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Circe Cunha (interina)
postado em 09/10/2021 22:08

Falta menos de um ano para as eleições de 22

Faltam pouco menos de 12 meses para as eleições gerais que escolherão, em 2022, os nomes do presidente da República, dos governadores, dos deputados das Assembleias Legislativas dos estados, dos 513 deputados federais, além de um terço dos 81 membros para o Senado. Trata-se de um evento da maior importância para o Brasil, e que poderá, dependendo da seriedade dos eleitores, mudar os rumos do país, livrando-o, quem sabe, de uma queda iminente num abismo profundo.

Por certo, o governo não fará nenhuma mudança de rumo nem uma revolução na esfera do Executivo, confiando, talvez, que seus apoiadores não só entenderão os motivos, como vão apoiá-lo até o fim. Diante das circunstâncias, acredita-se que o atual chefe do Executivo fará é repetir o modelo de gestão de governos passados, que, na reta final das eleições, gastam até o último centavo dos recursos públicos com políticas populistas, que agradam os eleitores mais carentes e, com isso, obtendo adesões interesseiras de última hora.

Convenhamos que essa é uma estratégia, ao mesmo tempo, irresponsável e suicida, uma vez que, na hipótese de vir a ser reeleito, terá que governar com os cofres esvaziados e sob a mira daqueles a quem prometeu mundos e fundos. Até 2 de outubro de 2022, o governo terá que encontrar um projeto consistente que detenha a escalada da inflação, posicionada em dois dígitos e uma das mais altas desde o Plano Real.

Sobre o que interessaria de fato a nação, que são as reformas, não existem perspectivas à vista. Aliás, essas reformas, tão necessárias e tantas vezes negligenciadas, tanto pelo Executivo quanto pelo Legislativo, não ocorrerão em ano eleitoral, quando os políticos estão mais preocupados em voltar ao poder, e não em discutir mudanças que, em última análise, retirarão direitos conquistados pelos eleitores. Além disso, as negociações para a formação de frentes políticas, que venham a se estabelecer como possível terceira via, estão em andamento, o mesmo acontecendo com as costuras feitas pelo ex-presidente e ex-penitenciário Lula da Silva, que seguem fortes nos bastidores, principalmente na construção de armadilhas e outras tramoias sujas para afastar quaisquer candidatos que venham se colocar no caminho do Partido dos Trabalhadores. Mais do que nunca, esta será uma campanha em que o PT vai empenhar todas as suas forças, a fim de tentar apagar os muitos crimes cometidos por essa legenda e por seus filiados a partir de 2003.

Eles virão com sangue nos olhos, sabendo que essa pode ser a última oportunidade para voltar ao Planalto, de onde sonham em vingar-se daqueles que descobriram seus malfeitos e crimes. Essa não será uma eleição como as outras, porque há muitas explicações a serem feitas aos cidadãos, que, na sua grande maioria, perdeu, há muito tempo, a crença nos políticos nacionais. Com a aproximação das eleições, aumenta também a dança das cadeiras dos candidatos, todos afoitos em apresentar propostas que, sabem, não poderão, nem de longe, cumprir. Criados partidos gigantes que, com o otimismo exagerado, se alinha ao jogo eleitoral e ajuda a ganhar votos, melhor mesmo é se mostrar positivo e proponente.

Soubessem eles o tamanho do desafio que têm pela frente, com certeza, se apresentariam diante dos eleitores com maior parcimônia e mais comedimento na arte de prometer. De todos os desafios que se apresentam na atualidade, nenhum é mais premente do que o ambiental. Nesse setor, repleto de adversidades, o maior e mais urgente problema é o alastramento contínuo do fenômeno da seca por todo o território nacional.

Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a seca é hoje o maior desastre ambiental em processo no país, afetando praticamente todo o país de norte a sul. A falta de chuvas e a estiagem constantes não estão mais restrita, como anteriormente ao Nordeste e ao tradicional Polígono da Seca. Estudo elaborado pelo IBGE, intitulado Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic) e Perfil dos Estados Brasileiros (Estadic) 2017, mostra que entre 2013 e 2017, praticamente metade dos 5.570 municípios (48,6%) vem registrando episódios de seca. Embora a maior parte deles esteja concentrada no Nordeste, a estiagem, ocasionada pela escassez severa de chuvas, atinge, inclusive, o Sul do Brasil. Trata-se, obviamente, de um problema que, por suas dimensões, nenhum candidato terá condições de resolver, quer por sua abrangência, quer pela exiguidade na duração do mandato em relação à extensão de tempo necessário para empreender um amplo e eficaz programa de combate à seca.

Os avisos sobre a intensificação da seca em todo o país vêm sendo feitos na forma de constantes e repetidas crises hídricas que, ainda hoje, têm reflexos no dia a dia da população. Rio de Janeiro e São Paulo, na região Sudeste, também experimentaram prologados e preocupantes períodos de estiagem, que resultaram em penosos racionamentos de água para seus habitantes. Além da seca inclemente, a pesquisa do IBGE listou outros desastres ambientais como deslizamentos, erosão e enchentes que vêm atingindo diferentes regiões do país, deixando um rastro de prejuízos e de preocupações. O pior, segundo o IBGE, é que 60% dos municípios brasileiros não têm nenhum mecanismo especializado e direcionado à prevenção desses desastres naturais.


A frase que foi pronunciada

“Uma das primeiras condições para a felicidade é que o elo entre o homem e a natureza não seja quebrado.”
Leo Tolstoy


História de Brasília
Não sei porque, também, qualquer pessoa paga telegrama, e deputado não paga. O resultado é o abuso que tem sido denunciado, seguidas vezes, de deputados que utilizam o DCT como serviço particular. (Publicada em 10/2/1962).

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