Visão do Correio

Legado da pandemia

Correio Braziliense
postado em 08/08/2020 21:14 / atualizado em 08/08/2020 21:14

Falar em legado da pandemia parece brincadeira de mau gosto. A crise sanitária deixa um lastro trágico à medida que o tempo passa. O número de mortos bate em 100 mil, o desemprego atinge 12,8 milhões de trabalhadores, a quebra de empresas supera 780 mil, a desigualdade e a pobreza aumentam, o ano escolar sofre irremediável atraso.

Cenário tão devastador e inesperado impôs medidas emergenciais necessárias para salvar vidas. Unidades da Federação precisaram aumentar às pressas o número de UTIs, tradicionalmente escasso em hospitais do Sistema Único de Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda de 10 a 30 leitos para cada 100 mil habitantes.

O Brasil não está mal na foto. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) aponta 20 camas, índice superior ao da maior parte das nações europeias. A vanguarda não se deve a esforço para sintonizar o país com as boas práticas ditadas pelo protocolo. Deve-se à violência urbana e aos acidentes de trânsito.

Se os números absolutos são confortáveis, os relativos preocupam em razão da desigualdade que marca o setor: o privado concentra 49 leitos contra 14 do SUS. A pandemia escancarou a escassez e levou à corrida por instalações urgentes. A mobilização de governadores e prefeitos evitou a perda de vidas. Passada a calamidade sanitária, é essencial manter as UTIs ativas para fazer frente ao crescente desafio da saúde.

A perda de poder aquisitivo da população provocou evasão de clientes dos planos de saúde. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as operadoras perderam 5,4% dos usuários entre 2014 e 2018. A quantidade de planos ativos caiu de 49,9 milhões para 47,2 milhões. Em 2019, houve perda de 60,4 mil usuários.

Com o aprofundamento da crise econômica decorrente da pandemia, a tendência agrava-se. Em maio, de acordo com a ANS, o número de beneficiários despencou para 46,829 milhões de pessoas, contra 47,113 milhões no final de março — perda de 283 mil clientes em dois meses.

Os brasileiros forçados a renunciar ao serviço privado batem e baterão à porta do SUS. É necessário que o sistema, criado há 32 anos, avance um passo importante. Além de universal e gratuito, precisa ser de excelência. A qualidade custa caro. Urgem recursos para custeio, investimentos em pesquisa, melhorias da capacidade de atendimento. Impõe-se, também, gestão profissional e fiscalização do dinheiro público.

Para Júlia, Samuel e Fernando

Tenho testemunhado, ao longo da vida, muitos milagres diários. São eles que me dão força para seguir firme durante um período tão difícil como esta pandemia, que considero como um teste de resistência e fé, uma prova de fogo a qual precisávamos nos submeter para reforçar a força do divino.

Afinal, é essa energia que nos move. Há algo maior nisso tudo. Penso assim a cada relato de sobrevivência e mesmo a cada história de dor. Nesses momentos sublimes e difíceis, em que nos deparamos com vida e morte, lembro-me do meu pai.

Divertido, tranquilo, educado, beijoqueiro, leitor diário de jornal, ele era um otimista. Vivia a me dizer: “Vida nova, Aninha, vida nova. Não deu certo? Recomece, não desista dos sonhos”.

Está dando certo, pai. É o que digo a ele em meus pensamentos. Não desisti e não desisto dos sonhos, da profissão, do amor, dos amigos. Neste Dia dos Pais, mais uma vez, louvo os ensinamentos de quem me deu não apenas a vida, mas as lições necessárias para seguir existindo, coexistindo e resistindo a todo tipo de provação.

Sou mais do que imaginei que poderia ser. Porque tenho, em pensamento, nomes potentes que continuam me inspirando e me permitindo mostrar toda a humanidade que carrego comigo. Hoje, estou com Júlia, Samuel e Fernando. A primeira segue firme ao lado do pai, acometido pela covid-19. Samuel vive a batalha do luto e, no dia de hoje, terá muitas lembranças boas de seu pai, que não resistiu à doença. Fernando, um amigo querido, renasceu para uma nova vida após um grave acidente. É uma benção celebrar ao seu lado.

