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Correio Braziliense
postado em 05/12/2021 00:01

PEC dos Precatórios

A PEC dos predatórios, digo, Precatórios, está aí para comprovar que, entra governo sai governo, planejamento não é o forte de nossos governantes. De forma reflexa à aprovação dessa PEC, é de se perguntar se os nobres parlamentares que afiançam essa medida tivessem dívidas vultosas a receber de prováveis endividados perdoariam seus devedores ou entrariam de imediato na justiça contra os maus pagadores caloteiros salafrários. Ou essa benevolência passa alhures a seus graus de consciência? Acolher os desprovidos, visando robustecer seus poderes políticos de forma descarada, é erigir o charlatanismo como bandeira política norteadora do país. Não como solução para extinguir nossa miséria. E aí não há como reclamar do grau de desconfiança no concerto das nações sobre nossa imagem como uma republiqueta. Essa é uma dívida grande porque o Brasil é grande, podem alegar os nobres parlamentares, mas também se pode alegar que os parlamentares é que são corpos estranhos ao país. Daqui a pouco os exemplos dos nobres parlamentares caloteiros serão modelos nos penduras até nos botecos, e o jargão correrá em todas as esquinas do país de que caloteiros existem em todo mundo, mas quase todos no Congresso Nacional. Para o CN, a miséria está em primeiro plano. Sem ela, não há como os parlamentares se reelegerem, objetivo maior.

Eduardo Pereira,

Jardim Botânico

Tradição

A tradição agrícola brasileira tem muito a ver com a agricultura gaúcha. Essa cultura de raiz apresenta prós e contras. Prós quando se depara com a sua influência positiva. Isso quando se vê que a soja tropical veio para centro-norte pelas mãos dos gaúchos. Esse fato aconteceu também com a uva , trigo e com outras culturas. Contras, pela própria índole dos meus conterrâneos que desbravam a terra sem cuidar daquilo que é importante: o meio ambiente. O Código Florestal estabelece que 30% das áreas agricultáveis devem ser preservadas. Isso nem sempre acontece no Brasil. A saída dos gaúchos de seu estado de origem deveu-se ao esgotamento de áreas agrícolas, o que os forçou a desbravar outras terras. O clima frio beneficia as terras gaúchas, ao proporcionar a formação de reservas nutricionais no descanso da cultura, o que acontece principalmente com o trigo e com a uva. No Brasil Tropical, no entanto, o fotoperíodo, ou a maior insolação, as culturas, quando adaptadas (cultivares criadas pela Pesquisa) levaram os agricultores a terem sucesso em seu empreendimento.

Enedino Corrêa
da Silva

Asa Sul

Eleições

Dias atrás, afirmei que o país almeja e precisa buscar um predestinado, um estadista, um líder nato que possa conduzir a nação por caminhos menos tortuosos, mais seguros, pavimentados e limpos. A dificuldade maior que antevejo é que as seleções dos candidatos estão a cargo dos partidos políticos. Em nosso país, aí é que mora o perigo. Tais importantes decisões estão a critério dos mesmos de sempre, dos indivíduos que não cansam de aprontar com o Brasil. Com algumas exceções, além dos altos escusos interesses em causas próprias, não se vexam em apresentar aventureiros aos votantes. É um tal de "toma lá dá cá", "eu te ajudo, você me ajuda". É um Deus nos acuda. A continuar desse jeito, com essa mesma turma, com essa forma irresponsável de lidar com a coisa pública, acredito, serão pelo menos 20 ou 30 anos sem conserto. Gerações não terão a oportunidade de curtir o, antes, tão falado país do futuro, que graças à mesma turma, por suas atitudes e ações, parece cada vez mais se distanciar. Mas o brasileiro é resiliente, não desanima fácil, cultiva a esperança. Então, vamos acreditar! Quem sabe, em 2022, possa ocorrer o início de um milagre. E claro, para isso, os céus precisam contar, certamente, com o apoio dos eleitores.

Vilmar Oliva de Salles

Taguatinga

Crise sanitária

A CPI da Covid-19 cometeu alguns erros, mas, no geral, merece algum elogio. Só que a apuração não vai ter qualquer resultado prático. Os crimes apontados contra o presidente Jair Bolsonaro e os parlamentares estão no banho maria. O procurador-geral prometeu que cumpriria a Constituição e a lei tão logo recebesse o calhamaço de mais de mil páginas. Realmente, no prazo de 30 dias, ao recebê-lo, deu parecer sem indiciar ninguém e jogou a bomba no Supremo Tribunal Federal para apurar, ouvindo previamente os acusados. É nova apuração e, assim, a CPI foi apenas encenação e perda de tempo.

José Lineu de Freitas,

Asa Sul

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