Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 18/10/2020 22:30

STF

As suspeitas de plágio acadêmico não devem abalar a caminhada de Kassio Marques rumo ao STF. O desembargador que copiava está a um passo de garantir a cadeira na Corte. Deverá ocupá-la por quase 27 anos, até maio de 2047. O relator senador Eduardo Braga (AM/MDB), já apresentou o seu relatório à CCJ. O líder do MDB descreveu Kassio como um exemplo de “garra e perseverança”. Para o senador, os indícios de fraude no mestrado e no doutorado não desabonam a reputação do escolhido. “Mirar abstratamente o currículo do indicado significa retirar a dimensão humana dos conhecimentos que ele adquiriu”, filosofou. Esdrúxulo e vergonhoso o contraponto do relator! Senador Eduardo Braga, onde ficou o estelionato dos títulos acadêmicos? No bolso do seu paletó? O escolhido Kassio ganhou combustível batizado dos partidos políticos, recebeu apoios em todo o espectro político, do DEM ao PT. A legenda do senador já mergulhou de cabeça no governo, com as bênçãos do ex-presidente Michel Temer e do senador Renan Calheiros. O mercado do MDB volta à ativa. Com o aval da oposição, a sabatina no Senado na próxima quarta-feira, tende a ser indolor, pois, aquela casa legislativa continua sendo mero carimbador. O caminho está livre para o ministro tubaína!
» Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

Senador da cueca

Mais uma inusitada aberração promovida por um integrante do Congresso Brasileiro: o senador Chico Rodrigues. Esconder, no desespero, quando acossado pela Polícia Federal, dinheiro na cueca. De acordo com a mídia a ocorrência se deu na residência do senador, por época de operação determinada pela justiça, devido a desvio de recursos públicos para fins ilícitos. Recursos esses destinados a salvar vidas em virtude da inesperada pandemia do coronavirus. Atitudes nefastas dessa envergadura envergonham e prejudicam a nação. Agora, esperar que o referido senador seja punido, no rigor da lei, somente pelos seus próprios pares, não é querer demais? E o corporativismo? Já vimos essa história antes.
» Vilmar Oliva de Salles,
Taguatinga

» Longe de querer servir de apoio à defesa do senador Chico (DEM-RR), acho que há um engano no artigo publicado na página 2 do Correio Braziliense de 17/10, assinado por Renato Souza, referindo à declaração de imóvel no Lago Sul. Ali cita que o envolvido informou o valor de R$ 150 mil, quando o valor de mercado seria de R$ 1,99 milhão. Sem querer bancar defensor, repito, quando se faz a Declaração de Bens à Receita Federal, ali deve constar o valor de aquisição não sendo permitido colocar aquele valor que serve de base no cálculo do IPTU, muito menos o valor de mercado. Se, por alguma razão o proprietário, seja ele senador ou fabricante de cuecas, resolver vendê-lo, a base para cálculo do Imposto sobre Ganho de Capital, será aquele constante da Declaração de Bens, ou seja R$ 150 mil. Assim, se foi este o valor que constou da declaração citada pelo articulista, nada há de ilegal, mas vai doer no bolso do proprietário pelo tamanho do Ganho de Capital por ocasião de sua venda, ou seja, 15% sobre a diferença entre o valor pelo qual vender e aquele constante da Declaração de bens.
» Ricardo Artur Rosa,
Asa Sul

Lava-Jato

Senador escondendo dinheiro na cueca, bandido condenado a mais de 25 anos de prisão, solto por Habeas-Corpus, graças às mudanças votadas pelo STF, para favorecer políticos corruptos condenados em segunda instância. Tanta notícia em ebulição, que a mídia esqueceu a Lava-Jato, esperança dos brasileiros de verem os corruptos e demais infratores, julgados com rigor. Entretanto, a vaidade de uns e a necessidade de outros, questionam o procedimento de juízes e procuradores e estão tramando para acabar com esse tipo de julgamento. O cidadão comum ficaria feliz se fosse criada uma “franquia” da Operação Lava-Jato em todo território nacional. Talvez assim, não houvesse a ousadia de administradores na esfera federal, estadual e municipal, em plena pandemia da covid-19, locupletando-se das escassas verbas destinadas ao tratamento dos enfermos.
» Celso Benini,
Asa Norte

Home office

O Governo do Distrito Federal bem que poderia manter parte de sua equipe no teletrabalho, em regime de revezamento: metade da equipe no presencial e a outra em casa. Os benefícios para o trânsito são muito grandes, sem falar que o ar da cidade fica mais puro!
» Washington Luiz Souza Costa,
Samambaia

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