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Circe Cunha (interina) // circecunha.df@dabr.com.br
postado em 10/11/2020 22:34 / atualizado em 10/11/2020 22:35

A verdade
dos fatos


Dos muitos legados nefastos deixados pela era petista, nenhum outro se mostrou tão danoso para o Brasil quanto o reconhecimento da China como economia de mercado em 12 de novembro de 2004. Nesses 16 anos completados agora, o balanço geral para a indústria nacional é amplamente desfavorável ao Brasil, mormente se queira insistir que a China seja o maior parceiro comercial do nosso país.
Logo de início, é preciso lembrar que aquele acordo contrariou frontalmente o que dizia a própria Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), que definia, claramente, que uma economia de mercado era aquela determinada preponderantemente e de maneira livre pelas forças de mercado, quais sejam: os níveis de produção, consumo, investimentos e poupança obtidos sem a intervenção direta ou indireta do governo.
Com isso, o acordo da ONU, do qual o Brasil é signatário, foi desrespeitado em favor de aspectos de ideologia política, desprezando também o que mandava nossa própria legislação, quanto às condições para se avaliar que características devem ser obedecidas para que um parceiro comercial seja considerado uma economia de mercado.
Estudo elaborado por Abrão M. Árabe Neto e Fabrízio Sardelli Panzimi, intitulado Consequências do reconhecimento da China como economia de mercado, faz um histórico detalhado desses acordos e suas repercussões para a economia brasileira desde então. De acordo com esse estudo, nenhum dos quesitos, tais como grau de controle governamental sobre as empresas e sobre os meios de produção; nível de controle estatal sobre a alocação de recursos, preços e decisões de produção; legislação aplicável em matéria de propriedade, investimento, tributação e falência; grau em que os salários são livremente determinados por negociações entre empregados e empregadores; distorções herdadas do sistema de economia centralizada; níveis de interferência estatal sobre operações de câmbio, entre outros, foram obedecidos tanto pelo então presidente Lula da Silva quanto por sua sucessora Dilma Rousseff.
Com a pandemia mundial, esses tratados parecem ganhar ainda mais um significado sombrio, devido à quebradeira generalizada que se instalou nessa parte do planeta, sobretudo, em decorrência do controle exercido pelo governo ditatorial chinês sobre os acontecimentos que evoluiriam para o alastramento, sem precedentes, dessa virose, cuja origem ainda é matéria controversa.
Somente motivos econômicos têem livrado o governo daquele país de ser colocado frente a um tribunal internacional por crimes de severos efeitos para a humanidade. Falar, pois, em balança comercial e outros tópicos econômicos diante de uma razia dessa natureza, que só no Brasil já ceifou mais de 160 mil vidas, na melhor das hipóteses, não soa racional e humano. O agronegócio, aquele setor que não produz alimentos, mas, sim, lucros exorbitantes para seus proprietários, possui também parcela de culpa nessa história toda, desde o início, já que foi em nome e por pressão desse setor que toda essa história começou. Essa é a verdade dos fatos.


A frase que foi pronunciada:
“Embora o imperador seja rico, ele não pode comprar um ano a mais.”

Provérbio chinês

@amigoseboaaçao

» Voluntariado começa a arregaçar as mangas para alegrar o Natal de idosos e crianças. No dia 5 de dezembro, o grupo amigos e boa ação levará as doações recebidas para uma creche na estrutural. O grupo está arrecadando alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal e de limpeza. Veja no Blog do Ari Cunha como ajudar.


Nova lei

» Quando os pacientes tiverem do seu lado uma lei que lhes garanta indenização pelo atraso no atendimento em clínicas e hospitais, aí, possivelmente, o problema será resolvido. O que não justifica é marcar horário e atrasar mais de 40 minutos. Qualquer tempo é precioso. Tanto o do médico quanto o do paciente. O assunto merece discussão.


Defesa

» Procon autua vários postos da cidade por propaganda enganosa. Aplicativos e preços falsamente diferenciados ao consumidor renderam algumas dezenas de multas. Como defensor dos consumidores seria natural que o Procon prevenisse a todos publicando a lista dos postos autuados.


Dívida

» Hoje é dia de participar da 20ª Mesa de Debates sobre Direito Financeiro. O evento é organizado pelo IBDF. Maria Lucia Fattorelli discorrerá sobre o Sistema da Dívida Governando o Brasil. A reunição será via YouTube a partir das 8h30. Veja no Blog do Ari Cunha o link para inscrição.

 

História de Brasília

Merecia policiamento a Estrada Parque D. Bosco, para que isto não se repita. É lamentável, é triste, é humilhante a gente conviver com gente violenta. Na W-3, os estragos têm sido poucos, parecendo que o apadrinhamento das árvores tem surtido bom resultado. Mesmo assim, é melhor expor as árvores que colocá-las nos gradis que outras cidades usam. (Publicado em 18/1/1962)


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