Trata-se de reviver. A nossa curta existência na Terra reserva-nos momentos de grande alegria e profunda tristeza. É um ir e vir danado do céu ao inferno. Mas, gosto de pensar que em todo trajeto, das caminhadas mais leves às escaladas mais difíceis, há ensinamentos essenciais para seguirmos. Sabe o mapa que nos leva ao baú do tesouro? Pois é. Estamos sempre buscando e não raro passamos por cima das pistas e pegadas que nos conduzem à verdadeira riqueza. É preciso estar atento.

Testemunhar momentos importantes da vida de quem amamos, torcemos e admiramos é também viver e reviver com eles. Estou por aqui, amigos queridos, para um abraço de conforto, uma palavra de apoio e um sorriso para ganhar de recompensa. Aprendo diariamente com a força de cada um de vocês. E aprendi com meu pai que desistir não é uma alternativa. Por isso, resistam. Se não puder ser com seus pais ao lado, que seja por eles. Que hoje seja um domingo de amor e esperança!

Desabafo

Pode até não mudar a situação, mas altera sua disposição

PEC do Fraldão quer ampliar a idade-limite dos ministros do STF para 80 anos. Dúvida. Oportunista ou disfuncional?
José Matias-Pereira — Park Way


Se os Estados Unidos acabaram com suas florestas, como não deixar queimar a Amazônia inteira? Quem sabe o Brasil será a segunda potência mundial?
Giovanna Gouveia — Águas Claras


A cada governo se sabe de onde o Brasil veio. Só não se sabe objetivamente para onde o país vai.
Eduardo Pereira — Jardim Botânico


O terrivelmente cristão não convence nem a Deus que não está empenhado em ressuscitar o velho estilo do SNI.
Arthur de Castro — Asa Sul


Alguém pode explicar a diferença entre relatórios de inteligência e dossiês sobre 570 pessoas que discordam do governo?
Euzébio Queiroz — Octogonal

Sr. Redator

Cartas ao Sr. Redator devem ter no máximo 10 linhas e incluir nome e endereço completo, fotocópia de identidade e telefone para contato. E-mail: sredat.df@dabr.com.br

Dia dos Pais

Hoje é um daqueles dia que a saudade aumenta e que o lugar vazio na mesa incomoda mais ainda! Mas, também, é dia de lembrar dos bons momentos dos sorrisos e abraços! Dia de lembrar das balas Chita que ele me dava escondido da minha mãe. Da primeira vez que ele deixou eu segurar o volante do carro. Lembrar das histórias que ele contava. Lembrar que no fim da tarde esperava-o em frente ao portão, só para ver ele estacionar seu veículo Rural Willys. Mas ele se foi, foi morar com Deus. Hoje, no dia dele, não posso contar minhas conquistas. Não posso mostrar que ensino meu filho como ele me ensinou. Não posso lhe mostrar que me tornei um ótimo motorista. Mas posso sentar em casa e lembrar do pai amado, tomando seu chimarrão embaixo de uma figueira, lembrar de todas as nossas alegrias e sorrir mesmo que sozinho, pois sei, onde estiver, estará sorrindo junto comigo! Pai, potencial genético e espiritual, que herdamos por meio da educação recebida, nos lapidamos e amadurecemos para enfrentar o mundo. Feliz Dia dos Pais!
» Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Educação

Como bem disse o sociólogo e professor Pedro Demo: “Educação é, sobretudo, formar a autonomia crítica e criativa do sujeito histórico competente”. Para tanto, “aluno não é objeto de ensino, é sujeito do processo, parceiro de trabalho” (Educar pela pesquisa, 1996). Educação para a cidadania pressupõe respeito às regras do jogo democrático, a começar pela expressão da alteridade. Não basta tomar conhecimento da existência do outro. É preciso respeitar o outro como diferente de mim, sem procurar dissolvê-lo em minha linguagem e acolhê-lo autenticamente com a sua própria perspectiva. Logo, zelar pela diversidade significa saber lidar com as diferenças. Não à toa, o respeito democrático deve representar a espinha dorsal de todo o processo educativo, conforme ressalta Sérgio Vaz, em seu poema Ao Mestre, a Flor: “Adubar a terra/com números e letras/asas e poemas/para colher lírios/cravos e alfazemas/Agricultor/o bom mestre sabe/que espinhos/e pétalas/fazem parte/da primavera/porque ensinar/é regar a semente/sem afogar a flor” (Colecionador de pedras, 2013).
» Marcos Fabrício Lopes da Silva,
Asa Norte
Pandemia

