Uma ex-integrante da equipe de torcedoras de torcida da University of Kentucky foi indiciada por homicídio culposo após a morte de seu bebê recém-nascido nos Estados Unidos. A decisão foi tomada pelo júri no condado de Fayette, no estado do Kentucky, nesta terça-feira (10/3), após a divulgação do resultado da autópsia que apontou que a criança havia nascido com vida.
A jovem, identificada como Laken Snelling, de 21 anos, também responde a outras acusações relacionadas ao caso, incluindo abuso de cadáver, manipulação de provas e ocultação de nascimento.
A investigação começou em agosto de 2025, quando policiais foram chamados a uma residência em Lexington após a denúncia sobre um bebê sem sinais de vida. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o recém-nascido envolto em uma toalha dentro de um saco plástico que estava guardado em um armário do quarto da jovem.
O menino foi declarado morto ainda no local. Inicialmente as autoridades investigavam a situação como possível ocultação de nascimento e manipulação de evidências.
Com o avanço da apuração, um exame realizado pelo médico legista concluiu que o bebê nasceu vivo e que a causa da morte foi asfixia por meios ainda não determinados.
Durante as investigações, Snelling afirmou às autoridades que deu à luz sozinha durante a madrugada em seu quarto. Segundo registros do caso, ela relatou que o bebê caiu no chão logo após o parto e que em determinado momento, acabou adormecendo.
Ao acordar, a jovem disse acreditar que o recém-nascido estava morto. Ela então teria enrolado a criança em uma toalha e colocado o corpo dentro de um saco plástico antes de guardá-lo no armário.
Investigações também apontaram que ela teria limpado o quarto e descartado materiais relacionados ao parto.
Colegas de moradia relataram ter ouvido barulhos incomuns durante a madrugada. Mais tarde, ao perceberem sinais de sangue no quarto, acionaram a polícia, o que levou à descoberta do bebê.
- Leia também: Como é visitar as cidades-fantasmas onde 'tempo parou' após desastre de Fukushima há 15 anos
Snelling foi presa poucos dias depois do ocorrido. Na época, ela era estudante universitária e integrava uma equipe esportiva ligada ao cheerleading na universidade. Após o início do processo, ela deixou a instituição.
A jovem chegou a ser liberada após pagar fiança e atualmente aguarda o andamento do processo em regime de prisão domiciliar na casa da família no estado do Tennessee.
Possível pena
Com a decisão do júri de incluir a acusação de homicídio culposo, o caso passa agora a avançar para as próximas etapas judiciais.
De acordo com a legislação do estado de Kentucky, uma condenação por homicídio culposo em primeiro grau pode resultar em pena de até duas décadas de prisão.
Até o momento, a defesa da jovem afirma que ela se declara inocente das acusações. O julgamento ainda não teve data definida.
*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe
Saiba Mais
-
Mundo Americano no corredor da morte que não matou ninguém tem execução suspensa
-
Mundo 'Se ninguém fizer nada, este lugar se tornará uma terra morta': o alerta de morador que voltou para Fukushima, 15 anos após o desastre
-
Mundo Trump sinaliza que guerra está próxima de acabar, mas Irã diz que Teerã determinará o fim; o que aconteceu na guerra até agora
