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Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro nas eleições 2026

Deputado do PL de Alagoas foi escolhido após primeiras opções serem inviabilizadas devido à resistência de grandes partidos em apoiar senador

Sem conseguir atrair outros partidos para sua candidatura ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5/8) que terá o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato ao cargo de vice-presidente em sua chapa.

A escolha surpreendeu, já que Gaspar não aparecia entre os cotados. Além disso, havia expectativa de que a chapa seria composta por uma mulher, na tentativa de reduzir a rejeição feminina a votar em Flávio.

No entanto, o deputado foi a solução encontrada após grandes partidos da direita, como PP e Republicanos, não fecharem apoio à candidatura de Flávio.

Ambos prefeririam manter a neutralidade na corrida presidencial, devido a divergências internas e ao foco principal nas disputas estaduais e na eleição para o Congresso Nacional.

O nome preferido do candidato do PL para concorrer em sua chapa era o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nome forte do agronegócio.

Outro nome cotado era a economista Daniella Marques (Republicanos), que presidiu a Caixa no governo de Jair Bolsonaro.

Gaspar foi relator da CPMI do INSS, comissão parlamentar que investigou desvios nos benefícios de aposentados e pensionistas. Seu relatório final pediu mais de 200 indiciamentos, incluindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O relatório, porém, foi rejeitado pela CPMI.

Segundo deputado mais votado de Alagoas, ele já foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do Estado.

"É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, pela honestidade, pela sua história a frente da segurança pública", disse Flávio ao anunciar Gaspar.

"Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de Ministério Público do seu Estado, alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPI do NSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque não tinha culpa no cartório", continuou.

Flávio chega para a disputa mais isolado que seu pai em 2022. Naquele ano, quando Jair Bolsonaro tentou a reeleição, teve apoio do PP e do Republicanos. Apesar disso, sua chapa também era puro-sangue, tendo o general Braga Netto (PL) como candidato a vice.

Pesquisas eleitorais apontam Flávio como o candidato mais competitivo para enfrentar o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro.

Lula tenta a reeleição com seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). O petista entra na disputa com apoio de sete siglas de esquerda: além de PT e PSB, estão na coligação Rede, PV, PSOL, PcdoB e PDT.

Em 2022, o petista tinha apoio de dez partidos, mas o perfil era semelhante, com predomínio da esquerda. Na ocasião, estavam na coligação os mesmos de agora, com exceção do PDT, e havia também o apoio de Solidariedade, Pros e Agir.

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