Centenas de pessoas morreram e milhares ficaram feridas na Venezuela depois que dois fortes terremotos consecutivos atingiram o país.
Os fortes terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram com 39 segundos de diferença, segundo informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
Em seguida, houve cerca de 30 réplicas, afirmou a presidente interina, Delcy Rodríguez.
Milhares de pessoas passaram a noite ao relento por medo de novas réplicas, enquanto as operações de resgate e recuperação continuam em Caracas e em outras áreas afetadas, como o estado de La Guaira.
O USGS afirmou que há uma probabilidade superior a 99% de que ocorram réplicas de magnitude 3 ou superior durante a próxima semana, sendo mais provável que aconteçam entre 150 e 860 tremores.
A Venezuela está localizada em uma zona de intensa atividade sísmica onde convergem duas placas tectônicas: a do Caribe e a da América do Sul.
O duplo terremoto ocorreu "como resultado de uma falha de deslizamento horizontal superficial próxima ao complexo limite entre as placas do Caribe e da América do Sul", explicou o USGS.
"Esse movimento ocorre principalmente por meio de um importante sistema de falhas transcorrentes dextrais que atravessa o norte da Venezuela."
A localização do terremoto, sua pequena profundidade (10,0 km) e o mecanismo de deslizamento horizontal dextral são compatíveis com uma ruptura ao longo desse sistema de limites de placas, especificamente no sistema de falhas de Boconó, afirmou o USGS.
Diante da possibilidade de novas réplicas, o USGS recomendou que a população permaneça alerta e procure um local seguro caso ocorra um tremor de grande intensidade.
Muitas pessoas estão optando por montar barracas nas ruas devido ao medo de novas réplicas ou do desabamento de edifícios danificados.
Outras dormem em colchões, colchonetes ou sobre lençóis em jardins e calçadas enquanto aguardam para saber se poderão voltar para suas casas.
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