Visão do Correio

Povo contra a corrupção

Correio Braziliense
postado em 18/08/2020 22:40

Sob ataques constantes de forças políticas e econômicas atingidas por suas investidas, a força-tarefa da Operação Lava-Jato tem o apoio de 78,1% da população, de acordo com pesquisa divulgada anteontem. Este é o percentual da sociedade que defende a continuidade dos trabalhos da Justiça, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal na maior investigação de casos de corrupção no país, que levou para a cadeia desde ex-presidentes da República e da Câmara dos Deputados até empresários de algumas das maiores companhias brasileiras.

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.260 pessoas em 242 municípios de 26 estados, além do Distrito Federal, numa ampla amostragem da intolerância do cidadão com o mal que corrói os alicerces do sistema democrático. Na avaliação de 30,1% dos entrevistados, o atual governo melhorou o clima para a condução da Lava-Jato; 35,4% consideram que a conjuntura para os trabalhos da força-tarefa é o mesmo dos governos anteriores; e 27,9% acham que os apoiadores do Planalto manobram para piorar o cenário para o prosseguimento da operação.

Os integrantes da Lava-Jato têm outro motivo para comemorar, além do apoio maciço da população revelado pela pesquisa do instituto paranaense. O ministro Celso de Mello, decano do Superior Tribunal Federal (STF), suspendeu o exame de dois processos contra o procurador Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM), sendo que um deles poderia afastá-lo da coordenação da operação de combate à corrupção em Curitiba, no Paraná, berço da Lava-Jato.

O processo capaz de tirar Dallagnol da condução das investigações é de autoria da senadora Kátia Abreu (PP-TO), que acusou o procurador de irregularidades na criação de uma fundação para administrar R$ 2,5 bilhões recuperados da Petrobras — espoliada pelos corruptos de plantão em governos passados — e na realização de palestras. O que chama a atenção é que o relator da ação é um conselheiro indicado pelo Senado para o CNPM e que tem ligações com o senador Renan Calheiros, investigado pela Lava-Jato e crítico contumaz de Dallagnol.

Celso de Mello, em sua decisão, ressaltou a importância do procurador para o êxito da Lava-Jato e destacou que o processo violou o direito à ampla defesa. O ministro foi taxativo: “Não se pode simplesmente buscar silenciar, institucionalmente, o procurador que coordena, em Curitiba, a maior operação de combate à corrupção da história do país”. São palavras do magistrado mais antigo do STF que confirmam o sentimento do povo brasileiro, aferido pela pesquisa, totalmente contra os atos dos corruptos e corruptores.

Violada duas vezes

A velha e abjeta mania de culpabilizar a vítima agora recaiu sobre uma menina de 10 anos. Grávida depois de ser estuprada pelo tio. Violentada duas vezes. Sexual e moralmente. Tachada de assassina por pseudorreligiosos que usam em vão o nome de Jesus Cristo para vomitar sua verborragia inconsequente. “Cristãos” que se acham no direito de traçar o futuro de uma menina que nem sequer sabe cuidar de si mesma. Queriam impor a “maternidade” a uma criança que jamais sonharia em ser mãe. Nem uma palavra de condenação contra o tio estuprador. A história da garota (de 10 anos) guarda nuances ainda mais macabras. A pseudomoralista, que já fez várias ameaças a um ministro do Supremo Tribunal Federal, foi presa e libertada dias depois, revelou a identidade da criança e o endereço do hospital onde o aborto foi feito.

E foi lá na porta do hospital que se deu o show de horrores. Uma turba de quase zumbis, gente catatônica orando fervorosamente contra o aborto da criança. Despejando argumentos falaciosos e absurdos, regidos apenas por suas crenças impostas como um código de ética impossível de ser violado. Lá dentro, amparado pela lei e pelo óbvio, o médico dava início ao procedimento para expelir o feto do pequenino ventre, enquanto tentava preservar a vítima, distanciando-a daqueles que a violavam uma vez mais. A bizarrice não ficou reclusa à porta do hospital e se espalhou pelas redes sociais. Teve gente apontando comportamento de lascívia de uma menina de 10 anos. Em resumo: teve “gente de bem” quase avalizando o estuprador. Uma internauta chegou a dizer que “a maioria das mulheres de hoje estão piores do que cachorras no cio”. Se a frase já é absurda em si, cololoque-a no contexto de uma criança estuprada...

