Relações internacionais

Juntos para inaugurar melhor futuro com união e solidariedade

o dar prioridade ao Brasil na cooperação contra a covid-19, a China foi o primeiro país a desenvolver uma parceria com o Brasil em matéria de vacinas. Vieram da China tanto o primeiro lote de imunizante quanto a primeira dose aplicada em solo brasileiro

» YANG WANMING Embaixador da China no Brasil
postado em 15/08/2021 06:00
 (crédito: Anne-Christine POUJOULAT / AFP)
(crédito: Anne-Christine POUJOULAT / AFP)

Hoje, 15 de agosto, as relações diplomáticas China-Brasil comemoram seu 47º aniversário. Em retrospecto, o respeito mútuo, a cooperação de ganho mútuo e o progresso comum têm sempre sido o alicerce e a força motriz para o aprofundamento e a expansão dos vínculos de amizade entre os dois países. Graças ao empenho de seguidas gerações, as relações bilaterais desenvolvem-se com passos firmes, a cooperação alcança cada vez maior abrangência, os laços humanos estão cada vez mais próximos. O nosso relacionamento bilateral, com crescente importância estratégica e global, tornou-se um bem comum para os nossos dois povos.

Ao avaliar as relações com o Brasil sob uma perspectiva estratégica e de longo prazo, a China está determinada a trabalhar com todos os setores da sociedade brasileira a fim de defender um ambiente virtuoso que propicie o avanço das relações bilaterais. Nos últimos anos, líderes de ambos os países mantiveram diálogos em trocas de visitas, telefonemas e correspondências, alcançando importantes consensos que norteiam o desenvolvimento das relações sino-brasileiras. Floresceram as interações entre governos, partidos políticos, órgãos legislativos, autoridades subnacionais e empresariado, bem como os intercâmbios em arte, cultura, ciência, tecnologia e inovação.

Para o lado chinês, a parceria com o Brasil está alicerçada em respeito mútuo, igualdade, benefício recíproco, abertura e transparência. Nos últimos 12 anos, a China tem sido o maior parceiro comercial e uma importante fonte de investimento estrangeiro no Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, as exportações brasileiras para a China aumentaram 33,2% e respondem por um terço do total de vendas do país, além de gerar quase 70% do superavit comercial brasileiro. Mesmo durante a pandemia, grandes projetos de investimento mantêm andamento fluído. O consórcio de empresas chinesas iniciou a construção da ponte marítima Salvador-Itaparica; a empresa chinesa venceu o leilão da empresa gaúcha CEEE; avançam cooperações mutuamente benéficas em áreas tradicionais e emergentes, como infraestrutura, energia e eletricidade, agricultura, tecnologia da informação e finanças. É um reflexo do alto grau de complementaridade e resiliência da parceria sino-brasileira.

Ao dar prioridade ao Brasil na cooperação contra a covid-19, a China foi o primeiro país a desenvolver uma parceria com o Brasil em matéria de vacinas. Vieram da China tanto o primeiro lote de imunizante quanto a primeira dose aplicada em solo brasileiro, além de quase 80% dos imunizantes e dos insumos disponíveis em todo o país. A parceria com a China fez do Brasil o primeiro país da América Latina a ter capacidade de produzir uma vacina contra o coronavírus. Na primeira reunião do Fórum Internacional sobre Cooperação em Vacinas contra a covid-19, realizada recentemente, os 23 países participantes, incluindo a China e o Brasil, emitiram uma declaração conjunta solicitando esforços combinados e coordenados da comunidade internacional para promover uma distribuição justa, tempestiva, universal e equitativa, com acessibilidade econômica. O presidente Xi Jinping anunciou que a China fará todo o possível para fornecer ao mundo um total de 2 bilhões de doses ainda este ano e doar US$ 100 milhões à iniciativa Covax Facility. Trata-se de mais um passo da China para honrar o compromisso de tornar suas vacinas um bem público global, estendendo todo o apoio ao Brasil e aos demais países no combate à covid-19.

Atualmente, a China busca um crescimento de qualidade, orientada por uma nova filosofia de desenvolvimento com os parâmetros de inovação, coordenação, sustentabilidade, abertura e compartilhamento. No primeiro semestre deste ano, o PIB chinês aumentou 12,7%, enquanto o comércio de mercadorias registrou uma alta de 27,1%, destacando, cada vez mais, a força motriz gerada pela capacidade de inovação e pelas demandas do mercado interno. Ao aprofundar as reformas e ampliar a abertura ao exterior, o país criará mais oportunidades para o Brasil e os demais países.

A pandemia e as transformações que vivemos neste momento, as maiores dos últimos 100 anos, deixarão no mundo um impacto sistemático e de longo alcance. Maiores nações em desenvolvimento nos hemisférios Oriental e Ocidental e principais economias emergentes, nossos dois países compartilham uma vasta gama de interesses comuns e imensa perspectiva de parceria. Com solidariedade, a China está disposta a unir forças com todos os setores da sociedade brasileira para aumentar a confiança recíproca, aprofundar a cooperação e ampliar os ganhos mútuos. Juntos, alcançaremos o progresso comum e um futuro promissor para os nossos povos.

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