Mediante uma insustentável interpretação do art. 24 da Constituição, o STF retirou do governo federal a atribuição de conduzir a política e as ações executivas de combates à pandemia, atribuindo-as aos 27 governadores e 5.570 prefeitos, o que gerou confusão de ordens contraditórias, de choques de competências, omissões e vazios da ação pública, além de extrapolações e abusos. Segmentos da população viram-se desamparados, no que concerne à orientação sanitária, às medidas de terapia, inclusive internamento hospitalar e tratamento intensivo ou semi-intensivo. As comunidades indígenas, em razão do seu modo de vida peculiar, se viram mais afetadas e com maiores dificuldades em adotar ações preventivas, colocando seus membros em situação mais vulnerável, com cerca de 25.000 casos confirmados e 650 óbitos, o que constitui um percentual preocupante para a população de cerca de 200 mil indígenas da região amazônica. A situação agravou-se a tal ponto que não restou ao STF outra atitude que não fosse reconhecer o erro e voltar atrás. Nesta semana, devolveu a competência ao governo federal, mediante decisão plenária.
» Cid Lopes,
Lago Sul


Corrupção

Desde cedo, aprendi com meu falecido pai o valor de ser honesto e correto na vida. Virtudes que conservo e ensino aos meus filhos e netos. Trabalhei 38 anos no serviço público no Distrito Federal, sempre seguindo o manual dos deveres que o bom servidor tem que cumprir. Esses valores parecem inexistir para os políticos e administradores públicos. Todo dia, assistimos à imprensa divulgar escândalos e prisões efetuadas pelas polícias Federal, Civil e Militar e o Ministério Público. As pessoas envolvidas em roubalheira não têm dó nem piedade das pessoas que sofrem com a falta de hospitais, escolas, estradas, segurança, remédios e merenda escolar para as crianças subnutridas deste Brasil. Eles roubam com uma vontade insaciável de enriquecer. Vejamos o caso de um ex-governador do Rio, que está preso, onde, recentemente, foram leiloadas joias caríssimas e o dinheiro devolvido ao erário. Um amigo candidatou-se a vereador numa cidade do Entorno, aí eu perguntei a ele se iria tentar a reeleição. Respondeu-me que não. Por quê? “Infelizmente, se a gente não entrar no esquema de corrupção, fica isolado. Mas, eu tenho esperança de que as gerações futuras mudarão esta imagem negativa.”
» Sebastião Machado Aragão,
Asa Sul

Charge

 (foto: Kleber)
crédito: Kleber

A formação do judaísmo

 (foto: Gomez)
crédito: Gomez

A formação do monoteísmo judaico é progressiva e dialética. Com Miles, têm-se a visão de Javé como que o amálgama de vários deuses do panteão semítico, notadamente das deidades cananitas e babilônias mais antigas: El, o Deus Supremo; Baal (o Deus da guerra, do vulcão e da fertilidade); Aserá, a deusa da Sabedoria; Tiamat, a deidade maligna, serpentina e assim por diante. O processo descrito por Miles — de resto estudado por outros historiadores da Bíblia judaica — tem validade. Entretanto, outros fatores devem ser considerados. Não é desprezível a contribuição egípcia monoteísta de Atom, única, que foi difundida a grupos de israelitas que estiveram no Sinai, trabalhando, uns em obras civis e militares no Egito e, também, pastoreando em Mediã, sob a influência de Jetro e de seu genro Osarip ou Moisés. Importam as ideias de Zoroastro da velha Pérsia, que conferia ao opositor do Deus bom, único e eterno, um adversário celeste que representava um princípio de distorção e destruição da ordem cósmica e, igualmente, do mundo dos homens. Uma espécie de deidade aparentada a Satã no judaísmo (a sua presença no Livro de Jó é inelutável).

