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Correio Braziliense
postado em 20/08/2020 22:23

Censura, nunca mais

A maioria dos brasilienses não se esquece das cenas bizarras do então presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente, colocando dinheiro de corrupção nas meias, nas cueca, nos bolsos, que vieram à tona no famoso escândalo Caixa de Pandora. Ele foi execrado da vida pública. Em seu lugar, os brasilienses de memória curta elegeram o seu filho, Rafael Prudente, hoje no mesmo cargo ocupado pelo pai no passado. Rafael propôs e defendeu projeto de lei que estendia o plano de saúde do Legislativo aos ex-presidentes — na prática, os contribuintes pagariam pelos serviços médicos e hospitalares a políticos corruptos locais. Agora, o bom moço quer censurar a cultura na cidade, enquadrando a criatividade humana nos dogmas reacionários dos fundamentalistas. É o obscurantismo sobre o Distrito Federal, que deu grandes contribuições ao cenário artístico, pela visão torpe e atrasada, arrancada do baú de conceitos medievais. Espera-se que o governador Ibaneis Rocha vete tamanha excrescência, incompatível com o século 21. Censura, nunca mais!
» Heloísa Vieira,
Sudoeste


Livro

Fiquei emocionado ao ler o artigo O livro, esse subversivo, de Jaime Pinsky (15/8), sobre a taxação dos livros, tornando-os, como no século 19, privilégio de uma casta elitista. A educação e a cultura não podem ser penalizadas. São como faróis na escuridão que nos guiam os caminhos para a liberdade. Os livros deveriam ser barateados, como em Cuba, para que todos a eles tivessem acesso para estudar, para conhecer outros povos, outros países. Que as pessoas leiam mais livros e menos celulares.
» Nixon Vieira Malveira,
Curitiba


Rachadinha

O senador Flávio Bolsonaro, mais uma vez mexeu-se para adiar o seu depoimento no enrolado processo das rachadinhas. Por ter foro privilegiado como senador, não vai participar da acareação com o empresário Paulo Marinho em 21 de setembro. Essa é mais uma de suas vitórias parciais. Todas elas mostram, contudo, que sua única estratégia é a de trancar ou atrasar o processo. O filho 01 do presidente Jair Bolsonaro em nenhum momento explicou, por exemplo, a mais recente prova cabal que paira sobre o caso da rachadinhas: Fabrício Queiroz estava escondido na casa do advogado da família enquanto o político dizia não saber o paradeiro do ex-assessor. As provas são inúmeras, uma constelação de saques e depósitos em contas bancárias. A mudança na acareação é a nona ação da defesa para pausar o processo. O senador e seus defensores passam o tempo todo protelando o andamento, uma velha estratégia jurídica usada inúmeras vezes por políticos corruptos. Em vez de, como uma pessoa inocente, explicar-se sobre o mérito que está sendo investigado na Justiça. A estratégia pode ser legal, mas é conhecidamente imoral.
» Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Corrupção

A esperança no combate à corrupção vai se desvanecendo, na medida em que o Supremo Tribunal Federal (STF) está dividido: parte, com duvidoso empenho na defesa das conquistas da Lava-Jato, e, parte, empenhada em soltar criminosos de colarinho-branco emporcalhados. A candidatura de alguém, presumidamente, capaz de debelá-la, será viável à medida que o povo estiver preparado para elegê-lo, independentemente da vontade dos partidos, amarrados ao do ut des (toma lá dá cá). Do contrário, teremos que nos contentar com a máxima: Toute nation a le gouvernement qu’elle mérite (cada nação tem o governo que merece), do conde francês Joseph-Marie de Mestre.
» Elizio Nilo Caliman,
Lago Norte


Cerrado

O combalido Cerrado, excluído da lista de biomas a serem protegidos por determinação constitucional, continua sendo desmatado. Os incêndios florestais avançam. Não há campanhas educativas para sensibilizar a sociedade que mostrem os impactos das perdas no bioma e, sobretudo, os prejuízos que as queimadas causam à vida das pessoas. Impressionante saber que, nos arredores do Distrito Federal, mais de 30 campos de futebol foram destruídos pelo fogo, devido ao comportamento equivocado das pessoas, segundo noticiou o site do Correio. Queimar lixo e limpar área para cultivo com fogo são ações muito nocivas. Lembro que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), há alguns anos, informou que o país dispõe de um enorme estoque de terras recuperáveis para a expansão da agricultura e, portanto, era dispensável a abertura de novas áreas, com a destruição da flora e da fauna para a produção de alimentos. Mas, hoje, o meio ambiente foi entregue aos seus inimigos.
» Giovanna Gouveia,
Águas Claras

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