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Correio Braziliense
postado em 18/07/2021 20:36

Trânsito

Balanço do Departamento de Trânsito do Distrito Federal mostra que a quantidade de flagrantes de desrespeito ao pedestre cresce a cada dia. A nossa cidade é considerada referência no país pelo respeito ao pedestre na faixa, mas temos vivenciado um crescente número de condutores que vêm agindo com desrespeito à vida, ao deixar de dar a preferência ao pedestre. O condutor precisa se conscientizar de que o pedestre é a parte mais vulnerável no trânsito e que, ao desrespeitá-lo, não estará apenas cometendo uma infração gravíssima, mas poderá provocar lesão corporal ou homicídio na direção veicular, vindo a responder por crime de trânsito. Costumo caminhar regularmente com meu cão pela Avenida Araucárias, em Águas Claras, e constato o enorme desrespeito que a maioria dos motoristas, motociclistas e até ciclistas tem com as faixas de pedestres. Curiosamente, noto que a cultura de que a preferência é do veículo pode ser vista até na reação dos pedestres que, quando algum carro para antes da faixa para que possam atravessar, eles agradecem, como se o ato fosse decorrente da gentileza do motorista, e não um de direito deles. Infelizmente, o desrespeito à faixa de pedestres denota uma postura irresponsável, insana e falta de empatia de quem está atrás do volante.
» Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Fundo eleitoral

Problema é o que não falta no nosso país. Cerca de 15 milhões de desempregados, mais de 119 milhões de brasileiros sem ter o que comer, famílias angustiadas com a perda de mais de 540 mil entes queridos, vitimados apenas pela covid-19. Não se pode esquecer que a dívida pública está nas alturas, inflação também elevada, fortes indícios de corrupção no governo e muitas outras mazelas que a sociedade enfrenta. Mesmo assim, numa insofismável falta de empatia, fomos mais uma vez surpreendidos com a indecorosa decisão do Congresso Nacional de aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022 com um aumento de 300% no famigerado Fundo Eleitoral. O montante aprovado é de R$ 5,7 bilhões. Da bancada do DF na Câmara, votaram a favor da medida os deputados bolsonaristas Laerte Bessa (PL) e Bia Kicis (PSL), autora da descabida proposta do voto impresso que, se aprovada, criará despesas desnecessárias da ordem de R$ 2 bilhões para o erário. Ficaram em cima do muro, porque inexplicavelmente não compareceram à sessão, Celina Leão (PP) e Júlio César Ribeiro (Republicanos). Os demais parlamentares da Câmara votaram contra. Nossos cumprimentos para eles. Em relação à bancada no Senado Federal, felizmente houve unanimidade, Reguffe (Podemos), Izalci (PSDB) e Leila Barros (PSB) votaram contra o maldito fundão. Parabéns aos três, com destaque para o senador Reguffe, pelo seu combativo espírito de luta, voltado para o combate à corrupção e a favor da austeridade nos gastos públicos, sempre na intransigente defesa dos interesses da coletividade. É um exemplo a ser seguido por quem está ou pretende ingressar na política partidária. Suas atitudes nos inspiram e nos dão esperança de que o Brasil poderá encontrar o progresso e bem-estar de todos, desde que saibamos escolher bem nossos representantes.
» José Leite Coutinho,
Sudoeste


Cooperativismo

O cooperativismo brasileiro, em alguns setores, tem significado de desenvolvimento. Entre eles, está o cooperativismo de crédito. Numa espécie de ramificação, num prolongamento de atividades, estariam as cooperativas mistas e cooperativas agropecuárias. Dados que comprovariam estão na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pois está havendo ofertas de atividades de crédito com custos menores. Enquanto o lucro dos Bancos caiu em 2020, há que se registrar o centenário do cooperativismo brasileiro, a partir de exemplos válidos e fortes, como a Sicredi, uma das primeiras cooperativas de crédito da América Latina. O reconhecimento do cooperativismo brasileiro leva-nos a resultados úteis para o desenvolvimento mais harmônico nacional, como: a) forma de melhor disseminar o crédito; b) democratizar o capital; c) interiorização da produção, por meio de cooperativas agrícolas; d) desconcentração da renda nacional; e) interiorização do desenvolvimento; f) aumento do número de associadas das cooperativas.
» José de Jesus Moraes Rêgo,
Asa Norte

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