A espiritualidade budista, xintoísta, taoísta, além do himalia, só para exemplificar, não se incomoda com os deuses alheios e é extremamente tolerante. Com o monoteísmo judaico, por razões de Estado e de um nacionalismo até certo ponto desesperado e xenófobo, havia uma extrema necessidade de afirmar o Deus de Israel em confronto quase bélico contra os outros deuses cananeus. O monoteísmo aí é militante e intolerante porque, se assim não fosse, logo se diluiria espiritualmente. Javé é violento, a Torá é violenta, os profetas são violentos. Isto não exclui da espiritualidade judaica a compaixão, o amor, a retidão, o anseio de justiça e a santidade. Mas, estas excelsas qualidades aparecem mais quando os judeus deixaram de ser um Estado para ser apenas um povo (mesclado, diga-se, logo). Nos tempos míticos, Javé é poder, glória, violência e intolerância.

Karen Armstrong (Armstrong, Karen. Uma História de Deus. Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, 2008. Do original A history of God — The 4000-year quest of Judaism, Cristianity and Islam. Tradução de Marcos Santarrita) discorre sobre esse processo dialético com extrema erudição e simplicidade e traceja linhas para bem compreendermos o Salmo 82, o ferrolho que desvenda o sincretismo judaico:

“(...) Parece que as sociedades mais primitivas às vezes tinham as mulheres em mais alta conta que os homens. O prestígio das grandes deusas na religião tradicional reflete a veneração do feminino. Com o surgimento das cidades, porém, qualidades mais masculinas, como destreza marcial e força física, sobrepuseram-se às características femininas. Daí em diante, as mulheres foram marginalizadas e se tornaram cidadãs de segunda classe nas novas civilizações do oikumene. Sua posição era particularmente inferior na Grécia, por exemplo — um fato que os ocidentais deviam lembrar quando clamam contra as atitudes patriarcais do Oriente. O ideal democrático não se estendia às atenienses, que viviam reclusas e eram desprezadas como seres inferiores. A sociedade israelita também assumia um tom mais masculino. Nos primeiros tempos, as mulheres eram vigorosas e claramente se consideravam iguais aos maridos. Algumas, como Débora, comandaram exércitos em combate. Os israelitas continuavam festejando mulheres heróicas como Judite e Ester, mas, depois que Javé venceu as outras divindades de Canaã e do Oriente Médio e se tornou o único Deus, os homens prevaleceram em sua religião. O culto das deusas desapareceu, sinalizando uma transformação cultural característica do mundo recém-civilizado.

Veremos que a vitória de Javé foi difícil. Envolveu tensão, violência e confronto, e sugere que a nova religião do Deus Único não se consolidou com tanta facilidade entre os israelitas quanto o budismo e o taoísmo entre os povos do continente. Javé não parecia capaz de transcender as velhas divindades de maneira natural e pacífica. Teve de expulsá-las à força. Assim, no Salmo 82, nós o vemos pleiteando a liderança da Assembleia Divina, que desempenhara um papel tão importante no mito babilônico a assírio e cananeu:

Javé toma seu lugar no Conselho de El para proferir julgamentos entre os deuses. “Não mais arremedeis a justiça. Não mais favoreçais os maus! Fazei justiça ao fraco e ao órfão, sede justos com o aflito e o desvalido, salvai o fraco e o necessitado, tirai-os das garras dos maus! Ignorantes e insensíveis, eles prosseguem cegamente, solapando os fundamentos da sociedade humana. Eu disse: ‘Vós também sois deuses, filhos de El Elyon, todos vós; no entanto, morrereis como homens; como homem, deuses, caireis’”.

Com isso, estamos dando férias a comentários políticos e inaugurando debates sociológicos sobre “religiões reveladas” por interlocutores privilegiados (Moisés e Maomé).

Visto, lido e ouvido

Hermenêutica seletiva

Os ataques à Operação Lava-Jato, em conluio com partidos e políticos de ficha suja e com o beneplácito da Procuradoria-Geral da República, ressurgem, apenas, como a ponta visível de um gigantesco iceberg que se move para inverter a lógica da Justiça, tornando réus aqueles que ousaram condenar criminosos de grosso calibre, nitidamente envolvidos num rol de ilicitudes sem fim.

Aplica-se a lei para demonstrar, dentro dos labirintos e das filigranas legais, como desfazer o senso comum de justiça, distorcendo e tornando as letras dos códigos penais libelos a favor de notórios condenados. O mais trágico, se é que se pode ir mais além nessa pantomima processual recorrente, é conseguir, diante do silêncio obsequioso de muitos também manchados por desvios de conduta, tornar culpados inocentes, e esses, em anjos de candura e ética.

