Cerca de duas vezes por semana, o lado esquerdo da minha cabeça dá a impressão de ter muito espaço entre o meu cérebro e o crânio. E, quando me inclino, aquele espaço se enche com uma dor fluida e monótona.
A dor desliza para trás do meu globo ocular, onde permanece como um punhal. Depois, ela percorre todo o caminho até a mandíbula.
Às vezes, ela queima e repercute atrás da cabeça se eu piscar. E, em outras ocasiões, ela pulsa e bate, como se estivesse pedindo para sair de lá de dentro.
Quanto mais eu deixo a dor correr solta antes de tomar medicamento, mais tempo ele levará para fazer efeito — e maior a probabilidade de que ela retorne assim que passar o efeito dos comprimidos. Assim é a enxaqueca.
Mais de 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo poderão se identificar com alguma versão da minha experiência.
Esta condição neurológica é a segunda causa mais comum de incapacidade em todo o mundo. E, apesar da sua ocorrência comum e efeitos debilitantes, a enxaqueca permanece, em grande parte, um mistério.
Existem muitas questões sem resposta sobre o que, na verdade, é a enxaqueca, quais as suas causas e o que pode ser feito para eliminar esta condição da vida dos pacientes.
"Eu diria que, provavelmente, é um dos menos conhecidos transtornos neurológicos, ou dentre os transtornos em geral", afirma o professor de ciências do cérebro e comportamentais Gregory Dussor, da Universidade do Texas em Dallas, nos Estados Unidos.
Agora, os pesquisadores começam a desvendar as causas da enxaqueca. Recentemente, eles chegaram a observar um episódio se desenvolver em tempo real, na forma de sinais elétricos no cérebro do paciente.
Realizando estudos sobre os genes, vasos sanguíneos e o coquetel molecular que rodopia na cabeça dos pacientes, os cientistas estão chegando mais perto de compreender os motivos que levam à enxaqueca, como ela pode ser tratada e por que ela é uma experiência crônica que envolve todo o corpo — longe de ser apenas uma dor de cabeça irritante.
Definição
Os especialistas não usam mais o termo "enxaquecas", no plural, como se as dores de cabeça fossem a condição. Agora, eles recomendam o uso da expressão "transtorno de enxaqueca".
Os estudiosos também chamam as crises de "ataques de enxaqueca". Eles se apresentam com uma série de sintomas diversos, que incluem a dor de cabeça.
A enxaqueca episódica é aquela em que o paciente tem menos de 15 dores de cabeça por mês. Já a enxaqueca crônica ocorre quando elas superam este número.
Por que é tão difícil estudar a enxaqueca
Nos séculos 18 e 19, a enxaqueca era tipicamente considerada um capricho feminino. Ela atingiria apenas mulheres bonitas, charmosas e inteligentes, com "personalidades de enxaqueca".
Embora 75% das pessoas que sofrem de enxaqueca sejam mulheres, este estigma centenário retardou as pesquisas sobre a condição e gerou escassez crônica de recursos para o seu estudo.
"As pessoas achavam que fosse uma doença de histeria", explica Teshamae Monteith, chefe da divisão de dores de cabeça do Sistema de Saúde da Universidade de Miami, nos Estados Unidos.
Ainda hoje, muito poucas universidades contam com centros estáveis de pesquisa da enxaqueca e investimentos no setor, em comparação com outras condições neurológicas.
Mas os impactos psicológicos, físicos e econômicos da enxaqueca são muito palpáveis, explica Monteith.
A enxaqueca é mais comum durante os anos mais produtivos da vida das pessoas, entre cerca de 25 e 55 anos de idade. Por isso, os que sofrem da condição são mais propensos a precisar faltar ao trabalho, perder seus empregos e se aposentar mais cedo.
Dados disponíveis no Reino Unido indicam que uma pessoa de 44 anos que sofre de enxaqueca custa para o governo 19.823 libras (US$ 27,3 mil, cerca de R$ 142 mil) a mais por ano, em comparação com alguém que não tem a condição.
Isso significa que a enxaqueca custa US$ 17 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) para a economia pública, todos os anos.
Um dos desafios do estudo da enxaqueca é justamente como seus sintomas podem ter amplo alcance.
Como a maioria das pessoas afetadas pela enxaqueca, sou uma mulher em idade de ter filhos. Os ataques são uma parte comum da minha vida durante a menstruação.
Minha dor de cabeça, normalmente, atinge o meu lado esquerdo e piora com os movimentos. Ela é precedida de forte sensibilidade a odores e, às vezes, meu braço e meu ombro esquerdo ficam congelados.
Mas outros pacientes sofrem sintomas como náuseas e vômitos, vertigens, dores de estômago e aumento da sensibilidade à luz e ao som.
