» Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 03/05/2022 00:01

Aeroportos

Há dias, escrevi nesta coluna sobre a situação dos aeroportos brasileiros. Em Viracopos, Campinas (SP), houve uma colisão entre duas aeronaves, quando uma delas taxiava. Barbeiragem ou desorientação da torre de comando? Não foi a primeira esse ano. Tem havido comportamentos indevidos de passageiros, somados aos procedimentos equivocados do pessoal dos aeroportos e das companhias aéreas. Só neste ano houve mais de um caso de criança embarcada desacompanhada, sequer portando bilhete de passagem. Congonhas está com um tráfego aéreo muito intenso e foi alvo de pedidos de diminuição, até judiciais. É um dos mais perigosos do país, sem zona de escape satisfatória. Agora, anuncia-se a volta do despacho gratuito de bagagem, com ameaça de retaliação por parte das empresas aéreas. Tudo somado, com esse descontrole, o que podemos esperar?

Humberto Pellizzaro,

Asa Norte

Advogados

Antigamente, a Ordem dos Advogados não fugia da raia. Mal ou bem, não se omitia. Divulgava notas contundentes, participando da vida do Brasil. O jeito é acender velas. Repudiando o silêncio da entidade. Saudades dos tempos gloriosos dos presidentes Bernardo Cabral, Maurício Corrêa e Reginaldo Oscar de Castro.

Vicente Limongi Netto,

Lago Norte

Explicações

A nação brasileira está a se perguntar porque o presidente da Suprema Corte não age quanto às decisões monocráticas de vários ministros da Corte. Deixa claro que é um presidente apenas simbólico. Uma outra decepção para todos nós é o comportamento do ministro puramente evangélico. Talvez, se o presidente tivesse indicado um ateu, teria um resultado melhor. Vejo também que os senhores senadores, eleitos por nós, estão aptos a interrogar os ocupantes da Suprema Corte. Será que o senhor Alcolumbre estava com razão pelo chá de cadeira dado ao senhor André Mendonça? O velho ditado diz: "Quem tem pressa come cru".

José Bonifácio,

Cruzeiro

Ricos e protegidos

Alguém já viu, em cerca de 200 anos de existência do Congresso Nacional, alguma coisa a favor de rico dar trabalho para ser aprovada? Ainda há pouco, só para ficar em um dos exemplos mais degenerados do estilo de vida dessa gente, deputados e senadores aprovaram o pagamento de R$ 4,9 bilhões à campanha eleitoral de 2022, dinheiro vivo, saído diretamente dos seus impostos e entregue diretamente no bolso dos congressistas. O desagradável dessa afirmação é que ela tem teores mínimos de opinião, só incomoda, ao contrário, porque sua base é uma lista sem fim de realidades que faz muito tempo que estão em discussão. Não há dúvida nenhuma, já que é preciso começar por algum lugar, de que o maior corruptor da história do Brasil foi o empreiteiro Marcelo Odebrecht, passou de mãos dadas com Lula os oito de seu governo, noves fora o paraíso que viveu com Dilma Rousseff. Quem diz que Odebrecht é um delinquente em modo extremo não é este artigo, é ele mesmo, que confessou seus crimes, delatou Deus e o mundo e por conta disso está preso até hoje, em prisão domiciliar, certo, mas preso. Em 13 anos de Lula e Dilma, na verdade, não se conhece um único caso de rico prejudicado pelo governo, a não ser os produtores rurais roubados pelos "movimentos sociais" do PT e outras vítimas da criminalidade oficial. Os banqueiros, por exemplo, jamais ganharam tanto dinheiro na história da economia brasileira como durante o reinado da esquerda. Não apenas foram protegidos contra qualquer espécie de concorrência, liberdade econômica, no lulismo bancário, só vale na hora de deixar que os bancos cobrem os juros mais altos do mundo. A esquerda serve os bem-aventurados da elite com a devoção de moleque de senzala.

Renato Mendes Prestes,

Águas Claras

Sem compromisso

Observando a convulsão e os desentendimentos dos partidos políticos, vejo que nenhum deles, de fato, têm preocupação com os destinos do país. Todos se acham salvadores da pátria, que, a cada, dia se deteriora, tanto pelas ações do Executivo, quanto pela inércia do Legislativo, cujos integrantes visam apenas obter vantagens financeiras e danem-se" os brasileiros. Se houvesse uma sincera preocupação com o Brasil, os partidos se uniriam para livrar o país do mais perverso governo da história recente, em defesa da democracia e do povo. Mas isso é exigir demais, não?

Giovanna Gouveia,

Águas Claras

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