» Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 12/04/2022 00:01

Trisal

Sinal dos tempos! Não pensei que viveria tanto tempo para ver essa notícia, para mim esdrúxula, que agora existe o "trisal", três pessoas vivendo juntas em concubinato (Revista do Correio, de 10/4)! Primeiramente, foi decidido que duas pessoas do mesmo sexo podem viver juntas formando uma família, decisão essa referendada pela nossa Suprema Corte. Pelo andar da carruagem, provavelmente, daqui há pouco tempo teremos a Justiça se pronunciando a respeito da união estável entre três adultos. Confesso que é difícil para alguém com 80 anos assimilar isso com naturalidade, pois somos do tempo em que se chamava de casal a união de dois seres que poderiam procriar: um cão e uma cadela, um cavalo e uma égua ou um homem e uma mulher. Sinal dos tempos!

Paulo Molina Prates,

Asa Norte

BBB22

A turba infame de preconceituosos, homofóbicos, machistas e racistas, tirou a guerreira Linn da Quebrada do BBB22. Ultrajante e repugnante. Com direito a infeliz, tolo, patético, desnecessário, injustificável e inacreditável comentário do apresentador Tadeu Schmidt, segundo o qual a presença de Linna no jogo "venceu o preconceito". O BBB22 segue para o final tropeçando e se desmanchando. O mais fraco, medonho e insosso de todas as edições. A ordem é liquidar e afastar as meninas da final. Deixando todas as glórias para o quinteto de marrentos, santinhos de pau oco e debochados marmanjos. Com o cretino e dissimulado reizinho Arthur dando as cartas.

Vicente Limongi Netto

Lago Norte

Farra

O voto é sagrado. Por ele, o cidadão escolhe os seus representantes nos cargos mais elevados dos poderes de uma nação. Na eleição de outubro, o eleitor deve observar os verdugos que arquitetaram a PEC do Calote dos precatórios. Foram bilhões surrupiados, cujo destino seria o pagamento do Bolsa Família. Contudo, isso não ocorreu, o dinheiro foi desviado para a compra de deputados e senadores do Centrão, o pagamento de
R$ 4 bilhões para o Fundo Partidário e mais R$ 30 bilhões para as emendas secretas aos congressistas, além de cobrir viagens do presidente da República e comitivas e outros convescotes do ministro da Economia. Foi uma farra com o dinheiro líquido e certo do cidadão, reconhecida pela Justiça, mas o Supremo Tribunal Federal, deu apoio irrestrito e a OAB fechou os olhos.

José Lineu de Freitas, Vila Planalto

Investimentos

A matéria do Correio Braziliense (11/4) sobre a queda dos investimentos estrangeiros no Brasil certamente foi feita antes de sair a notícia segundo a qual o bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, está investindo numa startup brasileira. O investimento inicial desse bilionário não é lá muito expressivo, mas demonstra que os grandes empresários acreditam no Brasil, às vezes, até mais do que alguns brasileiros.

Joares Antonio Caovilla,

Asa Norte

Fake news

Somos chamados a nos levantar contra a fake news, usando de senso crítico e paciência, ao checar a veracidade das informações que recebemos e consumimos, e não passando notícias e dados falsos para os demais, alertando-os, sempre que possível, sobre o embuste identificado. Convém colocar nossas barbas de molho sobre essa retórica fraudulenta que nos assombra há um bom tempo. Distorções nocivas da realidade compuseram a tese chocante defendida pelo ancião Pomada, personagem do conto O segredo do bonzo (1882), escrito por Machado de Assis (1839-1908): "Se uma cousa pode existir na opinião, sem existir na realidade, e existir na realidade, sem existir na opinião, a conclusão é de que, das duas existências paralelas, a única necessária é a da opinião, não a da realidade, que é apenas conveniente". Em tempos de fake news, encontrar a verdade dos fatos pode equivaler perigosamente a procurar agulha no palheiro. Imagine viver numa civilização que não distingue verdade e mentira, sem um sistema confiável de credibilidade mútua. O aumento da desinformação provoca a fragmentação da realidade (quando há um profundo sentimento de incompatibilidade e incompreensão da realidade) e a apatia (quando as pessoas simplesmente desistem de tentar dizer o que é real). O pesquisador e tecnólogo estadunidense Aviv Ovadya alerta que a nossa civilização está perdendo a habilidade de discernir fato de simulacro, o que pode nos levar, segundo o estudioso, a um verdadeiro "infocalipse". Com as plataformas digitais, as fake news se espalham com maior intensidade, propagando não só mentiras, mas também simulações que se passam perigosamente como coisa real. O melhor remédio para as fake news encontra-se no investimento continuado em infraestruturas educativas de autenticidade para qualificar o ecossistema de saberes, com modelos cada vez mais éticos e democráticos de se ter maior certeza sobre o que é real ou falso.

Marcos Fabrício Lopes da Silva,

Asa Norte

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