Mais da metade dos pacientes sofre fadiga extrema e outros têm desejos alimentares específicos. Ainda outros bocejam excessivamente nas fases iniciais.
Cerca de 25% dos pacientes têm auras, visões brilhantes intensas e irregulares (ou cintilantes) ou borrões, parecidos com os vazamentos de luz nas câmeras de filme.
"O ataque de enxaqueca como um todo é algo muito complicado", segundo Dussor.
"Não é apenas a dor. É toda uma série de eventos que acontecem bem antes do início da dor de cabeça."
Gatilhos vs. sintomas
Os gatilhos que se acredita darem início ao ataque também são tão variados quanto os sintomas.
Falta de sono e jejum certamente disparam minha dor de cabeça, mas outros pacientes indicam chocolate, queijos curados, café ou vinho branco.
O estresse parece estar fortemente interligado com a enxaqueca para a maioria dos pacientes. E o interessante é que a liberação do estresse também serve de gatilho. Por isso, meus ataques no fim de semana são tão frequentes.
A imensa quantidade de gatilhos da enxaqueca deixa os cientistas perplexos há muito tempo.
Mas, agora, o aumento das pesquisas indica que muitos desses gatilhos, na verdade, podem ser simplesmente manifestações de sintomas iniciais. Ou seja, um paciente pode buscar inconscientemente certos alimentos nos primeiros estágios de um ataque, como queijo ou chocolate, por exemplo.
Por isso, é fácil considerar o consumo daquele alimento como um gatilho para um ataque que pode simplesmente já ter começado, segundo a professora de farmacologia e toxicologia Debbie Hay, da Universidade de Otago em Dunedin, na Nova Zelândia.
Pessoalmente, sempre me perguntei se o perfume seria responsável por causar meus ataques de enxaqueca.
Mas eu uso perfume todos os dias e percebo que só observo seu odor o suficiente para tentar culpá-lo quando, de fato, tenho um ataque de enxaqueca. Se eu não sofrer a dor, não costumo me concentrar muito no meu cheiro.
"Bem, este é um exemplo clássico e a atribuição da causa, provavelmente, está errada", explica o professor de neurologia Peter Goadsby, do King's College de Londres.
"E se, durante a fase premonitória de um ataque, você for sensível ao odor? Você irá sentir cheiros que normalmente não perceberia."
Goadsby analisou imagens do cérebro de pacientes de enxaqueca que acreditam que a luz causa seus ataques. Ele as comparou com pacientes que não costumam culpar a luz pelo início das dores.
Os primeiros apresentaram hiperatividade na parte do cérebro responsável pela visão pouco antes da enxaqueca. Isso sugere que, naquele momento, eles foram biologicamente incentivados a serem mais sensíveis à luz do que o outro grupo.
"Inquestionavelmente, algo acontece em nível biológico", explica Goadsby.
Mas a longa busca para descobrir qual seria aquele mecanismo biológico ainda não chegou a uma conclusão.
A origem genética da enxaqueca
Estudos com gêmeos demonstram que existe um forte componente genético. E, se seus pais ou avós sofrem de enxaqueca, é mais provável que você herde a condição neurológica, estatisticamente falando.
Aparentemente, os genes hereditários são responsáveis por cerca de 30 a 60% das pessoas que sofrem de enxaqueca.
Os demais casos surgem de outros fatores externos cumulativos, como histórico de vida, fatores ambientais e comportamentais, segundo o geneticista Dale Nyholt, da Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália.
Nyholt pesquisa milhares de pessoas para descobrir precisamente quais genes saem de controle. Mas sua busca tem sido "mais complexa que o idealmente esperado", afirma ele.
Em 2022, Nyholt examinou os genes de 100 mil pacientes que sofrem de enxaqueca e os comparou com 770 mil pessoas que não têm a condição.
Ele identificou 123 "polimorfismos de risco", que são minúsculas diferenças no código do DNA humano, associadas à enxaqueca.
Agora, ele está conduzindo outro exame com 300 mil pacientes, na esperança de descobrir mais. Ele calcula que "provavelmente existam milhares deles".
Mas a análise de Nyholt já revelou que alguns dos marcadores genéticos envolvidos na enxaqueca aparentemente apresentam correlação próxima com a depressão e o diabetes, além do tamanho de diferentes estruturas do cérebro.
Ele suspeita que exista uma "constelação" de formas em que esses mesmos conjuntos genéticos podem causar diferentes condições no mundo real, devido à forma em que elas afetam o cérebro.
Ainda assim, a equipe não conseguiu definir, até agora, nenhum dos genes específicos em jogo, o que poderia ajudar na produção de medicamentos.
