Energia
Sendo produtor rural em Planaltina-DF, vizinho do Núcleo Rural Fazenda Larga (82 chácara), compartilhei momentos de indignação das famílias pela interrupção ou má qualidade da energia elétrica exatamente na semana da entrevista do presidente da NeoEnergia. Testemunhei as perdas no sábado(12 de junho): pequenos motores de irrigação e lâmpadas queimados, produtos perdidos etc. Muita decepção e indignação. O presidente da NeoEnergia não sabe(?) ou esconde um fato relevante: recorde de tempo sem interrupção não significa disponibilidade de energia para motores trifásicos. Então, a lâmpada acende, mas a energia não os aciona.
» Paulo Romano,
Planaltina
» Na terça-feira (15), os moradores da Quadra 26 do Park Way ficaram por mais de 12 horas sem energia elétrica e sem previsão para restabelecimento do serviço. A energia caiu por volta das 23h e só retornou às 12h30 do dia seguinte. Ao ligar para a Neoenergia — companhia que assumiu a distribuição de energia após a privatização da CEB —, após um longo tempo de espera e digitação de números da conta e CPF, consegui falar com a atendente, que não sabia informar o ocorrido nem dava previsão de retorno do serviço. Trabalho em casa e fiquei 12 horas sem energia e sem internet. Além disso, o refrigerador estava repleto de alimentos. Prejuízo e indignação com a incompetência da Neoenergia. Com o preço cobrado pelo serviço, a empresa deveria estar preparada para resolver muito mais rápido, além de dar uma satisfação para o cliente.
» Marcelo Vitorino,
Park Way
Manifestações
Enquanto aparecem nessas manifestações as bandeiras de partidos políticos, sejam elas de esquerda ou de direita, e a presença de políticos ligados a esses partidos e os apoiadores do presidente Bolsonaro, essas manifestações não terão a presença de centenas de milhares de eleitores que estão indignados com a situação atual do Brasil nesta pandemia, tais como inflação em alta, desemprego, falta de vacinas, contaminação e quantidades exacerbadas de mortos pela a covid-19, além das atitudes de negacionista do presidente Bolsonaro diante das famílias que perderam seus entes queridos para o coronavírus. Diante dessa situação que estamos vivendo, ou melhor, sofrendo com essas perdas de mais de 500 mil pessoas para a covid-19, sugerimos aos organizadores das manifestações populares que, em vez de usarem bandeiras de partidos políticos, faixas desrespeitando a nossa Constituição e desmoralizando os poderes devidamente constituídos, peçam aos participantes que vistam roupas pretas, com faixas pretas em luto e respeito às famílias dos que morreram nesta pandemia.
» Evanildo Sales,
Gama
Preconceito
Apesar de grotesco e repugnável, o comportamento dos agentes de segurança pública que usaram imagens de símbolos sagrados da religiosidade afro-brasileira, por eles fotografados, para associar umbandistas e candomblecistas ao serial killer Lázaro Barbosa, bem expressa o quanto o poder público guarda o ranço da selvageria dos escravocratas do passado — muitos ainda adeptos dessa odiosa prática em todo o país. O noticiário, principalmente do Correio Braziliense, no fim de semana, deixou claro que os policiais, além da truculência que lhes é peculiar, falseiam a verdade para alimentar a intolerância religiosa e o racismo. Invadir terreiros, agredir um caseiro, destruir patrimônio e apetrechos sagrados são atos inspirados nas milícias neopentecostais do Rio de Janeiro, onde criminosos convertidos destroem e ameaçam de morte dirigentes e adeptos da umbanda e do candomblé. Causa repulsa e vergonha constatar que os policiais daqui também adotam o vandalismo contra os espaços religiosos dos afrodescendentes. Os governadores do Distrito Federal e de Goiás deveriam, no mínimo, se retratar diante dos afrorreligiosos, além, é claro, de apurar o flagrante abuso de autoridade dos seus subordinados, que precisam ser reeducados para respeitar a pluralidade e a diversidade de práticas religiosas existentes no país, como bem reconhece a Constituição brasileira. À imprensa fica o alerta: nem tudo que a polícia fala ou exibe merece credibilidade. Vale acrescentar que sou católica praticante e ficaria indignada se episódio condenável ocorresse na igreja que frequento.
» Giovanna Gouveia,
Águas Claras
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