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'O Agente Secreto' perde Oscar de Melhor Filme Internacional para filme na Noruega

Produção de Kléber Mendonça Filho e estrelada por Wagner Moura foi indicada em quatro categorias. Foi o 2º ano consecutivo que filme brasileiro concorre na maior premiação do cinema.

O filme O Agente Secreto perdeu o Oscar de Melhor Filme Internacional para o norueguês Valor Sentimental na cerimônia deste domingo (15/3).

Pelo segundo ano seguido, um filme brasileiro foi indicado ao maior prêmio do cinema.

No ano passado, Ainda Estou Aqui tornou-se o primeiro longa nacional a ganhar um Oscar ao vencer como Melhor Filme Internacional.

O Agente Secreto recebeu quatro indicações ao Oscar deste ano: Melhor Escalação de Elenco, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Filme.

O prêmio de Melhor Escalação de Elenco foi para Uma Batalha Após a Outra, que desponta como um dos grandes vencedores da noite.

DIVULGAÇÃO/VITRINE FILMES
O Agente Secreto chegou ao Oscar com 4 indicações

As indicações ao Oscar coroam a trajetória de sucesso do filme no circuito internacional, com dezenas de reconhecimentos nas principais premiações e festivais de cinema, no Brasil e no exterior.

Em janeiro, O Agente Secreto também ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, e Wagner Moura venceu como Melhor Ator em Filme de Drama.

O Agente Secreto também ganhou dois prêmios na última edição do Festival de Cannes.

Reuters
O Agente Secreto ganhou duas premiações na última edição do Festival de Cannes

O Brasil no Oscar

Ainda Estou Aqui fez história como o primeiro filme brasileiro a receber um Oscar na edição do ano passado.

O longa brasileiro também foi a primeira produção do país a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme, que inclui as produções americanas. Mas o grande vencedor da noite foi então o filme Anora.

Além disso, Fernanda Torres concorreu como melhor atriz por seu papel em Ainda Estou Aqui, mas perdeu a estatueta para Mikey Madison, que levou por Anora.

O Brasil chegou perto da estatueta nessa categoria com O Pagador de Promessas (1963), O quatrilho (1996), O que é isso companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999), todos indicados.

Cidade de Deus (2004) também concorreu ao prêmio e a outras quatro categorias: Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado, mas não levou nenhum.

Em 1960, o filme Orfeu Negro venceu na categoria de Melhor Filme Internacional (então "filme estrangeiro"). Mas, apesar de ter sido filmado no Brasil, falado em português e com atores brasileiros, a produção garantiu um Oscar à França, país do diretor Marcel Camus.

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