Sangue vs. cérebro
Devido à natureza pulsante da dor de cabeça de muitas pessoas, costumavam ficar entre os principais suspeitos dos ataques de enxaqueca os vasos sanguíneos que levam para a abertura cerebral, causando um fluxo de entrada de sangue.
Mas os cientistas nunca conseguiram encontrar uma correlação conclusiva entre o fluxo sanguíneo e o início da enxaqueca.
"Não pode ser algo tão simples, como 'o vaso sanguíneo faz X'", explica Dussor. "Você pode administrar a cada ser humano na Terra uma droga que cause a dilatação dos vasos sanguíneos e nem todos terão ataques de enxaqueca."
Isso não significa que os vasos sanguíneos não tenham nenhuma relação com o transtorno. Muitos dos genes de risco descobertos por Nyholt, no teste genético das origens da condição, são genes que ajudam a regular as veias.
Os vasos sanguíneos, de fato, se dilatam de maneira anormal durante os ataques de enxaqueca e podem realmente ser contraídos com medicamentos para ajudar a diminuir a dor.
Ou seja, embora certamente estejam envolvidos nos ataques, os vasos sanguíneos talvez não sejam a sua causa.
Seus efeitos sobre a enxaqueca podem se dever a outros fatores ocultos, como a liberação anômala de moléculas causadoras de dores nas paredes das veias ou outros sinais enviados das veias para o cérebro, segundo Dussor.
Ou sua dilatação pode ser simplesmente um sintoma da enxaqueca, não a sua causa.
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"A enxaqueca fica na fronteira entre o que as pessoas chamam de neurologia e psiquiatria", segundo Goadsby.
Os cientistas da sua escola de pensamento encontram correlações entre a enxaqueca e condições como convulsões, epilepsia ou AVC.
"O desafio com tudo o que realmente envolve o sistema nervoso central é separar as suas partes", explica Goadsby, dos blocos de construção celular do cérebro, sua estrutura e até como a eletricidade corre através dos neurônios.
Construindo ondas cerebrais
A principal teoria entre os cientistas que estudam o papel do cérebro na enxaqueca é que o ataque é uma onda elétrica lenta e anormal, que se espalha através do córtex cerebral, conhecida como depressão cortical alastrante (CSD, na sigla em inglês).
Esta onda suprime a atividade cerebral e faz disparar os nervos próximos que causam a dor, fazendo soar o alarme e gerando inflamações.
A depressão cortical alastrante, basicamente, "lança todo tipo de moléculas ruins para o cérebro", explica o professor de neurologia Michael Moskowitz, da Faculdade de Medicina Harvard em Cambridge, no Estado americano de Massachusetts.
Mas o que desencadeia esta onda nociva? Para onde ela se espalha? E como essa onda elétrica gera tantos sintomas? São questões ainda difíceis de responder.
Em março de 2025, cientistas capturaram a onda em tempo real, enquanto monitoravam o cérebro de uma paciente de 32 anos, sendo preparada para cirurgia. Eles captaram a onda através de 95 eletrodos inseridos no seu crânio.
Ela se espalhou a partir do seu córtex visual, o que explica por que algumas pessoas apresentam sensibilidade à luz e visões de auras, segundo Moskowitz. Dali, ela atravessou todo o cérebro por mais 80 minutos.
A variação da natureza da onda ajuda a explicar por que algumas pessoas veem apenas uma aura, outras veem uma aura antes da dor de cabeça e há um grupo que tem dor de cabeça antes da aura, segundo Moskowitz. Tudo depende dos padrões da onda.
Mas a depressão cortical alastrante também explica outros sintomas neurológicos que surgem durante um ataque de enxaqueca, como a fadiga, bocejos, nevoeiro cerebral e vontade de comer alimentos específicos.
Outro estudo envolvendo uma única paciente também indicou que o hipotálamo — uma pequena região profunda no interior do cérebro — fica estranhamente ativado um dia antes de um ataque de enxaqueca.
O hipotálamo também está envolvido na reação ao estresse e no ciclo de sono e vigília, que são gatilhos comuns para a enxaqueca. Mas são necessários estudos maiores para entender o que acontece.
O fundamental é que nem o córtex visual, nem o hipotálamo, são o local da dor da enxaqueca.
A dor de cabeça ocorre nas fibras nervosas das meninges, aquela membrana externa do cérebro, espessa e gelatinosa, com três camadas. E também através de um feixe nervoso espesso chamado gânglio trigeminal, que conecta as meninges a estímulos do rosto, do couro cabeludo e dos olhos.
Isso explica por que sinto meus ataques de enxaqueca atrás da órbita do olho, até a mandíbula.
Por isso, alguns cientistas acreditam que esta bolsa pegajosa em volta do cérebro pode ser a chave para podermos entender a enxaqueca.