O Brasil vive uma falência moral. E se a menina engravidada durante ato de violência sexual fosse filha de um desses “cristãos”? Colocariam seus dogmas distorcidos acima de um futuro menos tortuoso para a menina? A propósito, prenderam o estuprador. Será que agora vão protestar na porta da cadeia também? Será que o show midiático dessas mentes retrógradas ficará relegado a uma criança que queriam transformar em assassina? Que tal se essa gente, que se diz temente a Deus e seguidora de Jesus, organizasse uma campanha para cobrar justiça e prestasse auxílio psicológico vitalício à menina? Acho que seria pedir demais. Todo o fundamentalista é cego e não consegue ver além de sua visão distorcida de mundo.

Sr. Redator

Cartas ao Sr. Redator devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome e endereço completo, fotocópia de identidade e telefone para contato. E-mail: sredat.df@dabr.com.br

Meio ambiente

O Brasil deve adotar campanhas a favor da Amazônia e do Cerrado. Essas floras devem valer mais de pé do que incineradas. Devem também dar assistência aos povos originários que vivem das florestas, mas não têm os remédios para combater a covid-19. Sem providências serão dizimados. Penso que a Funai e o Exército do marechal Rondon devem estar presentes e cuidar de uma cultura e tradições que enaltecem o país, além de serem apoiadores de gestos humanitários e ambientais.
» Aldo Paviani,
Lago Sul


Violência

As duas categorias de opiniões sobre a necessidade do abortamento da gravidez em uma criança de 10 anos, estuprada regularmente durante quatro anos, parecem se resumir a humanismo e desumanidade. Uma pessoa está sendo desumana e egoísta quando apregoa que suas convicções religiosas são mais importantes do que um ser humano, pois escolhe defender uma ideia ou um conceito e atacar uma criança, em vez de, em primeiro lugar, defender uma pessoa violentada.
» Sylvain Levy,
Asa Norte

» Sara Geromini, vulgo Sara Winter, extremista de ultradireita e bolsonarista, é um ser abominável. Reportagem, publicada na revista Piauí, mostra o passado dessa figura, que não mede as ações para se autopromover e é uma oportunista de caráter duvidoso. A divulgação do nome e do endereço da criança vítima de violência hedionda, contrariando a legislação vigente, não pode deixar Sara sem a punição adequada, com todo o rigor. Para dizer o mínimo, essa mulher não tem respeito a nenhuma norma nem mesmo a uma criança, que sofreu uma das mais abomináveis formas de violência, a sexual. Essa mulher não limites e quem não tem limites não pode viver em sociedade. Tem que ser isolada da convivência com os humanos e ficar enclausurada para ter tempo e espaço para refletir sobre suas ações e crimes.
» Heloísa Vieira,
Sudoeste


Indignação

É interesante se notar que, em política, nada acontece por acaso. A indignação vem da liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, a pedido do PSB, em 5 de junho deste ano, proibindo operações policiais em “comunidades”, semanticamente correto seriam favelas, durante a pandemia! Pior ainda foi ver, em 6 de agosto, essa decisão ser aprovada pelo plenário do Supremo, por nove votos a dois. É notório que, quando o Estado falha ou se ausenta, quem dita as regras é o poder paralelo. Nada acontece por acaso. O que existe por trás dessa decisão, que vai contra os princípios da gestão do Estado? Por acaso os traficantes das favelas cariocas estão cumprindo o isolamento ou a decisão é para proteger o tráfico quando do aumento do consumo por isolamento domiciliar? Ou como subproduto do que aconteceu com os restaurantes, o super crescimento do delivery? É muito estranho que a aposentadoria no STF seja aos 75 anos, quando o sonho de qualquer trabalhador é alcançar o benefício ainda em vida útil.
» Cauby Pinheiro Junior,
Águas Claras