Observadores da cena nacional, postados de plantão, permanentemente, no meio da Praça dos Três Poderes, de olhos e ouvidos atentos para cada uma das instituições daquele sítio, são unânimes em reconhecer o que seria uma contramarcha de antilavajistas, dispostos a tudo para impedir o avanço da legalidade, da justiça e da ética. Está justamente naquele ponto geográfico e nevrálgico da nação, o que parece ser uma grande e nebulosa orquestração com vistas não só a deter a consumação de qualquer veredito final, que leve para detrás das grades aqueles que assaltaram os cofres públicos sem remorsos, como para impedir que qualquer outro contratempo seja capaz de atrasar a marcha da insensatez, tornando condenados em inocentes e agentes da lei e da ordem, notoriamente probos e cumpridores do dever, em réus.

Nada muito estranho para um país surreal. Com isso, é possível notar que a desmoralização paulatina das instituições públicas, sob a batuta dos atuais dirigentes, não é obra do acaso, mas, decorre de uma cultura transviada do bom senso, de um país que insiste em andar na contramão do mundo, comandado por uma elite com modelos e leis próprias, que enxerga na população uma espécie de bem de capital, capaz de gerar apenas lucro e sustento àqueles que estão no piso superior.

Não por outra razão, esses personagens não desfilam em público, transitam por corredores e passagens secretas, movendo-se em aeroportos e outros lugares inevitavelmente públicos, túneis, salas vips e outros paredões que os isolam da plebe. Quando expostos ao público, as reprimendas e os impropérios voam para todo lado. Numa situação tão paradoxal como essa, em que assalariados e servidores da nação são por essa mesma classe quase que enxotados, o que se tem é uma anomalia, que em nenhuma hipótese pode funcionar de modo minimamente razoável.

É como se a nação fosse governada por alienígenas de uma galáxia distante e inacessível. Obviamente, críticas que tendem a hostilizar e a atacar o Supremo, por exemplo, só servem para piorar uma situação que, em si, é por demais delicada e instável. O Estado democrático de direito, uma abstração que paira sobre toda e qualquer instituição ou Poder deve ser o norte a seguir, mesmo quando as instituições teimam em não se harmonizar com os cidadãos e a cidadania.

 

A frase que foi pronunciada

“O poder, quando é orgulhoso, nunca pode considerar-se seguro.”

Tácito, senador e historiador romano

 

Isso é Novo
» Partido Novo não precisa dos R$ 36 milhões dos cofres públicos a que tem direito pelo Fundo Eleitoral. Não vai usar essa verba para a autopromoção e angariar votos. Hoje, a população prefere votar em que age como discursa.


E-book
» Réquiem para o Cerrado, da Xapuri Editora, assinado por Altair Sales Barbosa. Veja como ter acesso ao livro, no Blog do Ari Cunha.


Cuidado
» Atenção moradores dos lagos Norte e Sul. Se avistarem alguma capivara, favor comunicar ao dicon@ibram.df.gov.br para um mapeamento e futura ação. Os animais estão se proliferando rápido demais e trazendo incômodos, como carrapatos e invasão. A iniciativa é assinada
por Paulo Costa, do Conselho de Segurança
do Lago Norte.


Chamas
» Leia no Blog do Ari Cunha o artigo escrito pelo pesquisador e jornalista Reginaldo Marinho e publicado na Folha do Meio Ambiente, sobre a temporada de queimadas e o que há de cultura e política por trás.


Uma pena
» Está dando o que falar a retirada das plantas medicinais da UBS do Lago Norte. Era um horto de plantas medicinais tratado de forma sustentável que dava suporte ao trabalho do dr. Marcos Trajano, especialista em fitoterapia. O que a medicina chinesa levou milênios para desenvolver o Brasil não tem até hoje, cultura para compreender.

 

História de Brasília

Na última reunião do Conselho de Ministro, o assunto foi ventilado pelo professor Hermes Lima, que citou nominalmente o caso daquela repartição fazendária, que instituiu o retorno por conta própria, em prejuízo do funcionamento do Ministério da Fazenda em Brasília. Aqui está a verdade. (Publicado em 13/1/1962)

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