaças. "Basta! Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito através dos canais adequados e conforme o direito internacional", afirmou, em discurso público. Já a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, chamou todo o contexto de "absurdo".  

A União Europeia também defendeu a independência do território. "A UE continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras", disse Anitta Hipper, porta-voz dos diplomatas europeus. 

O interesse de Trump pela Groenlândia passa por diferentes fatores, sendo o principal a localização. A ilha está situada entre a América do Norte, a Rússia e rotas de acesso ao Ártico. Por isso, é vista como estratégica, com peso militar e econômico.

Lá, está situada a Base Aérea de Thule, a base militar americana mais ao norte do mundo, onde são operadas defesa antimísseis e vigilância do espaço aéreo do hemisfério norte. Há ainda concentrações de reservas de minerais críticos usados nos campos militar, da tecnologia, de energia e eletrônicos. O domínio chinês desses materiais aumenta ainda mais o intesse americano.  

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