Privatização

Todo mundo sabe que um serviço que uma empresa estatal presta por um determinado preço pode ser feito por muito menos por uma empresa privada, a menos que o custo excedente seja pago pelo Estado. Quando a Embraer foi privatizada, reduziu o quadro de funcionários e manteve a mesma produção com mais produtividade. O mesmo aconteceu com a Vale do Rio Doce e com a CSN. Ora, então, porque manter as empresas estatais nas mãos do Estado, sem condições de concorrer em iguais condições com suas congêneres? Ninguém cuida tão bem do seu dinheiro que o próprio dono. O governo gasta mal, prova disso é o fracasso do mundo comunista. A China só saiu da estagnação quando aceitou a privatização e a abertura da economia. Os governos corruptos usam as estatais para colocar nelas os seus protegidos e os do seu partido, muitas vezes, sem a menor competência para o cargo. Países desenvolvidos, como Inglaterra, Itália, Alemanha, EUA, Japão, privatizaram empresas estatais. O Japão privatizou a maior empresa do país: os correios.
» Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Estranheza

Estranho! Muito estranho. Uma atriz global pegou “malária”. No Fantástico a atriz deu explicações tentando ludibriar o telespectador. Só idiota acreditou na conversa esfarrapada. A repórter ficou “atônita” diante a explicação da atriz. Malária é uma doença muito, mas muito agressiva. Apresenta febre, tremedeira, calafrio, dor no corpo inteiro. Esquerdopata que é, não assume que teve covid-19. Tão simples e natural. Mas como disse um amigo: cloraquina cura covid, mas também, malária. Seria tão simples e bonito, mesmo sendo encantada pelo PT e do ladrão mor, assumir que teve covid. Não. Preferiu tentar iludir e enganar milhões de brasileiros com sua história esfarrapada de que pegara malária.
» José Monte Aragão,
Sobradinho



Desabafo

Pode até não mudar a situação, mas altera sua disposição

Pesquisas sobre popularidade do presidente, políticos, covid, STF, democracia... Falta
a que mostrará a cara do Brasil: a extinção
de isenção de impostos sobre livros.
Eduardo Pereira — Jardim Botânico


Homem pula no mar em Alvor e salva
duas jovens que estavam se afogando. Aplausos. Detalhe: presidente de Portugal.
José Matias-Pereira — Park Way


Um governo sem projetos e planos
é porteira aberta para o Judiciário e o Legislativo governarem. Ainda bem!
Joaquim Honório — Asa Sul


Xô! CPMF nunca mais.
Odete da Silva Costa — Octogonal

Charge

 (foto: Kleber)
crédito: Kleber

Vamos falar de queimadas

 (foto: Gomez)
crédito: Gomez

A Amazônia é vida. Não por ser o pulmão do mundo, pois esse mérito pertence aos oceanos, com suas algas. O vasto tapete verde da maior e mais preservada floresta tropical do planeta abriga tantas vidas animais e vegetais, que algumas, talvez, ainda nem sejam do nosso conhecimento. O gigantismo, os encantos, os desafios e as oportunidades da biodiversidade amazônica ultrapassaram fronteiras e alcançaram o mundo antes mesmo do fenômeno da globalização.

Não há como não admirar ou não respeitar a nossa Amazônia, presente ecológico para todos os brasileiros alocado no norte do país e abraçado por nove estados. Em meio a toda essa riqueza natural, inspiração para cientistas, pesquisadores e estudantes; poetas e pintores; morada de inúmeras plantas e animais e de milhões de brasileiros, vamos falar de queimadas.

