Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 26/11/2020 22:52

Maradona

Poucos ícones do esporte mundial foram tão presentes e atuantes na política como Diego Armando Maradona. Com sua morte, fica a pergunta: Maradona foi usado pela política ou usou a política para interesses próprios? Ou ambos? Como jovem jogador da seleção Sub-20, venceu o campeonato mundial de 1979 e a vitória da equipe que liderou foi amplamente aproveitada pela ditadura argentina (1976-1983). Na época, um inexperiente Maradona não foi obstáculo para a estratégia de marketing do regime militar. Anos depois, suas relações políticas se tornaram evidentes. Em casa, esteve sempre vinculado ao peronismo, de direita e esquerda. Fora de casa, foi garoto-propaganda de líderes esquerdistas, entre eles o cubano Fidel Castro e o venezuelano Hugo Chávez. Diego Maradona foi muito próximo do ex-presidente Carlos Menem (1989-1999), talvez o representante mais direitista do movimento político argentino nas últimas décadas. O craque sempre evitou comentar questões como violações dos direitos humanos e corrupção, sombras de vários governos de esquerda na região. Retrato de uma vida cheia de contradições, deslizes e relações perigosas. No entanto, um gênio com a bola!
» Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

» Hoje (ontem) foi um dia repleto de jogos de futebol! Parece até que foram destinados a prantear Fernando Vannucci e Maradona! Foi possível observar a má prática do futebol do Brasil frente ao futebol europeu quando, no jogo Liverpool x Atalanta, a primeira falta aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo, e no jogo Ceará x São Paulo, aos 56 segundos do primeiro tempo. Será que os jogadores têm recebido essa orientação? Ou agem por conta própria? Por isso, nossa seleção não evolui: quantos jogadores que jogam nos clubes brasileiros a comissão técnica pode convocar?
» Cauby Pinheiro Junior,
Águas Claras


Descaso humano

Embora nada surpreendente para quem já defendeu a ditadura de cuecas e arminha na mão numa pudica revista dita masculina, Alexandre Garcia (25/11) atingiu seu paroxismo de descaso humano ao simplificar, com viés de justificativa, o assassinato de um homem negro — mais um — em um supermercado em Porto Alegre. Com agravante, compara aquela estupidez com o atentado ao presidente feito por uma pessoa com comprovados problemas psíquicos. Sem ruborizar-se, o colunista seria capaz de assim resenhar Romeu e Julieta... Era uma vez dois jovens, de famílias rivais, que se amavam. Os dois suicidam-se frente ao impossível amor.
» Ludovico Ribondi,
Noroeste


Corrupção

Eleições. Festa da democracia. Fator de regozijo de um povo livre e que pode escolher o seu destino. Seria ótimo se a ética e a honestidade fossem condições preponderantes dos que se apresentam para a disputa. Infelizmente, o que percebo, e creio que a maioria da população deve ter notado, é que, neste país, a política tem sido o reduto de muitos que querem se dar bem, doa a quem doer. É certo que existem exceções. Triste demais é constatar que, condenados ou envolvidos com a Justiça por terem arrombado os cofres da nação e dali desviado quantias inimagináveis para fins ilícitos, estão aí novamente, dando as cartas. Mais triste ainda é perceber que muitos eleitores parecem não se importar em dar nova chance a esses corruptos. O eleitor precisa se conscientizar de que o seu voto pode mudar o país e que o bem desta e das futuras gerações está em suas mãos.
» Vilmar Oliva de Salles,
Taguatinga


Paz no trânsito

Em vez de propor soluções mirabolantes, que podem descaracterizar o Plano de Brasília, como o Projeto Zona Verde, o GDF deveria focar a melhoria da segurança e fluidez do trânsito, com medidas simples e baratas, que estão ao seu alcance. A primeira seria proibir o estacionamento de carros em fila dupla e multar e rebocar os infratores, principalmente, nas entrequadras comerciais. Isso é ato infracional que causa retenções e engarramentos plenamente evitáveis. Toda a sociedade é penalizada pelo abuso de poucos. A segunda é uma campanha para educar motoristas a usarem a seta para mudar de pista ou virar à esquerda ou à direita. O não uso da seta, que é constante aqui, provoca incertezas a pedestres e a outros motoristas, estimulando acidentes. A terceira seria reforçar a educação de todos, pedestres e motoristas, quanto ao uso da faixa de pedestre, uma grande iniciativa do ex-governador Cristovam Buarque, que precisa ser bem usada. Uma última medida é reforçar, também por meio de campanha educativa, os cuidados que os motoristas devem ter com ciclistas e motociclistas, que são mais expostos e vulneráveis. Mas, também, mostrar a motociclistas e ciclistas que devem respeitar as leis de trânsito, não trafegar sobre as calçadas e terem todo cuidado com os pedestres, o elo mais frágil no sistema de mobilidade urbana.
» Ricardo Pires,
Asa Sul

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