O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta quinta-feira (19/2), em Washington, D.C., a primeira reunião do chamado “Conselho da Paz”. Durante o discurso de abertura, Trump voltou a pressionar o Irã a firmar um acordo sobre seu programa nuclear.
"Com o passar dos anos, ficou comprovado que não é fácil chegar a um acordo com o Irã. Temos que alcançar um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão", afirmou o presidente americano. Em tom de advertência, o presidente insinuou a possibilidade de uma ação militar ao afirmar que os EUA "podem ter que dar um passo além" se nenhum acordo for alcançado em 10 dias.
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Na mesma ocasião, Trump anunciou um investimento inicial de 10 bilhões de dólares (cerca de R$ 52,3 bilhões, na cotação atual) por parte dos Estados Unidos. Segundo o jornal The New York Times, o republicano não detalhou a origem dos recursos nem informou se o governo já solicitou autorização ao Congresso, instância responsável por aprovar esse tipo de verba. Também foi anunciada a doação de um pacote bilionário por parte de países do Golfo, além do Japão e de outras nações participantes, destinado a esforços de ajuda humanitária em Gaza.
- Leia também: Conselho da Paz de Trump se reúne pela 1ª vez: quem são os membros e por que grupo é tão polêmico?
Cerca de vinte chefes de Estado participaram do lançamento formal do Conselho. Entre eles estavam o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, considerado um aliado próximo de Trump, também marcou presença. O encontro, no entanto, não contou com a participação de líderes da Europa Ocidental, o que evidenciou divisões quanto à proposta americana.
O “Conselho da Paz” foi formado após anúncio do governo Trump em outubro. De acordo com os termos estabelecidos pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos terá poder de veto sobre as decisões do grupo e poderá permanecer na liderança da organização mesmo após deixar o cargo. Para obter o status de membro permanente, os países interessados deverão contribuir com 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,2 bilhões). Segundo a Casa Branca, o plano entrou agora em sua segunda fase, com foco no desarmamento do Hamas.
*Com informações da Agência France-Press
