Ativos de risco punem investidores em 2022

Correio Braziliense
postado em 10/05/2022 00:01

O investidor de risco está sofrendo em 2022. Com a queda de 1,79% registrada ontem, o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, passou a operar no vermelho no ano. Se as ações das empresas negociadas na B3 vão mal, a saída pode ser o mercado internacional, certo? Não é bem assim. Também em 2022, o índice S&P 500, que reúne as 500 principais empresas listadas nos Estados Unidos, acumula queda de 16%. Por sua vez, a Nasdaq, a bolsa das companhias de tecnologia, tem resultado ainda pior, com recuo de 27%. Nesses novos tempos, há quem acredite que o socorro possa vir das moedas virtuais. Nada disso. Em apenas uma semana, as principais criptomoedas do mercado contabilizam tombos superiores a 10%. Até quando a crise irá durar? É difícil responder. A inflação elevada, a desaceleração da economia mundial e a guerra na Ucrânia tornam o cenário insidioso. Ainda assim, há quem ganhe dinheiro. A carteira de Warren Buffett, o velhinho de 91 anos que diziam estar ultrapassado, sobe 4% em 2022.

CNI gera R$ 1,2 milhão em negócios para pequenas empresas do setor têxtil

Em abril, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou as primeiras rodadas de negócios para micros e pequenas empresas brasileiras do setor têxtil. Os eventos marcaram o retorno das imersões presenciais para pesquisa de mercado e negociações após a pandemia de covid-19. Ao todo, 31 MPEs tiveram conversas com compradores de Alemanha, Argentina, Bolívia, Equador, Israel, Itália, Paraguai, Reino Unido e Venezuela. Dessas, 12 já fecharam acordos e geraram R$ 1,2 milhão em negócios.

Uber será radical no corte de custos

Depois do prejuízo de US$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre, a Uber resolveu se mexer. Em e-mail enviado a funcionários, Dara Khosrowshahi, presidente da empresa, disse que o mercado está passando por "uma mudança sísmica" e que, por isso, será ainda mais "rígido em relação aos custos". Contratações estão praticamente vetadas, a não ser em casos excepcionais, e despesas com marketing e incentivos também serão enxugadas ao máximo. Tudo para evitar o terremoto que atingiu os aplicativos de mobilidade.

Home office ajuda companhia
aérea Azul a decolar

O home office, quem diria, está impulsionando os resultados das companhias aéreas. Na Azul, as receitas subiram 75% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a demanda por voos aumentou 33%. John Rodgerson, presidente da companhia, atribuiu o desempenho à maior flexibilidade dos passageiros. Com o trabalho remoto, diz ele, as pessoas ajustam a agenda para dar expediente em qualquer lugar, em qualquer dia da semana — e até viajar para destinos turísticos.

50%

foi quanto caiu a cotação do bitcoin desde o pico, em novembro de 2021, quando chegou a US$ 64,4 mil.

A maré das demandas ambientais, vinda de governos, atores privados ou das próprias forças da natureza, não vai ceder. Os países que não se engajarem em mitigar emissões sofrerão pressão externa para fazer isso"

Niels Sondergaard, doutor em Relações Internacionais e pesquisador sênior do Insper Agro Global

Rapidinhas

» O agronegócio está cada vez mais dependente da China. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços indicam que, em 2021, o país asiático respondeu por 31,3% das exportações brasileiras. Uma década atrás, o índice estava em 17,2%. Entre os principais produtos vendidos aos chineses estão soja e carne bovina.

» Os NFTs, colecionáveis digitais que viraram moda, chamaram a atenção das redes sociais. O Instagram anunciou que permitirá o compartilhamento de NFTs feitos ou comprados por meio de stories, posts no feed ou mensagens. "A economia dos criadores é incrivelmente importante para nós", justificou a empresa.

» O mercado de trabalho brasileiro registrou um recorde em março. Segundo levantamento da LCA Consultores, 603 mil trabalhadores pediram demissão voluntariamente. Suspeita-se que eles saíram porque, na crise da pandemia, aceitaram qualquer tipo de atividade. Agora, com o relativo reaquecimento do mercado, buscam melhores opções.

» A Meta, empresa controladora do Facebook, abriu ontem a sua primeira loja física em Burlingame, na Califórnia. A unidade venderá principalmente produtos como óculos de realidade aumentada e fones de ouvido. Se o projeto vingar, a ideia é ampliá-lo, inclusive, para fora dos Estados Unidos, a exemplo do que fez a Apple com as suas lojas físicas.

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