A conservadora Keiko Fujimori e o progressista Roberto Sánchez estavam em empate técnico de menos de 0,5 ponto porcentual nesta segunda-feira (8/6) no segundo turno da eleição presidencial do Peru, com pouco mais de 92,6% das urnas apuradas. Segundo a contagem preliminar do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol), Fujimori, do partido Força Popular, tinha 50,16% dos votos, ante 49,84% de Sánchez, da legenda Juntos pelo Peru.
Após o fechamento das urnas no domingo (7/6), o presidente do Tribunal Nacional de Eleições (JNE, na sigla em espanhol), Roberto Burneo, afirmou que o resultado final poderá ser conhecido apenas "nos próximos 30 dias" e pediu serenidade à população e aos partidos. O resultado oficial do primeiro turno, realizado em 12 de abril, também demorou mais de um mês para ser concluído.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), Keiko disputa a Presidência pela quarta vez e pediu cautela aos apoiadores. "Até o momento, não há nenhum vencedor nesta disputa", declarou em Lima.
Já Sánchez, deputado e ex-ministro do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), agradeceu o apoio de povos indígenas, camponeses e grupos vulneráveis, afirmando que eles decidiram "recuperar o governo para o povo".
A disputa apertada remete ao segundo turno de 2021, quando Castillo derrotou Keiko por margem mínima, de 50,1% a 49,9%.
Fujimori tem centrado sua campanha no combate à criminalidade, principal preocupação dos peruanos. Sánchez, por sua vez, promete um governo voltado às populações de menor renda e às regiões mais remotas dos Andes e da Amazônia peruana. Os dois candidatos chegaram ao segundo turno com elevada rejeição. No primeiro turno, mais de 70% do eleitorado votou em outros nomes. Fujimori recebeu 17,18% dos votos, enquanto Sánchez obteve 12,03%.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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