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Correio Braziliense
postado em 09/10/2021 22:33

Redes sociais

O apagão nas redes sociais semana passada confirma que o comércio e as atividades de trabalho são seus dependentes. A evolução fantástica da ciência estreitou o mundo e não é mais possível viver sem essas ferramentas que dão agilidade ao nosso cotidiano. Podem surgir outros dispositivos aperfeiçoados como sinal crescente do avanço. E é bom que esse upgrade se torne resolutivo cada vez mais. Somos senhores de um novo tempo, e temos que entender de forma consciente essa nova paisagem. Comungo com os que acreditam que é o inescapável mundo novo propalado por Aldous Huxley, mas que, nesse novíssimo mundo, está embutido a despersonalização de nossa formação cultural baseado na leitura organizada, planejada, elaborada com critérios profissionais, como os periódicos e livros, ao contrário da superficialidade dos conteúdos dessas redes sociais, que nos entretêm e não vemos o tempo passar e não nos deixam rastro de formação cultural sólida. O importante é que se leia livros e periódicos, não importa o suporte, se impresso ou digital. Será que estou sendo alarmista? Basta ver a média diária de tempo que passamos nas redes sociais, avisado por nossos celulares. Vi o desespero de pessoas por causa do tilt nas redes sociais como opção de lazer. Outro engolidor de tempo são as séries televisivas. Não temos a mesma sede por livros, porque, quando menos se espera, o seriado xis estava tão bom que esquecemos de há quanto tempo não lemos um simples livro. Será que não é bom um apagão uma vez por mês? Não para o comércio e trabalho, lógico.
» Eduardo Pereira,
Jardim Botânico


Pandemia

Primoroso e candente o editorial “O horror da pandemia”(9/10), analisando a tenebrosa quadra de horrores e tragédias que até o momento matou mais de 600 mil brasileiros. O editorial é incisivo e implacável. Avalia com precisão os estragos que a covid-19 causou às famílias. Lamenta a omissão, o pouco-caso e a insensibilidade do governo Bolsonaro na compra das vacinas, salientando que “um assunto extremamente sério, de saúde pública, foi politizado, e uma parcela importante de autoridade e da população se apegou ao negacionismo”. O texto lembra das patetices do chefe da nação, debochando das normas sanitárias e chamando o vírus da covid-19 de “gripezinha”. Como se a desgraça fosse pouca que abateu o país e os brasileiros, o editorial salienta que, além de tudo, “o desemprego continua altíssimo, e a pobreza atinge milhões de brasileiros”. O editorial termina com uma verdade que, lamentavelmente, dói na alma: “As sequelas da pandemia serão sentidas por muito tempo”.
» Vicente Limongi Netto,
Lago Norte


Dança das cadeiras

Na véspera do depoimento do presidente à Polícia Federal (PF), no inquérito que apura a hipótese de interferência política na corporação, o seu diretor-geral troca do cargo o titular da Superintendência da instituição, em Brasília. Por coincidência, era essa autoridade que vinha investigando a infiltração de uma informante bolsonarista no STF e outros crimes, como tráfico de influência e lavagem de dinheiro, praticados por um grupo que teria prestado “apoio” a um dos filhos dele, “para abrir uma empresa de eventos”.
» Lauro A. C. Pinheiro,
Asa Sul


Diálogo

Tão bom dialogar com ela sobre poesia;/ há assim uma leveza, nada de tristeza.../ O mundo é feito em diversidades seja nos campos ou nas cidades./ Tão bom dialogar com ela sobre poesia;/ perto ou longe da maresia.../ O mundo é de dicotomias;/ Deus, elimine a pandemia/ acolá, a gata bem já mia!/ Tão bom dialogar com ela sobre poesia/ assim a vida fica mais leve, / e entendemos os mistérios do passeio em ultraleve!/ Bom até demais dialogar com ela sobre poesia/ surge o aroma bom/ ao entoar da mágica melodia.
» Antônio Carlos S. Machado,
Águas Claras


Mega-Sena

O prêmio recente da Mega-Sena, conquistado por só um sortudo, foi apostado numa lotérica do Lago Sul. Além da notícia na imprensa, imediatamente a loja colocou uma faixa para divulgar o ocorrido, para atrair apostadores ao local. Enquanto isso, diversas pessoas, que faziam apostas em outras casas, fizeram filas para apostar ali, acreditando que aquele local “dá sorte”. No meu entendimento, o que as pessoas deveriam fazer é, ao contrário, fugir dessa casa de apostas por algum tempo, pois, pela lei das probabilidades, sabe-se que as chances de repetição do ocorrido naquela loja, dificilmente, ocorrerão tão cedo. Aliás, o local onde foi feita a aposta nada tem a ver com o prêmio. O sortudo teria ganho o prêmio em qualquer loja desse imenso Brasil, pois os números sorteados estavam simplesmente na cabeça do apostador. Mas as pessoas parecem ignorar tal fato, movidas pelas crenças que carregam desde que nascem.”
» Hélio Socolik,
Lago Sul

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