Elas contrastam com a paisagem real e inibem a vida. O verde e as cinzas. O yin e o yang. A vida e a morte. O uso do fogo como ferramenta de limpeza e preparo do terreno em atividades agropastoris remonta à antiguidade. E, por passar de pais para filhos, geração a geração, a cultura do fogo é tradição que persiste em muitas comunidades campestres.

Soma-se ao costume a questão econômica, por ser o método mais barato e rápido e o desconhecimento, por alguns produtores rurais, de alternativas seguras. O homem dominou o fogo. Porém, esse instrumento que nos fez escalar mais um degrau na história da evolução humana nem sempre é possível de ser controlado. A queimada pode tornar-se incêndio de grandes proporções com chamas que trazem incalculáveis prejuízos ao meio ambiente e consomem a saúde e a segurança da população e a economia local e do país.

Suprime vidas — humanas e animais — e riquezas naturais importantes, como as utilizadas na fabricação de medicamentos. E, nesse cenário de prejuízos, encontra-se a imagem do Brasil no exterior, com reflexos nos investimentos estrangeiros. A fumaça decorrente do fogo provoca doenças respiratórias e reduz a visibilidade dos tráfegos aéreo e rodoviário. E as queimadas, além do risco de se alastrarem, enfraquecem a terra, diminuem a umidade do solo e provocam erosão e assoreamento, com perda da capacidade dos rios e dos igarapés de circularem no seu curso próprio e multiplicarem as vidas que neles habitam.

Além de queimadas, há os incêndios criminosos e os que ocorrem de forma natural, especialmente no verão amazônico, tendo em vista o clima e a vegetação mais secos. O uso de balões de São João, fogueiras e queima de lixo também preocupam, pois o vento espalha fagulhas e novamente perdemos o controle. Por essas questões, o combate às queimadas na Floresta Amazônica é um dos maiores desafios e prioridade do governo do presidente Jair Bolsonaro, a cargo do Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), que tenho a honra de presidir.

Atividades em curso, como a Operação Verde Brasil 2 e o decreto de moratória do fogo, que proíbe as queimadas legais na Amazônia por 120 dias, ressalvadas as praticadas pelas populações tradicionais para abrirem roçados, contribuíram para a redução de 7,6% das queimadas no período de 1º de maio a 31 de julho deste ano. Em julho de 2020 houve 6.800 focos de calor, pouco acima da média histórica, que é 6.400.

Apesar de positivos, esses números não bastam para o governo Bolsonaro, para o Estado brasileiro nem tampouco para a nossa Amazônia. Assim, hoje lançamos a campanha educativa e informativa “Diga sim à vida e não à queimada”. A iniciativa busca conscientizar a população amazônica sobre os riscos das queimadas e sensibilizá-la a substituir o uso do fogo por técnicas mais seguras.

Ocorrerá no âmbito da Operação Verde Brasil 2, contando com o apoio dos Comandos Conjuntos ativos e das pastas que integram o Cnal, em especial, os ministérios da Defesa; do Meio Ambiente; da Saúde; da Ciência, Tecnologia e Inovações; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e das Comunicações, além do Ibama e do ICMBio, que trabalharam com afinco na construção das peças que serão divulgadas. Todo o material foi produzido pelas equipes dessas instituições, sem o custo de contratação de agência de publicidade.

A campanha ocorrerá por etapas e englobará a distribuição de cartazes na região amazônica; conteúdo gráfico para mídias sociais, spots de rádio; vídeos curtos, questionário de conscientização e entrega de cartilhas a produtores rurais, povos tradicionais e comunidade local, além de entrevistas e publicações de notícias e releases pelos órgãos envolvidos.

Também estimula a denúncia por meio do número 0800 61 8080 do Ibama e pelo aplicativo de celular Guardiões da Amazônia, que nasceu com a Operação Verde Brasil 2 e pelo qual o cidadão poderá registrar com foto e coordenada geográfica automática, o local exato de uma queimada.

