A pandemia ainda não acabou

''A situação atual demanda atenção. No Distrito Federal, por exemplo, os números de casos do novo coronavírus voltaram a crescer. A Secretaria de Saúde entrou em alerta''

Adriana Izel
postado em 01/12/2020 06:00
 (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)
(crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Duzentos e sessenta e cinco dias. Trinta e sete semanas. Oito meses. Essa é a quantidade de tempo desde que foi decretada a pandemia da covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa volta no tempo que proponho é resultado de uma incredulidade de que hoje damos início ao último mês de 2020. Como muitos, quero que esse ano termine. A pena é que, diferentemente do que pregamos nas viradas, encerrar o ano não quer dizer, necessariamente, acabar com a pandemia.

A situação atual demanda atenção. No Distrito Federal, por exemplo, os números de casos do novo coronavírus voltaram a crescer. A Secretaria de Saúde entrou em alerta. Convocou uma coletiva de imprensa, ontem, em que o secretário Osnei Okumoto destacou que os aumentos foram impactados pelo “relaxamento por parte da população”.

No nosso caso, nem podemos “culpar” as eleições, que colocaram mais pessoas nas ruas, como aconteceu em outras localidades. Aqui, é notório que muitas pessoas decidiram, por conta própria, decretar o fim da pandemia e retomar a rotina anterior, promovendo aglomerações e se livrando das máscaras.

Mas o sinal de alerta está aceso. Não só aqui em Brasília, mas no mundo. A Europa já vive uma segunda onda, com países impondo novamente restrições. No Brasil, ainda não sabemos ao certo se já chegamos a essa etapa. Algo difícil de prever quando o país sequer deixou a primeira onda.

Os esforços para a chegada de uma vacina são grandes. A farmacêutica Pfizer concluiu as fases de testes e anunciou que a vacina produzida por eles é segura. A fabricante chinesa Sinovac mostrou-se capaz de produzir resposta imune em 97% dos casos. Estudo preliminar da Sputinik V apontou eficácia de 91,4%. Aguardamos, ainda, os novos resultados da AstraZeneca, que voltou atrás em relação à dosagem eficiente para a imunização, que havia demonstrado a necessidade de apenas metade da dose, o que dobraria o número de pessoas que poderiam ser imunizadas.

Mesmo que os imunizantes estejam disponíveis em 2021, ainda viveremos momentos de embate com a covid-19. A expectativa é de que parte da população seja vacinada. Diante de tantas situações ainda indefinidas, o momento é de cautela, de reforçar os cuidados higiênicos e evitar aglomerações. Estamos todos cansados da pandemia, só que é sempre bom lembrar que a crise sanitária ainda não terminou.

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