Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 24/08/2020 21:01

Benevolência

Com provas cabais e voto favorável do relator ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cassação do deputado distrital José Gomes (PSB), por ter coagido, durante a campanha, funcionários da própria empresa, a Real JG Serviços Gerais, para que votassem nele, o julgamento foi suspenso após o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto fazer um pedido de vista. Com esse procedimento, o ministro executou o salto duplo twist carpado, utilizando a mesma tática e performance do seu colega, ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prática usual entre os membros daquela Suprema Corte. Sem data para novo julgamento, a sociedade depara-se com a habitual benevolência de determinados magistrados.
» Renato Mendes Prestes
Águas Claras


Justiça

Qual foi a razão do Supremo Tribunal Federal (STF) colocar-se contra o presidente da República na administração da pandemia? Vamos imaginar: um ex-presidente, velho cacique de um partido que praticamente se extinguiu na última eleição presidencial e um outro ex, mais malandro, que, mesmo condenado, está solto, unido e influenciado por um governador que imaginava que a pandemia, segundo seus amigos chineses, com quem negociava desde agosto de 2019, não seria tão arrasadora, até porque a vacina estava quase pronta. Imaginaram que, se houvesse sucesso no controle da pandemia pelo presidente, isso dificultaria, em muito, o desempenho de qualquer outra candidatura à Presidência em 2022. Decidiram, então, ligar para o STF e, dele, exigiram uma decisão que tirasse de Bolsonaro a gestão da pandemia. Bajuladores obedientes prepararam a fatídica decisão que acabou beneficiando o presidente e resultando em perdas políticas, de peso, para alguns governadores e prefeitos. No entanto, a excepcional gravidade dessa decisão está na fragmentação geopolítica da República. Como pode o STF promulgar um ato para brindar partidos políticos derrotados em eleições livres, e ao arrepio da Constituição Federal? Trata-se de ofensa e desonra para os brasileiros que lutaram, e ainda lutam, para manter este país unido e sem guerras.
» Cauby Pinheiro Junior
Águas Claras
China

Os responsáveis diretos e indiretos pela pandemia, que causou a perda de vidas no mundo, devem ser punidos exemplarmente, mas temo que não o sejam jamais. Para mim, não há dúvida de que tudo começou na China, que, na ambição desmedida de dominar o mundo, permitiu que o vírus invadisse o planeta avassaladoramente. Contou, para isso, com a colaboração da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão importante na tragédia, mas que só deu conselhos estapafúrdios e vacilantes. No Brasil, o pior desempenho foi o da mídia, que só se preocupou em usar o imenso sofrimento para angariar vantagens e colocar o povo contra o presidente, eleito por 60 milhões de brasileiros.
» Leda Watson,
Lago Sul


Crianças

Ainda sobre o caso da menina abusada desde o sexto ano de vida e engravidou aos 10 anos por um tio sem escrúpulos e criminoso, há de se elogiar o belo artigo da jornalista Cida Barbosa, Vamos lutar pelas crianças?. O texto é um convite e, ao mesmo tempo, desafio não só às autoridades, mas, principalmente, à sociedade brasileira. Parece-me inconcebível que a cada dia, pelo menos, quatro crianças ou pré-adolescentes sejam vítimas de estupro neste país. Não vemos nenhum movimento popular para que haja mudanças importantes e políticas públicas de proteção às crianças e aos adolescentes. Lembro-me muito bem de o então candidato Jair Bolsonaro ter sugerido que se rasgasse o ECA e a revogação do Estatuto do Desarmamento. Mas isso ainda não aconteceu. Então, há amparo legal para exigir do Poder público medidas protetivas mais sérias em defesa de crianças e adolescente. O convite de Cida Barbosa, a meu ver, pode inspirar setores organizados da sociedade a caírem em campo para desencadear uma campanha popular, com o surgimento de uma rede de proteção. As pessoas têm de se envolver nessa luta, denunciar e impedir que tais abusos ocorram. Não podemos contar com o Estado, mas podemos agir e provocar a Justiça, sempre.
» Ana Luiza Lima,
Octogonal

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