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PF mira Rioprevidência durante governo de Cláudio Castro em nova fase da operação Compliance Zero, ligada ao Banco Master

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, que administra o pagamento de pensões a aposentados e pensionistas fluminenses, teria investido na instituição de Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal deflagrafou na manhã desta terça-feira (26/5) a oitava fase da operação Compliance Zero, que investiga o caso do Banco Master.

O objetivo é apurar a suspeita de crimes financeiros no âmbito do Rioprevidência, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, que administra o pagamento de pensões a aposentados e pensionistas fluminenses.

Os policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF).

Segundo nota da PF enviada à imprensa, trata-se de "um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024".

O governador do Estado naquele período era Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo em março deste ano, antes de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condená-lo por abuso de poder econômico e de torná-lo inelegível.

Carlo Luchione, advogado de Castro, disse estar acompanhando as buscas e que não tem detalhes da Operação, pois nao teve acesso à decisão.

O banco privado mencionado é o Banco Master. Letras financeiras são títulos de renda fixa que o investidor "compra" com o compromisso de receber seu dinheiro de volta no futuro corrigido por uma determinada taxa de juros.

Mas esses investimentos, ao contrário dos cobertos pelo FGC, não têm garantia de ressarcimento, e a liquidação do Master suscita dúvidas sobre se a empresa terá ou não condições de arcar com seus compromissos.

Agora, a PF "apura aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência".

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A garantia do FGC é usada como marketing pelas plataformas de investimento para estimular aportes em títulos muitas vezes arriscados, mas de alto retorno — como os CDBs do Banco Master

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