» Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 25/03/2022 00:01

Por uma Brasília melhor

Brasília não tem recebido a atenção e os cuidados devidos dos governantes. Ocupações irregulares, destruição de área verde, sujeira, excesso de carros e insegurança ameaçam a capital, seu patrimônio e a qualidade de vida. É preciso que a fiscalização de postura e do Detran funcionem, melhorem a iluminação e retorne o policiamento comunitário. A presença da PM inibe o crime. Como todo ser vivo, Brasília precisa de preservação, recuperação do que é degradado e de pequenos ajustes, que a evolução recomenda. Na preservação, é essencial manter o caráter residencial das superquadras e a dimensão restrita do comércio local, cuja ocupação por comércio de maior porte e sem limites, como bares, atrai centenas de pessoas e carros, com graves problemas, como ocupação e degradação de áreas verdes, estacionamento em fila dupla e na entrada e interior das quadras, sujeira, poluição sonora e conflitos. A crise fez crescer muito o número de pessoas em situação de rua, é preciso ação do governo que os acolha, proteja e promova. Com relação a recuperação, é urgente melhorar o asfalto e calçadas das quadras e cuidar das áreas verdes, que dão a Brasília o título de cidade parque. A moderna Brasília não rima com poluição e pede linhas circulares de VLT nas duas asas. Passagens subterrâneas podem ficar mais seguras com pequena alteração no seu trajeto proposta pela Administração de Brasília ao GDF, nos anos 2007-2008.

Ricardo Pires,

Asa Sul

Mercado

A bolsa de valores reage. O dólar cai. Isso parece um paradoxo. Não é. Conforme sobem os juros, em termos, de maneira incrível, mais atraente se apresenta o mercado brasileiro. Em geral, as commodities, valorizam e a economia sobrevive, diante de tantas adversidades. O Brasil é forte, embora o governo persista em seus erros. Sejamos honestos e coerentes com os nossos princípios e venceremos. Isso se Deus quiser, e Ele quer; basta colaborarmos. O mercado acompanha o cenário, e uma terceira via nas eleições deste ano, o beneficiaria, evitando o radicalismo e o totalitarismo.

Enedino Corrêa da Silva,

Asa Sul

Valores

Lamentável a situação do país no que se refere aos valores éticos de muitos daqueles que se apresentam aos eleitores para a disputa dos mais importantes cargos públicos de comando do país do corrente ano. Observa-se pela mídia que muitos desses candidatos, de acordo com a Justiça, marcaram presença e tiveram participações importantes nas incríveis roubalheiras dos mensalões, do petrolão, entre outras aberrações que causaram prejuízos inimagináveis à nação. Quanto ao cidadão brasileiro, após tudo isso, deve estar muito difícil aceitar o fato de que esses mesmos indivíduos estejam a postos, livres e em perfeitas condições de ocuparem os cargos citados. Vai entender os intrínsecos argumentos jurídicos com os quais a nossa Suprema Corte tem tratado tais ocorrências, como foi o caso de um ex-presidente da República, no qual foi passada uma borracha nas condenações em segunda instância por colegiado da justiça, deixando livre o caminho para que, novamente, possa se candidatar à presidência. Muito estranho é o comportamento da grande mídia. Mantém-se pianinho perante esse fato e parece ter o prazer em divulgar a liderança do ex-presidente nas pesquisas de opinião. E o que dizer dessa turma de parlamentares que se estrebucham para derrubar a PEC da prisão após a condenação em segunda instância e, dessa forma, inviabilizar uma possível temporada de alguns deles, atrás das grades. Brasil, como sair dessa?

Vilmar Oliva de Salles,

Taguatinga

De volta à caserna

Em relação à provável chapa Lula e Alckmin, na disputa pelo Palácio do Planalto, o vice-presidente, general Mourão, lembrou que ambos, antes adversários políticos, trocavam xingamentos: "Um chamava o outro de ladrão". A lembrança do general é correta. Mas o que ele diria do governo Bolsonaro? Quando candidato, Bolsonaro jurou para os eleitores que manteria a Operação Lava-Jato; que seria implacável com a corrupção, garantiu que se um ministro fosse suspeito de algum desvio, seria afastado do cargo. Além de não cumprir nenhuma das promessas, o governo Bolsonaro, entregou a chave do cofre ao Centrão, formado por parlamentares que se destacaram na vida pública pelos seus atos de corrupção. No âmbito familiar, todos os filhos do presidente estão encrencados com a Justiça, mas contam com a blindagem do procurador-geral, Augusto Aras, que negligencia as obrigações do cargo, para se colocar como ajudante de ordem do capitão. As mudanças recorrentes de cargos na Polícia Federal não têm outro objetivo senão o de evitar que as apurações de crimes que, provavelmente, colocariam o clã Bolsonaro ante os tribunais. E os escândalos das vacinas e, agora, do Ministério da Educação? Na fila do pão, quem é Mourão para criticar Lula e Alckmin, que, por diversas vezes, declarou que Bolsonaro era "um bom sujeito" e, hoje, é seu inimigo? Poupe-nos, general. Lugar de militar é na caserna.

Euzébio Queiroz,

Octogonal

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