OPINIÃO

Vacina, urgente, para crianças

Cida Barbosa
postado em 04/11/2021 06:00

Não vejo a hora de a vacina contra a covid-19 ser autorizada para crianças de 5 a 11 anos. Lá em casa, a de 12 foi imunizada tão logo liberaram para a faixa etária dela. As duas mais novas estão à espera. Espero que até dezembro a proteção chegue, enfim, para todo esse grupo.

Vacinas são descobertas formidáveis da ciência. Graças a elas, de dois a três milhões de pessoas no mundo escapam da morte por doenças preveníveis, como atesta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Graças a elas, a expectativa de vida aumentou. Sim, estamos vivendo mais porque a imunização tem conseguido controlar e erradicar moléstias infecciosas.

Infelizmente, há os que trabalham para tentar fazer o mundo regredir no combate a doenças. Movimentos antivacinas — proliferados em escala global — disseminam fake news e teorias da conspiração das mais bizarras. Eles colocam em dúvida a segurança dos imunizantes, e pais ou responsáveis, por desconfiança ou medo, recusam vacina para si mesmos e, pior, para os filhos.

Mesmo agora, em meio a uma pandemia — responsável por dizimar quase 610 mil pessoas no Brasil —, os antivacinas tentam sabotar os imunizantes que, para nosso alívio, a ciência conseguiu desenvolver no enfrentamento deste mal. Eles espalham que as doses provocam alteração do DNA, têm implante de microchips rastreáveis, são feitas de tecido pulmonar de fetos abortados, entre outras insanidades.

Vimos, no fim do mês passado, que diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram ameaçados de morte para não liberarem vacina a crianças de 5 a 11 anos! O argumento, enganoso, é de que imunizantes contra a covid-19 são experimentais. Não são. Todos os adotados no país tiveram eficácia e segurança comprovados em testes clínicos e passaram pelo crivo da Anvisa.

Nos Estados Unidos, que acabaram de autorizar doses da Pfizer para esse grupo, a vacinação já começou. Que o Brasil faça o mesmo, o mais rapidamente possível. Todos nós temos o dever de agir para que meninos e meninas recebam imunização, não só contra a covid-19 como contra doenças infecciosas em geral, casos de sarampo e poliomielite.

Se há uma coisa que ainda funciona no Brasil — apesar de tentativas recentes de miná-lo — é o Plano Nacional de Imunização. Vacinas gratuitas, ao alcance de todos. Então, não deixemos que a covid-19 e doenças preveníveis ameacem ou impactem ainda mais a vida de crianças.

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