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O que se sabe sobre explosão na Bolívia que deixou ao menos 2 mortos e 81 feridos

Enquanto seguem as buscas por desaparecidos, autoridades alertam para o risco de novas detonações e temem que o número de mortos continue aumentando em Viacha.

Pelo menos duas pessoas morreram após duas explosões registradas dentro de um quartel militar na Bolívia, embora as autoridades temam que o número de vítimas aumente.

A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, que informou que outras 81 pessoas ficaram feridas após a detonação de material pirotécnico e explosivos no Centro Geral de Manutenção do Regimento de Artilharia Mecanizada 2 "Libertador Simón Bolívar".

No local do incidente, situado na cidade de Viacha, a cerca de 22 quilômetros de La Paz, são realizados treinamentos de tiro e trabalhos de manutenção e reparo de armamentos, segundo a imprensa local.

As explosões, que provocaram um incêndio de grandes proporções, ocorreram por volta das 14h30 (horário local; 15h30 de Brasília) de sexta-feira (4/9) e deixaram também sete pessoas desaparecidas, segundo autoridades militares e policiais.

Vídeos divulgados pela mídia local e nas redes sociais mostraram o impacto das explosões. As imagens registraram danos em portas e janelas de residências próximas ao quartel.

Embora o balanço oficial aponte duas mortes, Rita Nebraska, funcionária da área de saúde, afirmou à televisão local que o número poderia subir para entre 10 e 15, segundo a agência Reuters.

A imprensa local também relatou que, entre os feridos, pelo menos oito estão em estado crítico.

Por sua vez, Roger Roca, subcomandante-geral da polícia, revelou que dezenas de casas foram danificadas pelas explosões e que equipes de emergência buscavam pessoas entre os escombros.

Embora as investigações estejam apenas começando, o ministro Justiniano confirmou que foi a segunda explosão — classificada por ele como "enorme" — a responsável pela maior parte dos danos.

"A causa e o material envolvido nesta segunda explosão ainda estão sendo determinados por equipes especializadas e pela investigação em curso", declarou a autoridade, segundo o jornal El Deber.

As primeiras apurações indicam que a primeira explosão teria sido causada por pólvora negra.

Claudia Morales/Reuters
As imediações do quartel Bolívar permaneciam isoladas pelas forças de segurança devido ao receio de novas explosões.

Sobre as vítimas

As autoridades não revelaram a identidade das vítimas nem das pessoas desaparecidas. No entanto, confirmaram que se tratava de militares do quartel afetado.

Em um primeiro relatório sobre a situação, o diretor do Serviço Departamental de Saúde (Sedes) de La Paz, José Martín Carrasco, informou que entre os feridos havia civis, militares e policiais, que foram levados para diferentes hospitais das cidades de La Paz e El Alto.

Além disso, dezenas de moradores foram retirados de suas casas e levados para uma escola próxima, onde passaram a noite devido ao receio de novas explosões. A área permanecia sob proteção policial neste sábado (5/9).

"Os moradores que tiveram que abandonar suas casas estão sendo levados temporariamente para a Escola de Música, para onde estamos enviando cobertores, alimentos e tudo o que for necessário para atendê-los neste momento", garantiu o ministro da Defesa.

"Por razões de segurança, ainda não é prudente que todas as famílias retornem aos seus lares", acrescentou.

Segundo um relatório da Delapaz, a empresa que fornece energia elétrica, cerca de vinte bairros de Viacha ficaram sem eletricidade devido ao incidente.

Reuters
As explosões provocaram enormes colunas de fogo e fumaça, visíveis de diferentes partes de Viacha.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, expressou sua "mais profunda solidariedade" às ??famílias dos falecidos e dos feridos.

Além disso, o mandatário prometeu que a investigação que ele ordenou seria realizada com "seriedade, transparência e responsabilidade".

"Determinei, também, que seja realizada uma investigação minuciosa, técnica e transparente sobre o ocorrido", escreveu no X (antigo Twitter).

"Devemos estabelecer com absoluta clareza as causas deste fato, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar as devidas responsabilidades", afirmou.

Por sua vez, as autoridades de Viacha decretaram três dias de luto.

*Com informações de Danny Aeberhard e Toby Mann

Jorge Mateo Romay Salinas/Anadolu via Getty Images
O ministro Justiniano informou que os mortos e desaparecidos são integrantes das forças de segurança.

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