» Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 22/03/2022 00:01

Praias do Piauí

Vira e mexe, mesmo com a pandemia ainda na ativa, recebemos em nossas casas, amigos para um bate papo. Todos com a prevenção necessária. Papo gostoso, até que o amigo tocou no assunto turismo nas praias do meu Piauí. Disse-me que Luís Correia e praia do Coqueiro (praias lindas e de água calma) estão abandonadas e sem turistas ou atrativos. Disse que Embu, no sábado, não havia ninguém. O governo do estado não faz propaganda do nosso belo litoral. A publicidade que vimos por meio da mídia foi protagonizado pelo ex-presidente "mais honesto do mundo", Lula, tomando banho junto com bodes numa das praias. Por que será que o governo pífio e horrendo do meu estado deixa a ver navio o turismo do nosso litoral? Porque não investe em propaganda como se faz em outras unidades litorâneas? Visite o litoral do Piauí e conheças lindas praias.

José Monte Aragão,

Sobradinho

Exercícios e saúde

Enriquecedores e relevantes os argumentos enumerados por Maria Rita Soares na reportagem da Revista do Correio de domingo (20/03). De fato, a prática de atividades físicas tem comprovado efeito preventivo, tanto à nossa saúde física, bem como mental. Assim sendo, concordo que o autocuidado, por ela mencionado, certamente poderia ser comparado a um eficiente processo terapêutico. Já com relação às perdas, sobretudo decorrentes do nebuloso período de pandemia, mesmo que amargas e doloridas, creio que devam ser encaradas como uma espécie de elixir a outro processo pelo qual naturalmente passamos ao longo da vida — inclusive, se inicia a partir de nosso nascimento — e que serve para forjar nosso necessário amadurecimento. Sobre a temática, recomendo a leitura da PHD Judith Viorst (Perdas necessárias). Por derradeiro, porém jamais menos importante, acredito verdadeiramente que o "amor ao próximo" — valor assistencialista presente, dentre os valores do movimento "Amigos do time KOBRA" — sabidamente resgatado no texto da psicóloga, nos liberta e, portanto, detém o real poder de ajudar no enfrentamento de dissabores, além de situações estressantes, proporcionando bem-estar. Exatamente por isso, inclusive, todos deveriam praticar tal substantivo (ou superlativo, talvez mais apropriado à nomenclatura) com a maior frequência possível. Paz e bem!

Nelio 'KOBRA' Machado,

Asa Norte

Estatais

Num mundo e numa época de questões complicadas, há coisas muito fáceis de consertar no Brasil. É bom, porque Deus sabe que temos nossa cota de espinhos, e qualquer oportunidade deve ser aproveitada para tirar da frente as dificuldades que foram colocadas aí por nós mesmos, e que podem ser resolvidas pela mera vontade real de trocar o errado pelo certo, pelo uso da cabeça e pela aplicação de uma dose mínima de competência. Melhor dizendo: "nós mesmos" que inventamos os problemas. Eles foram criados pela sucessão de governos que o Brasil vem tendo há muito tempo, e criados sempre da mesma forma, no escuro, por grupos equipados com os meios de gerar despesas nas contas do Estado e pela ação de quem manda no aparelho administrativo do país. Esses são problemas só para os 218 milhões de brasileiros: para seus criadores são uma belíssima solução. Servem para atender a seus interesses particulares, sempre, com a desculpa de que são indispensáveis para o desenvolvimento nacional, para o "avanço social" e para o triunfo geral da virtude. Atendem por um nome que acabou por tornar-se amaldiçoado: "empresas estatais". Esses interesses a população sabe muito bem quais são. Empregos pagos com salários altos e dinheiro público, possibilidade de fazer negócios privados em benefício pessoal, atendimento a familiares e amigos. Não há, jamais, a necessidade de produzir algum resultado. Ninguém é responsabilizado por nada. A noção de metas a cumprir, ou outros mandamentos rudimentares até para a operação de um carrinho de pipoca, é desconhecida. Funcionam, em grande parte, como usinas de corrupção. Há exceções, com pessoas competentes, trabalho sério e benefícios para a população. Mas, infelizmente, não é essa a regra.

Renato Mendes Prestes,

Águas Claras

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