» Sr. Redator

Correio Braziliense
postado em 19/05/2022 00:01

Soberba

O deputado Daniel Silveira (PTB/RJ) age com uma soberba nunca vista. Isso decorre do fato de ser aliado do Presidente Jair Bolsonaro. Está claro que o pecado cometido pelo deputado não tem salvação (AI-5 e ofensas ao Supremo Tribunal Federal). Baseado em proteção do presidente, ele usa e abusa das instituições, desmoralizando-as. Isso se dá a ponto de se negar ao uso de tornozeleira eletrônica. É como um desafio deflagrado aos bons costumes. Este fato serve como mau exemplo àqueles que advirão. Causa um inevitável precedente.

Enedino Corrêa da Silva,

Asa sul

Correio

Podemos discordar da atual orientação editorial do Correio Braziliense, mas temos de reconhecer que o maior jornal do Centro-Oeste vem se pautando por um dos princípios sagrados do bom jornalismo: a imparcialidade. A todo custo. Sob mares bonançosos ou sob fortes tempestades. A matéria intitulada "O trabalho me mantém vivo", que retrata um pouco da vida do "mais velho funcionário em atividade na mesma empresa no planeta" foi perfeita. Informou que o Sr. Walter gostou de conhecer o Palácio do Planalto, mas se esqueceu de dizer o nome do funcionário da Presidência da República que o recebeu em audiência especial. Assim é que se faz bom jornalismo: a notícia nua e crua, na sua aspereza habitual. O resto, parafraseando Millôr, são apenas confetes. Parabéns ao nosso Correio velho de guerra.

Joares Antônio Caovilla,

Asa Norte

Família Real

A família Brasil tem um longevo pai que se chama Povo, com três filhos e netos, muitos netos. O Povo é quem paga a conta, e os filhos, cheios de regalias, sempre querem mais, e a conta só aumenta. Haja grana para sustentá-los. A princípio, os filhos do Povo deveriam ser amigos e viver harmonicamente, mas o orgulho e a ambição prevalecem, insaciáveis, incontroláveis... O Povo é quem sustenta todos os familiares, e alguns dos seus descendentes extrapolam seus limites, causando sérios problemas entre os irmãos. Carecem de puxões de orelha, mas o Povo é ignorado e sem autoridade para ser respeitado. Afinal, estão grandinhos e não ouvem o que o Povo diz, não querem conselhos e, às vezes, agem fora dos seus limites criando confusão. Nome dos filhos? Executivo, Judiciário e Legislativo. O Executivo é quem mais sofre com as alfinetadas dos irmãos, apesar de ser o que mais trabalha. Tudo de ruim é na conta dele, inclusive mortes da covid da alçada dos governadores. Recebe críticas de toda espécie e não leva desaforo para casa; quando pisam no seu pé, responde na lata. O Legislativo tem alguns filhos resmungões que, ao invés de solucionar seus problemas internamente, no âmbito paterno — afinal, o pai está ali para ouvi-los e aparar as arestas—, têm um tio, o Judiciário, que acata as suas reivindicações para aporrinhar o Executivo com as indevidas inoportunas queixas, em vez de apenas escutar, encaminhá-los de volta para o pai Legislativo, o fórum para resolver 99% das suas pendengas. Carecem de safanão pela inconsciência. O Judiciário cheio de autoridade deveria ser maduro e malandro moderador, respeitando a lei, sem se imiscuir fora da sua seara, mas também não se contém com injurias indelicadas, rigorosamente impróprias, que deveriam entrar num ouvido e sair no outro, ao contrário de evidenciar as calúnias, atropelando o regulamento para punir no foro impróprio para tal. Daí, o circo pegar fogo por bobagens, mesquinharias que passariam despercebidas ou seriam rapidamente esquecidas. O pai Povo a tudo assiste, tenta acalmar os ânimos, mas não é levado a sério pelos seus três filhos que, quando pequenos, eram obedientes, mas hoje, crescidinhos, desatentos, fingem que ouvem, mas não ouvem. Por isso, a desarmonia quando, para o bem coletivo, tudo supera, desprezando o dito popular: "Família unida jamais será vencida".

Humberto Schuwartz Soares,

Vila Velha (ES)

Lua de sangue

Na última segunda-feira (16/05), às 01h14, surgiu a lua cheia de maio, celebrando o nascimento, a iluminação e a morte de Sidarta Gautama, que, segundo os anais esotéricos, foi o primeiro ser da nossa humanidade terráquea a atingir tal grau de realização espiritual. Conta-se que, nessa ocasião, toda a natureza se rejubilou, os céus tomaram cores extraordinárias, os pássaros cantaram em uníssono, as plantas se encheram de viço, os ventos e as águas cantaram melodias e os devas se manifestaram exultantes. A data é comemorada não só por budistas, mas por todos aqueles que almejam a libertação. Quando a humanidade se debate em guerras, desespero e desorientação, será um bálsamo a alma reservar uns minutos para a meditação sobre as causas verdadeiramente importantes da vida.

Humberto Pellizzaro,

Asa Norte

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