É importante que a população se conscientize e trabalhe para que as queimadas ilegais deixem de existir. As peças da campanha estarão disponíveis na página da Vice-presidência da República, para que os interessados possam distribuir em seus meios de convívio. Sejamos todos protetores da Amazônia. Proteger e preservar a Amazônia é desenvolver o Brasil.

A importância da inovação tecnológica

É preciso mudar para que tudo continue como está. Consagrada pelo príncipe Salina no romance O leopardo, quando usada na política a frase soa cínica e reveladora de apego ao poder a qualquer preço. Já quando aplicada à economia moderna, ganha significado saudável e serve de sinal de alerta, em especial para as empresas bem-sucedidas e lucrativas. É até compreensível que, ofuscadas por gordos resultados financeiros e saborosas fatias de mercado que detêm, seus gestores tendam a certa acomodação, cedendo ao temor de mexer em time que está ganhando e, assim, mantenham-se fiéis ao presente ou, pior, ao passado. Entretanto, a experiência e o aconselhamento de especialistas mostram o outro lado da moeda, indicando que comandar empresas é como dirigir um automóvel no caótico horário de rush. É preciso multiplicar o olhar, atentando para o que ocorre ao lado, observando o que está atrás, mas sem deixar de mirar à frente, buscando antecipar os resultados que a próxima curva esconde e planejando ações para vencê-los.

País tradicionalmente exportador de matérias-primas e importador de produtos de maior valor agregado — tendência que muito lentamente vai se invertendo — somente há poucas décadas o Brasil despertou para a importância de incrementar a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento tecnológico — descompasso que se traduz no baixo nível de investimento privado e público nessas áreas, no descolamento entre a atividade acadêmica e as necessidades da produção, e no descaso com a formação de profissionais aptos a atuar com as competências e as habilidades exigidas pela nova realidade e, principalmente, pelos desafios que se antepõem à aspiração de ocupar posição destacada no conjunto das nações.

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países mais ricos do mundo, a inovação é a fonte principal de dinamismo econômico e bem-estar social, sendo a chave tanto para vencer a recessão econômica quanto para colocar o desenvolvimento numa trajetória ambientalmente sustentável. Entretanto, a situação brasileira nos três indicadores de inovação — pesquisa e desenvolvimento, patentes e registro de marcas — não é das mais animadoras.

De acordo com os dados do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (Iedi), no início da última década em relação à pesquisa e inovação, o investimento privado foi da ordem de 0,5% do PIB contra incentivos governamentais de 0,007% do PIB. No âmbito da OCDE, o total atingiu 2,3% do PIB conjunto, tendo a iniciativa privada como a principal fonte de financiamento, respondendo por perto de 70% dos gastos.

No momento em que o país atravessa o grave problema da pandemia, a inovação tecnológica passa a ter relevância estratégica não apenas em relação à economia mas principalmente no tocante à ciência, saúde e estudos relacionados com possíveis e futuras crises. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) incluíram o tema nas respectivas pautas e estão desenvolvendo estudos referentes à área. Da mesma forma, a Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ) incluiu na pauta de trabalho temas ligados à inovação na área do direito.

Para alimentar certo alento, vale registrar alguns sinais positivos no horizonte, como empresas que apresentaram na última década projetos à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) sob o guarda-chuva da Lei de Inovação. Mas é preciso intensificar e muito a participação da iniciativa privada, semeando a cultura da inovação no mundo corporativo e transformando-a em prioridade estratégica das organizações. Em síntese, para a sobrevivência das empresas e para o desenvolvimento do país, a ordem é avançar ou perder, mais uma vez, o bonde da história.

Visto, lido e ouvido

Pandemia: a chance da W3

Muito mais do que lazer, as ruas representam um fator de saúde para muitos que vivem fechados em espaços exíguos e com poucos movimentos. Em Brasília, essa necessidade foi amplamente pensada e posta à disposição dos moradores, principalmente do Plano Piloto, que, à época da construção da capital, acreditava-se ser o espaço principal e único da cidade.

