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Correio Braziliense
postado em 03/10/2020 22:47

Judiciário

Volto a bater na mesma tecla que não existem três Poderes da República harmônicos e independentes: harmônicos, sim; independentes, não. Somente são independentes os Poderes Executivo e Legislativo, pois seus membros são escolhidos pela população em eleições diretas. Os ministros dos tribunais superiores e do Supremo Tribunal Federal são indicados pelo chefe do Poder Executivo. No momento, quando é aberta uma vaga no STF com a saída do ministro Celso de Mello, o presidente Bolsonaro declara sobre o seu substituto: “Tem de tomar tubaina comigo, não adianta ter um currículo maravilhoso e ser indicado por autoridade”. Que maneira mais estranha e esdrúxula para definir a escolha de um futuro ministro para a nossa Suprema Corte. É necessário que o Poder Judiciário reaja a esse tipo de escolha de seus membros, apresentando um projeto que altere a Constituição Federal, de maneira que os ministros dos tribunais superiores sejam escolhidos pelos seus pares, com a OAB, tornando, de fato, o Poder Judiciário totalmente independente, pois no status quo vigente somente são independentes os juízes de Primeira Instância, que devem suas nomeações à aprovação em concursos públicos.
» Paulo Molina Prates,
Asa Norte


Carpe Diem

Sou cliente do Carpe Diem da 104 Sul desde que cheguei a Brasília, em 1991. Lá, fiz questão de lançar quase todos os meus livros, não saberia dizer exatamente quantos. Tornei-me, ao longo desse tempo, amigo do La Rocque, cujo comportamento, reservado e discreto, emoldura a grandeza humana, os valores espirituais e a sensibilidade artística com que franqueou as portas do seu bar-restaurante para mais de três mil lançamentos de livros, em memoráveis noites de autógrafos que se inscrevem na história literária de Brasília. Conversa com La Rocque me fez saber da luta que agora empreende para manter aberto o Carpe Diem da 104 Sul, em razão das gigantescas dificuldades com que a covid-19 paralisou o mundo. É a hora, pensei, de jornalistas, escritores e artistas demonstrarem, com atitudes concretas, o quanto perderíamos todos com o desaparecimento da casa que sempre nos acolheu com atenção e carinho. Passado, pois, o pesadelo coronavirótico, voltemos a frequentar e a lançar nossos livros no Carpe Diem da 104 Sul, onde continuaremos a erguer brindes à alegria de viver e à fraterna amizade que nos une.
» Edmílson Caminha,
Brasília


Ressignificar

Parabenizo o jornalista Rodrigo Craveiro pelo seu artigo com o título acima, publicado (30/9, pág. 10). Sou um idoso de 85 anos, tive uma vida com várias situações muito difíceis. Hoje, estou aposentado e com boa saúde. O que você apresenta no seu trabalho é um bom diagnóstico da situação atual e merece mais reflexões sobre o tema.
» Lityerse Castro,
Lago Norte


Pandemia

O somatório de mortes por covid-19 na França, Itália, Espanha e no Reino Unido é menor do que os óbitos registrados no Brasil. O Estado de São Paulo tem o mesmo número de mortos do que a Itália. O Rio de Janeiro registrou o dobro de mortes da Alemanha. A Europa está enfrentando a segunda onda da pandemia e o Brasil, que ainda está surfando na primeira, parece que não enxerga o exemplo dos países civilizados. Algumas salas de cinemas estão funcionando normalmente, bem como o comércio em geral. Ônibus e metrôs circulam lotados país afora. Os brasileiros ainda não se conscientizaram de que a vacinação vai demorar muito a ser concluída em todo o território nacional. Previnir é melhor do que remediar, não é mesmo?
» José Carlos Saraiva da Costa,
Belo Horizonte (MG)


Amazônia

Joe Biden, candidato ao governo dos Estados Unidos, que está à frente nas pesquisas sobre a corrida eleitoral, disse que gastaria US$ 20 bilhões para defender a Amazônia e ainda acusou o governo Bolsonaro de destruí-la. O debate foi um circo com ofensas dos dois lados. Com tanto dinheiro disponível os EUA não conseguem acabar com a pobreza e enfrentam o governo da Venezuela há mais de 10 anos, sem qualquer resultado positivo. A covid-19, que mata milhões de americanos, foi assunto que não tocou. O que ele queria mesmo era aparecer para os eleitores e se deu mal. O que conseguiu foi marcar ponto para o adversário Trump. A Amazônia não é para aspirantes.
» José Lineu de Freitas,
Asa Sul

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