Conheça as meninges
As meninges são repletas de células imunológicas, que servem para proteger o cérebro. E, quando estão excitadas, elas liberam moléculas que podem causar inflamações que podem afetar os neurônios no outro lado das meninges.
Dussor e outros pesquisadores levantam a hipótese de que a reação hiperativa dessas células imunológicas pode ativar a enxaqueca.
Isso poderá explicar por que os ataques da condição parecem ser estatisticamente mais comuns em pessoas com rinite alérgica e febre do feno, além da maior incidência da enxaqueca, empiricamente falando, durante a temporada das alergias. Os alérgenos, como o pólen, podem acionar essas células imunológicas.
Existem outros sinais de que as meninges podem ser a ligação vital entre os gatilhos ambientais e o que acontece no cérebro.
Espalhadas ao longo dessa membrana, encontram-se estruturas capazes de detectar alterações da acidez. Elas podem ser causadas por flutuações fisiológicas, inflamações em volta do cérebro ou ondas elétricas nocivas que suprimem a atividade cerebral.
Quando essas estruturas detectam que as meninges ficam mais ácidas, elas enviam sinais elétricos para disparar as fibras da dor envolvidas em ataques de enxaqueca.
Outras partes das meninges reagem ao frio e ao calor de forma similar. Isso pode ajudar a explicar por que alguns pacientes conseguem alívio das dores de cabeça com compressas de gelo ou almofadas quentes.
Também se costuma responsabilizar as flutuações hormonais.
Muitas pacientes relatam ataques de enxaqueca no início do seu ciclo menstrual e pesquisas demonstram que uma família de moléculas conhecida como prostaglandinas pode trazer efeitos significativos para a dilatação dos vasos sanguíneos do cérebro.
O coquetel de moléculas da enxaqueca
Todos esses fatores provavelmente atuam de forma interligada.
"Acho que, em última análise, pode haver um denominador comum, mas existem diversos caminhos para a enxaqueca", explica Amynah Pradhan, diretora do Centro de Farmacologia Clínica da Universidade Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos.
"Talvez ainda mais do que isso, penso em um indivíduo. Existem diversas formas de enxaqueca e, em todas elas, há um coquetel de coisas acontecendo."
Ainda assim, a busca de um bioindicador molecular objetivo padrão do que torna o cérebro suscetível à enxaqueca permanece. E uma das descobertas mais significativas dos últimos anos veio da busca dessa molécula.
Pesquisadores identificaram níveis incomumente altos de um tipo de neuromodulador chamado peptídeo relativo ao gene calcitonina (CGRP, na sigla em inglês). Esta pequena proteína age como reguladora da atividade neuronal e da sensibilidade, para cima ou para baixo.
Durante um ataque de enxaqueca, parece haver níveis mais altos desta substância. Mas este nível também parece ser mais alto em pessoas que sofrem da condição, mesmo quando não estão tendo o ataque, segundo as pesquisas de Goadsby e sua equipe.
Esta descoberta levou à criação de novos medicamentos no mercado, dirigidos aos CGRPs, seja para impedir o ataque logo no seu início ou como prevenção. Este avanço farmacêutico já trouxe alívio das dores para uma vasta população de pacientes, o que era impossível com outras intervenções.
Um estudo de outubro de 2025, envolvendo mais de 570 pacientes com CGRP por um ano, demonstrou que 70% deles atingiram redução de 75% da frequência dos seus ataques de enxaqueca, enquanto 23% ficaram totalmente livres da condição.
'Raspando a superfície'
"Seria ótimo se pudéssemos encontrar um marcador molecular para a enxaqueca, especialmente no início do tratamento, quando queremos descobrir qual paciente reage e qual não reage a ele", explica Teshamae Monteith.
Mas, ainda assim, os exames de sangue que avaliam os picos de CGRP refletem principalmente os mecanismos periféricos do cérebro, segundo Amynah Pradhan. Ninguém sabe ao certo por que os CGRPs se acumulam em tanta quantidade na região do cérebro durante o ataque.
Eles provavelmente ainda são pequenas peças de um grande quebra-cabeça, especialmente porque a enxaqueca é cada vez mais considerada uma condição crônica, em forma de espectro, que afeta todo o corpo.
"Acho que existem muitas oportunidades para que as pessoas se aprofundem um pouco mais", segundo Pradhan.
Esta posição parece um tanto desanimadora e não diminui minha dor de cabeça quando chega o ataque semanal. Mas também me sinto empoderada ao saber que a ciência está lentamente desvendando os mistérios da enxaqueca.
Embora não haja uma resposta única para todas as pessoas, podem vir a surgir diversas opções de solução.
"Estamos apenas raspando a superfície do que acontece com a enxaqueca", conclui Pradhan.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.
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