Dentro dessa concepção, foram projetadas as avenidas W3 Norte e Sul. Com uma extensão de aproximadamente 13km, incluindo o trecho em que corta perpendicularmente o Eixo Monumental, as duas avenidas, outrora o centro nervoso da capital, formam, reconhecidamente pela maioria dos urbanistas, o principal e potencial eixo de comércio da cidade.

Com um desenho e uma topografia favorável a todo o tipo de atividade comercial e de lazer, essa que poderia ser uma das maiores e mais apresentadas avenida do mundo continua esquecida e adormecida numa espécie de sono profundo. Com isso, um processo lento e gradual de decadência foi se instalando nessa vital artéria, propagando seus males para as várias ruas adjacentes.

Não se concebe que numa moderna vitrine do que de melhor se fez em arquitetura e urbanismo neste país, uma longa avenida como essa, praticamente esperando uma oportunidade para acontecer e brilhar, não tenha um projeto racional e belo que lhe restitua a vida. Enquanto esse dia não chega, os shoppings, que se aproveitaram dessa leniência de seguidos governos, continuam faturando.

Do estacionamento aos preços de qualquer produto, o custo pela manutenção desses edifícios gigantes é repassado aos consumidores. Um simples cafezinho, que na rua você encontra por até R$ 4, nos shoppings chegam a custar R$ 10. Essa majoração de preços assustadora vem por conta dos altos aluguéis e de outros custos que esse tipo de mercado gera para os lojistas.

Revitalizar as avenidas W3 Sul e Norte é uma esperança em tempos de pós-pandemia. O renascimento das W3 significaria a criação de milhares de empregos, aumento na oferta de produtos, concorrência mais intensa e melhores preços para os consumidores, além de uma excelente opção para os turistas e para os habitantes da cidade, que teriam a oportunidade de fugir dos ambientes monótonos, caros, com iluminação de UTI e sempre iguais dos shoppings.


A frase que não foi pronunciada

“Se for assim, o STF vai ter de rever os institutos de pesquisas. Pelo menos, nas últimas eleições, só publicaram fake news.”

Dona Dita, botando o preto no branco.


CDC

Leitor que conseguiu chegar à HP, loja de ferramentas no SIA, reclama que nenhum produto tem o preço visível, o que foge à regra do código elaborado para garantir os direitos do consumidor.


Segredo

Anotem esse nome: Elmar Nascimento. Nos camarins do Congresso, é ele quem está com a estrela na porta como possível sucessor de Rodrigo Maia.


Interessante

Veja no Blog do Ari Cunha as informações sobre o miaajuda, um aplicativo desenvolvido por alunos da UnB para ligar quem pode dar e quem precisa de auxílio nesses tempos de pandemia.


Não é legal

Começa no Brasil a prática de transformar jornais em PDF disseminando notícias que deveriam ser pagas para se ter acesso. Em Portugal, diretores de jornais uniram-se para tomar providências ao prejuízo causado ao trabalho jornalístico.


Trauma

Depois de um assalto no Lago Norte, o pessoal do 24º Batalhão chegou em poucos minutos. O problema da família assaltada é a perícia, que não trabalhou com a mesma rapidez.


Família junta

Já completou 10 anos a lei que rege sobre a alienação parental. Rodrigo da Cunha Pereira, do Instituto Brasileiro do Direito de Família, expressou que “uma das maiores conquistas dessa lei foi dar um nome a esse mal, que antes era invisível, desconsiderado, mas sempre representou uma grave violência contra crianças e adolescentes impedidos de exercer livremente seu direito de amar, confiar e conviver.”


História de Brasília

Outra coisa, seria o melhor aparelhamento do restaurante, que não é dos melhores e está muito desfalcado. Com a feira em frente, muita gente poderia programar visitas de um dia inteiro, desde que dispusesse de um bom lugar para as refeições. (Publicado em 14/1/1962)

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